04
Jul
Data: 4 a 8 Jul 2022
Horário: 17h00 às 20h00
Duração: 15h
Morada: NOVA FCSH | Sala C 012
Área: História, Património e Cultura
Docente: Inês Mestre
Docente: Joana Lucas - Responsável
Acreditação pelo CCPFC: Não
Ensino Presencial
Ensino Presencial (Se as condições sanitárias permitirem)

 

Objetivos

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O curso “Comida, Identidade e Cultura: uma introdução da Antropologia da Alimentação” apresentado à Escola de Verão 2022 da NOVA FCSH propõe-se refletir sobre algumas destas questões:

 

  1. A abordagem da Antropologia sobre práticas e consumos alimentares: autores, história e correntes;
  2. A alimentação enquanto facto social e cultural: identidade e pertença; corpo e memória, práticas e consumos;
  3. Os espaços e as escalas da alimentação: o público e o privado, o local e o global.

 

Programa

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A alimentação tem sido um tema abordado pela Antropologia desde os primórdios da disciplina. Nas últimas décadas multiplicaram-se os estudos antropológicos sobre alimentação, nomeadamente de cariz etnográfico, explorando temas tão diversos como por exemplo: género, identidades, migrações, usos do passado, património, turismo, classes, nação, globalização, contribuindo para a afirmação e autonomização desta área de estudos.

O curso “Comida, Identidade e Cultura: uma introdução da Antropologia da Alimentação” apresentado à Escola de Verão 2022 da NOVA FCSH propõe-se refletir sobre algumas destas questões e enquadrá-las teoricamente à luz da Antropologia da Alimentação.

Sessão 1: Interditos alimentares, religiões e alimentação: pensar a partir e para além de Mary Douglas (Joana Lucas, CRIA – NOVA FCSH)

Sessão 2: Nacionalismos culinários no mundo contemporâneo (Inês Mestre, CRIA – NOVA FCSH e ISCTE-IUL)

Sessão 3: Estudo de caso I: “Alimentando a cidade confinada – narrativas de pequenos produtores na Área Metropolitana de Lisboa” (Joana Catela, ICS-ULisboa)

Sessão 4: Estudo de caso II: Alimentação e memória: comensalidade, nostalgia e a imaginação de “mundos” (Inês Mestre, CRIA – NOVA FCSH e ISCTE-IUL)

Sessão 5: Estudo de caso III: Pode o património comer-se? A “Dieta Mediterrânica” como pretexto: reflexões sobre alimentação e património a partir de Chefchaouen (Marrocos) e Tavira (Portugal) (Joana Lucas, CRIA – NOVA FCSH)

 

Bibliografia

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  • Mintz, Sidney (2001) “Comida e Antropologia – uma breve revisão”, Revista Brasileira de Ciências, Vol. 16, no 47, 31-41
  • Sobral, José Manuel (2007) “Nacionalismo, Culinária e Classe. A cozinha portuguesa da obscuridade à consagração (séculos XIX-XX)” Ruris, Vol.1, No2, pp.13-52
  • Lucas, Joana (2021) “O património alimentar enquanto atração turística: a conversão da “Dieta Mediterrânica” em mercadoria, em Chefchaouen (Marrocos)”, Etnográfica, 25 (1), pp.231-253 DOI: https://doi.org/10.4000/etnografica.10056

 

PROPINA

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Ver tabela em informações úteis.

 

docentes

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Inês Mestre estudou Antropologia (NOVA FCSH) e Cinema Documental (Universidade Pompeu Fabra de Barcelona) e atualmente está a concluir o Doutoramento em Antropologia: Políticas e Imagens da Cultura e Museologia (NOVA FCSH e ISCTE-IUL). Desde 2012 realiza pesquisa na área da antropologia da alimentação, trabalhando sobre questões de identidade, memória e património; nesse âmbito, produziu diversos filmes documentários e outros materiais visuais. Em 2017 lecionou a cadeira de Atelier de Imagem no Departamento de Antropologia da NOVA FCSH. Integra o Núcleo de Antropologia Visual e da Arte do CRIA, dedicado ao desenvolvimento dos cruzamentos entre a antropologia e práticas artísticas.

Joana Lucas doutorada em Antropologia (2014) pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (NOVA FCSH), é investigadora integrada do Centro em Rede de Investigação em Antropologia (CRIA) onde coordena o grupo de investigação “Práticas e Políticas da Cultura”. Atualmente é também Professora Auxiliar Convidada do Departamento de Antropologia da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (NOVA FCSH). A sua investigação de pós-doutoramento debruça-se sobre a relação entre alimentação e património, tendo como estudo de caso a classificação da “Dieta Mediterrânica” enquanto património cultural imaterial pela UNESCO (2010, 2013), realizando trabalho de terreno em Marrocos (Chefchaouen) e Portugal (Tavira).

  • Centro Luís Krus – Formação ao Longo da Vida
  • Cursos da Escola de Verão (EV)