13
Jul
Data: 13 a 17 Jul
Horário: 18h00 às 21h00
Duração: 15h
Morada: NOVA FCSH | Sala T 12 - Torre B - Piso 3
Área: História Património e Cultura
Docente responsável: Maria Cardeira da Silva
Docente: Inês Mestre
Docente: Joana Lucas
Docente: Marisa C. Gaspar
Acreditação pelo CCPFC: Sim - Formação geral: Professores dos Ensinos Básico e Secundário
Ensino presencial
Este curso vai ser lecionado na modalidade de Ensino Presencial

Objetivos

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  • Introdução à abordagem antropológica sobre discursos e práticas alimentares;
  • Introdução às questões ligadas à alimentação enquanto facto social e cultural, identidades e pertenças;
  • Introdução aos espaços da alimentação: o público e o privado, o local e o global;
  • Introdução à patrimonialização e turistificação alimentar.

 

Programa

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A alimentação tem sido um tema abordado pela Antropologia desde os primórdios da disciplina. Nas últimas décadas multiplicaram-se os estudos antropológicos sobre alimentação, nomeadamente de cariz etnográfico, explorando temas tão diversos como género, identidades, migrações, usos do passado, património, turismo, classes, nação, globalização, contribuindo para a afirmação deste campo de estudos. O curso “Comida, Identidade e Cultura: uma introdução da Antropologia da Alimentação” apresentado à Escola de Verão 2020 da NOVA FCSH propõe-se fazer um levantamento destas questões e enquadrá-las teoricamente à luz da Antropologia da Alimentação.

Sessão 1: Objetos de estudo e metodologias da Antropologia da Alimentação. A alimentação na história da Antropologia (Joana Lucas, CRIA – NOVA FCSH)

Sessão 2: Alimentação e identidade nacional: história, consumo e práticas alimentares. O caso de Portugal. (Joana Lucas, CRIA – NOVA FCSH)

Sessão 3: Estudo de caso I: Alimentação e memória: explorando discursos, incorporação, materialidade e afectos (Inês Mestre, CRIA – NOVA FCSH e ISCTE-IUL)

Sessão 4: Estudo de caso II: Macau, uma Cidade Criativa da UNESCO em Gastronomia: Gastro-políticas, património e turismo. (Marisa C. Gaspar, SOCIUS/ISEG)

Sessão 5: Estudo de caso III: Alimentação e interditos alimentares. O ritual, a religião e a alimentação. A comida halal e a comida kosher (Joana Lucas, CRIA, NOVA FCSH)

 

Bibliografia

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  • Mintz, Sidney (2001) “Comida e Antropologia – uma breve revisão”, Revista Brasileira de Ciências Sociais, Vol. 16, nº 47, 31-41
  • Sobral, José Manuel (2007) “Nacionalismo, Culinária e Classe. A cozinha portuguesa da obscuridade à consagração (séculos XIX-XX)” Ruris, Vol.1, Nº2, pp.13-52
  • Matta, Raúl, 2014. “República gastronómica y país de cocineros: comida, política, medios y una nueva idea de nación para el Perú”, Revista Colombiana de Antropología [dossier Comida, cultura y política], 50(2): 15-40.
  • Sutton, David (2008) “A Tale of Easter Ovens: Food and Collective Memory”, in Social Research, Vol. 75, Nº1, pp. 157-180.

 

PROPINA

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Ver tabela em Informações úteis.

 

docentes

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Inês Mestre estudou Antropologia (NOVA FCSH) e Cinema Documental (Universidade Pompeu Fabra de Barcelona) e atualmente está a concluir o Doutoramento em Antropologia: Políticas e Imagens da Cultura e Museologia (NOVA FCSH e ISCTE-IUL). Desde 2012 realiza pesquisa na área da antropologia da alimentação, trabalhando sobre questões de identidade, memória e património; nesse âmbito, produziu diversos filmes documentários e outros materiais visuais. Em 2017 lecionou a cadeira de Atelier de Imagem no Departamento de Antropologia da NOVA FCSH. Integra o Núcleo de Antropologia Visual e da Arte do CRIA, dedicado ao desenvolvimento dos cruzamentos entre a antropologia e práticas artísticas.

Joana Lucas é doutorada em Antropologia (2014) pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (NOVA FCSH). É licenciada em Antropologia pela NOVA FCSH (2004) e Mestre em Antropologia: Multiculturalismo e Identidades (2009) pelo ISCTE-IUL. É investigadora integrada do Centro em Rede de Investigação em Antropologia (CRIA) e membro da linha temática “AZIMUTE Estudos em Contextos Árabes e Islâmicos”. Realizou trabalho de campo na Mauritânia (Parc National du Banc d’Arguin e Nouakchott) e Marrocos (Al Jadida e Chefchaouen). Coordena desde 2017 a Escola de Verão NOVA FCSH sobre alimentação e cultura, e leciona na área da Antropologia da Alimentação: “Antropologia da Alimentação”, NOVA FCSH 2017; “Portuguese Gastronomy and Culture, CIEE NOVA FCSH, 2019; “Ecologia Humana, Nutrição e Doenças Crónicas, DCV-UC, 2019/2020. É actualmente investigadora de pós-doutoramento (CRIA-NOVA FCSH) desenvolvendo uma pesquisa sobre os efeitos da classificação da “Dieta Mediterrânica” enquanto património cultural imaterial da UNESCO em Chefchaouen (Marrocos).

Marisa C. Gaspar é doutorada em Antropologia pelo ISCTE-IUL (2013) com uma tese sobre memória, identidade e ambivalência na comunidade euro-asiática macaense. Atualmente é investigadora de pós-doutoramento no SOCIUS/CSG – Investigação em Ciências Sociais e Gestão do ISEG, Universidade de Lisboa, onde desenvolve atividades relacionadas com o seu projeto “Comer e Poder: A Economia da Cultura em Macau, China”, financiado através de uma Bolsa de Investigação da FCT. Os seus interesses de pesquisa incidem sobre o estudo das dimensões públicas, políticas e económicas que recaem sobre as práticas de patrimonialização da alimentação e de promoção de um turismo culinário em contexto urbano. É autora de vários artigos académicos e do livro No Tempo do Bambu: Identidade e Ambivalência entre Macaenses (2015) [livre acesso à versão ebook nas publicações ISCSP-Universidade de Lisboa.

  • Centro Luís Krus – Formação ao Longo da Vida
  • Cursos da Escola de Verão (EV)

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