O que é 'ser NOVA FCSH'. Há uma resposta?

Nicolau Lobato, estudante de Ciências da Comunicação, queria captar a diversidade de estilos e opiniões dos colegas da Faculdade. A ideia transformou-se em projeto fotográfico e o resultado está impresso nos novos materiais informativos da NOVA FCSH. 

Uma mesa à entrada da Faculdade, o Nico (como os colegas lhe chamam) sentado e à sua frente um cartaz provocador: “Define Coragem”. A ideia havia de ser repetida, semanas mais tarde, desta vez com “Define-te”. O convite do Gabinete de Comunicação para fotografar a Faculdade e os estudantes chegou antes da segunda sessão. «Foi o empurrão de que precisava para concretizar realmente esta ideia, que podia ter ficado a meio, como tantas outras», conta Nico, que prefere fotografar em filme e esperar até à revelação para conhecer o produto final. 

«Courage is doing things you thought you were not capable of and what people thought you couldn’t do», Léna Mahouast, estudante francesa em Erasmus+ na NOVA FCSH.
«Ter coragem é não desviar o caminho e seguir até uma mesa que nos questiona o que é a coragem», Laura Rego.

Nico desenvolve a ideia: «As perguntas serviram para quebrar o gelo. A partir daí, a conversa ficava descontraída e as fotos ficariam melhores – foi esse o meu principal objetivo». «As perguntas “Define Coragem” e “Define-te” estão na minha humilde opinião ligadas diretamente ao estudante da NOVA FCSH. O estudante da NOVA FCSH é e sempre foi conhecido por ser alguém com opiniões e caráter fortes, nunca hesitando em mostrar aquilo que pensa. Nas características que enumerei a coragem e a própria noção do eu estão bem assentes. Na NOVA FCSH descobrimos e assumimos a responsabilidade de sermos quem realmente somos, sem medos da opinião alheia e encarando o futuro olhos nos olhos. Isto explica a minha decisão de utilizar estas perguntas.»

 

Nicolau Lobato

E porquê de forma analógica? «Para valorizar o momento da fotografia e para ser mais natural. Temos uma luz espetacular e vale a pena arriscar».

Nico prossegue: «Existe um sentimento na fotografia analógica que não consigo explicar. A fotografia digital tem as suas valências, e os meus primeiros passos foram dados na Sony DSC H300. Como digo sempre, o verdadeiro truque está em quem carrega o botão, em quem assume a responsabilidade e prende aquele momento. No momento em que se pressiona e se puxa a alavanca da máquina o número de oportunidades diminui — isso exige da pessoa que fotografa uma maior consciência daquilo que o seu olhar contempla. Acredito em que cada imagem que prendo, que torno suspensa, torno-a mais lúcida nos olhos de quem a vê, e é esta magia que me apaixona na fotografia. Considero-me mediano na arte que pretendo expor, mas existe também uma perfeição na imperfeição, e essa é uma das características que justificam a minha preferência por este modelo.»

 

Ainda que com alguma resistência inicial, a adesão acabou por superar as melhores expectativas: «Foi uma experiência completamente nova e conheci muita gente. Os momentos iniciais de desconfiança passavam, numa questão de minutos, para uma boa conversa». Quase 30 das fotografias constam agora da nova brochura das licenciaturas da NOVA FCSH para 2020/21. No ano anterior, o Nico tinha já colaborado com o Gabinete de Comunicação e foi a cara de uma das quatro capas do folheto: 

 

Quando a ideia passou a ter um fim específico, houve também um esforço para apontar a câmara a outros cenários. Um dos locais escolhidos foi o Estádio Universitário, onde as equipas da Associação de Estudantes treinam duas vezes por semana. 

«Ingressar na NOVA FCSH, mais do que entrar numa faculdade de referência na área das ciências sociais e humanas, significou entrar em contacto com realidades e pessoas que superaram a minha expectativa. Eu estava à espera, de facto, de encontrar unidades curriculares exigentes, lecionadas por professores empenhados em transmitir os seus saberes. No entanto, não tinha noção de tudo o resto que iria complementar este meu percurso. Mais do que complementá-lo, enriquecê-lo. No 2.º ano da minha licenciatura em Ciências da Comunicação decidi que queria voltar a praticar Voleibol. Pratiquei-o durante tantos anos que se tornou uma paixão, mas tive de o deixar quando o meu percurso na faculdade começou. Inscrevi-me no desporto universitário com o único objetivo de me sentir mais saudável. Acabei por ver formar-se uma família, um conjunto de pessoas que espontaneamente se reúne duas vezes por semana, mas que partilha entre si um carinho enorme que vai além do desporto: um carinho pela equipa que formam. Ser capitã é uma responsabilidade acrescida. É querer levar a equipa a bom porto, mostrando a cada uma o valor que acrescenta a esta nossa equipa. É querer transmitir valores de empenho, compromisso, companheirismo e, especialmente, união. Não trocava estes últimos anos por nada. O nosso caminho faz sentido especialmente pelas pessoas que se cruzam connosco e que fazem todo o nosso percurso valer a pena, pois este ganha um propósito ainda maior. Por isso agradeço a quem se cruzou comigo, especialmente esta equipa, que faz com o que o cansaço de final do dia seja insignificante quando o treino começa.», Margarida Martins, capitã da equipa de Voleibol da AEFCSH.

 

A proposta para este ano era envolver ainda mais gente, fotografar mais rostos e continuar mostrar aos futuros alunos, cada vez com mais amplitude, como é o dia a dia e como são as pessoas da Faculdade.

 

 

«A NOVA FCSH é uma segunda casa, o local onde muitos de nós descobrimos a essência do nosso ser. É um lugar de paixões, é um lugar de tristezas, um lugar de dúvidas, mas essencialmente um lugar humano.»

O que é, então, ‘ser NOVA FCSH’? «Acho que a melhor parte sobre isso é não haver propriamente uma resposta. Eu tenho a minha opinião e haverá muitas outras completamente diferentes. A NOVA FCSH representa coisas especiais e particulares para cada um e vive sobretudo da diferença. A liberdade que tive para tirar estas fotografias acaba por ilustrar isso mesmo: tentar definir a NOVA FCSH é uma tarefa que ficará sempre incompleta».

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