12
Jul
Data: 12 a 23 Jul
Horário: dias úteis das 17h00 às 19h30
Duração: 25h | 2 ECTS
Morada: NOVA FCSH
Área: História, Património e Cultura
Docente responsável: Maria João Branco
Docente: Diana Martins
Docente: Mário Farelo
Docente: Paulo Catarino Lopes
Docente: Tiago Viúla de Faria
Acreditação pelo CCPFC: Sim - Formação geral e adequada (dimensão científica e pedagógica): Professores dos Grupos 200, 400 e 410
Ensino Presencial
 Ensino Presencial (Se as condições sanitárias permitirem)

 

Objetivos

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O aluno deve ser capaz de interiorizar a especificidade da prática diplomática e das relações externas no período medievo. Neste sentido, deve estar apto a relacionar as diversas modalidades e vertentes que compõem a diplomacia durante a Idade Média, em particular no que respeita ao reino de Portugal. As funções, competências e sociologia dos agentes diplomáticos, bem como a normativa que fundamenta a sua operacionalidade e as tipologias das missões que integram ou protagonizam (nas quais a cultura material assume rara importância), devem igualmente integrar o quadro de saberes do discente. Por último, deve apreender a partir do estudo de fontes históricas, literárias e iconográficas como as práticas diplomáticas foram então representadas.

 

Programa

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1ª aula

I – Definição

  • A singularidade da diplomacia medieval e das relações externas no período medievo.

II – Estado da Arte

III – Fontes (tipologia)

2ª e 3ª aulas

IV – Funções e competências dos agentes diplomáticos.

  • Núncio / Legado
  • Procurador
  •  Embaixador

   – Recrutamento
   – O embaixador permanente

  • Outros agentes

4ª aula

V – A normativa.

  • Imunidades e deveres.
  • Legislação e práticas.

VI – Cultura material.

  • O salvo-conduto.
  • A carta de crença.
  • Cartas e relatórios (oficiais e não oficiais).
  • Oferendas.
  • Testemunhos indiretos.
  • Financiamento.

– O problema das despesas.

5ª e 6ª aulas

VII – Processos diplomáticos.

  • A guerra e a paz.
  • Ligas, alianças e contra-alianças.
  • Tratados.
  • Cerimónias e protocolo.

            – Performatividade.

  • Ratificações.
  • Resgates.

7ª aula

VIII – Psicologia e mentalidades.

  • Dificuldades e receios.
  • O sentido das alteridades e as construções identitárias.
  • Interculturalidade.
  • As emoções associadas e o seu controlo.
  • O agente diplomático como Homo Viator.

8ª e 9ª aulas

IX – Prática diplomática: a missão.

  • Tipologias 

            – O caso específico das embaixadas.

  • Características.
  • Composição social.
  • Fases da missão.

 – Preparação.

 – Concretização.

 – Conclusão.

10ª aula

X – Momentos definidores para o caso português.

  • A fundação do reino.
  • Crise no trono (D. Sancho II – D. Afonso III).
  • D. Dinis.
  • D. João I e a dinastia de Avis.

 

Bibliografia

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  • BRANCO, Maria João e FARELO, Mário, “Diplomatic Relations: Portugal and the Others”, in The Historiography of Medieval Portugal c. 1950-2010, José MATTOSO (dir), Maria de Lurdes ROSA, Bernardo de Vasconcelos e SOUSA, Maria João BRANCO, Lisboa, Instituto de Estudos Medievais, 2011, pp. 231-259.
  • MACEDO, Jorge Borges de, História Diplomática Portuguesa. Constantes e Linhas de Força – Estudo de Geopolítica, vol. I, Lisboa, Tribuna da História, 2008.
  • MOEGLIN, J., PÉQUIGNOT, S., Diplomatie et «relations internationales» au Moyen Âge (IXe-XVe siècle), Paris, PUF, 2017.
  • QUELLER, Donald E., The Office of Ambassador in the Middle Ages, Princeton, Princeton University Press, 1967.
  • SHMESP (éd.), Les relations diplomatiques au Moyen Âge. Formes et enjeux, Paris, Publications de la Sorbonne, 2010.

 

PROPINA

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Ver tabela em informações úteis

 

docentes

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Diana Martins  é Licenciada em História e Mestre em História Medieval, Diana Martins é no momento atual doutoranda em Estudos Medievais (NOVA FCSH; UAb), em co-tutela com a École Pratique des Hautes Études (EPHE). Bolseira de doutoramento da Fundação para a Ciência e Tecnologia (SFRH/BD/ 143626/2019), está presentemente a desenvolver uma tese sobre os embaixadores e relações diplomáticas portuguesas, entre o reino de Portugal e outras potências cristãs, durante o reinado de D. Dinis (1279-1325).

Mário Farelo é Doutor em História Medieval pela Universidade de Lisboa (2004; 2009). Investigador contratado pela NOVA FCSH no âmbito do projeto VINCULUM: Entailing Perpetuity: Family, Power, Identity. The Social Agency of a Corporate Body (Southern Europe, 14th-17th Centuries). Membro integrado no Instituto de Estudos Medievais e membro colaborador do Centro de Estudos de História Religiosa e do Centro de História da Universidade de Lisboa. As suas áreas de especialização incidem sobre a história da Lisboa medieval e as relações entre Portugal e o Papado na tardo medievalidade. Investiga igualmente a história eclesiástica, urbana, diplomática e cultural do reino de Portugal no período medieval, nomeadamente a Universidade de Lisboa-Coimbra e a peregrinatio academica portuguesa nos períodos medieval e renascentista.

Paulo Catarino Lopes é Investigador Integrado do Instituto de Estudos Medievais (IEM) e Investigador Associado do CHAM — Centro de Humanidades, ambas Unidades de Investigação da NOVA FCSH, instituição na qual obteve os graus de Mestre e Doutor em História após licenciar-se no mesmo domínio científico pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL). Tendo como domínio de especialização a História Medieval (Cultura e Mentalidades), os seus interesses de investigação abrangem os seguintes temas: Viagens e viajantes (circulação e mobilidade); Diplomacia e Relações Internacionais; Peregrinações. Atualmente desempenha as funções de investigador doutorado contratado na NOVA FCSH.

Tiago Viúla de Faria (Lisboa, 1978) é Investigador no Instituto de Estudos Medievais da NOVA FCSH. Formado em Línguas e Literaturas Modernas (Licenciatura), Estudos Medievais (Mestrado) e História (Doutoramento), lecionou História de Inglaterra e da Europa Medieval no ensino superior britânico e manteve fellowships de investigação em Baltimore, Madrid e Paris. Especializando-se em relações anglo-portuguesas na Idade Média (D.Phil., Universidade de Oxford, 2013), desde então tem vindo a alargar o inquérito sobre as questões em torno das relações externas de Portugal medieval. Como bolseiro de pós-doutoramento da Fundação para a Ciência e Tecnologia, desenvolveu investigação sobre epistolografia e práticas diplomáticas. Atualmente, estuda o papel da diplomacia na política portuguesa antes do período moderno.

  • Centro Luís Krus – Formação ao Longo da Vida
  • Cursos da Escola de Verão (EV)

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