12
Jul
Data: 12 a 16 Jul 2021
Horário: 17h00 às 20h00
Duração: 15h
Morada: NOVA FCSH | Sala B 310
Área: História, Património e Cultura
Docente responsável: Maria Cardeira da Silva
Docente: Inês Mestre
Docente: Joana Catela
Docente: Joana Lucas
Acreditação pelo CCPFC: Não
Ensino Presencial
Ensino Presencial (Se as condições sanitárias permitirem)

 

Objetivos

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  • Introdução à abordagem antropológica sobre discursos e práticas alimentares;
  • Introdução às questões ligadas à alimentação enquanto facto social e cultural: identidade e pertença; corpo e memória, práticas e consumos;
  • Introdução aos espaços e às escalas da alimentação: o público e o privado, o local e o global;
  • Introdução às questões da patrimonialização e da turistificação alimentar.

 

Programa

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A alimentação tem sido um tema abordado pela Antropologia desde os primórdios da disciplina. Nas últimas décadas multiplicaram-se os estudos antropológicos sobre alimentação, nomeadamente de cariz etnográfico, explorando temas tão diversos como género, identidades, migrações, usos do passado, património, turismo, classes, nação, globalização, contribuindo para a afirmação deste campo de estudos. O curso “Comida e Cultura: uma introdução da Antropologia da Alimentação” apresentado à Escola de Verão 2021 da NOVA/FCSH propõe-se fazer um levantamento destas questões e enquadrá-las teoricamente à luz da Antropologia da Alimentação.

Sessão 1

Objetos de estudo e metodologias da Antropologia da Alimentação. A alimentação na história da Antropologia (Joana Lucas, CRIA – NOVA FCSH).

Sessão 2

Alimentação e identidade nacional: história: consumo e práticas alimentares. Tabus e interditos alimentares: o ritual, a religião e a alimentação. (Joana Lucas, CRIA – NOVA FCSH).

Sessão 3

Estudo de caso I: Alimentação e memória: explorando discursos, incorporação, materialidade e afectos (Inês Mestre, CRIA – NOVA FCSH e ISCTE-IUL).

Sessão 4

Estudo de caso II: Cabazes alimentares na Área Metropolitana de Lisboa: constrangimentos e oportunidades numa pandemia (Joana Catela, ICS-ULisboa).

Sessão 5

Estudo de caso III: Alimentação, património e turismo: a “Dieta Mediterrânica” em Tavira (Portugal) e Chefchaouen (Marrocos). (Joana Lucas, CRIA – NOVA FCSH).

 

Bibliografia

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  • Mintz, Sidney (2001) “Comida e Antropologia – uma breve revisão”, Revista Brasileira de Ciências Sociais, Vol. 16, no 47, 31-41.
  • Sobral, José Manuel (2007) “Nacionalismo, Culinária e Classe. A cozinha portuguesa da obscuridade à consagração (séculos XIX-XX)” Ruris, Vol.1, No2, pp.13-52.
  • Sutton, David (2008) “A Tale of Easter Ovens: Food and Collective Memory”, in Social Research, Vol. 75, No1, pp. 157-180.

 

PROPINA

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Ver tabela em informações úteis

 

docentes

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Inês Mestre estudou Antropologia na NOVA FCSH e Cinema Documental (Universidade Pompeu Fabra de Barcelona) e atualmente está a concluir o Doutoramento em Antropologia: Políticas e Imagens da Cultura e Museologia (NOVA FCSH e ISCTEIUL). Desde 2012 realiza pesquisa na área da antropologia da alimentação, trabalhando sobre questões de identidade, memória e património; nesse âmbito, produziu diversos filmes documentários e outros materiais visuais. Em 2017 lecionou a cadeira de Atelier de Imagem no Departamento de Antropologia da NOVA FCSH. Integra o Núcleo de Antropologia Visual e da Arte do CRIA, dedicado ao desenvolvimento dos cruzamentos entre a antropologia e práticas artísticas.

Joana Catela estudou Antropologia na NOVA FCSH e Estudos Latino Americanos na Universidade de Cambridge. Entre 2010 e 2011 frequentou a pós-graduação em Antropologia da Saúde: Competência Cultural em Âmbito Clínico. Em 2018 doutorou-se em Antropologia no ISCTE-IUL com a tese “Nas margens e em trânsito: a saúde mental e as boas intenções numa IPSS nos arredores de Lisboa”, realizada com base em trabalho de campo intensivo num bairro de realojamento com imigrantes. Entre
2018 e 2019, integrou como investigadora de pós-doutoramento no ICS-ULisboa, a equipa do projeto “exPERts – Organizando o conhecimento do planeamento: política de habitação e o papel dos peritos no PER”. Em julho de 2020 integrou o projeto SPLACH – Spatial Planning for Change, que visa produzir conhecimento informado sobre o sistema alimentar da Área Metropolitana de Lisboa. Os seus principais interesses de pesquisa centram-se em questões relacionadas com antropologia médica e urbana, imigração, saúde mental, habitação e vulnerabilidade.

Joana Lucas é doutorada em Antropologia (2014) pela NOVA FCSH. É licenciada em Antropologia pela NOVA FCSH (2004) e Mestre em Antropologia: Multiculturalismo e Identidades (2009) pelo ISCTE-IUL. É investigadora integrada do Centro em Rede de Investigação em Antropologia (CRIA) e membro da linha temática “AZIMUTE Estudos em Contextos Árabes e Islâmicos”. Realizou trabalho de campo na Mauritânia (Parc National du Banc d’Arguin e Nouakchott) e Marrocos (Al Jadida e Chefchaouen). Coordena a Escola de Verão NOVA FCSH sobre alimentação e cultura (2017-2020), e leciona na área da Antropologia da Alimentação: “Antropologia da Alimentação” (NOVA FCSH 2017); “Portuguese Gastronomy and Culture (CIEE NOVA FCSH, 2019); “Ecologia Humana, Nutrição e Doenças Crónicas (DCV-UC, 2019/2020). É investigadora de pós-doutoramento (CRIA-NOVA FCSH) com um projecto sobre os efeitos da classificação da “Dieta Mediterrânica” enquanto património cultural imaterial pela UNESCO em Chefchaouen (Marrocos).

  • Centro Luís Krus – Formação ao Longo da Vida
  • Cursos da Escola de Verão (EV)

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