CICS.NOVA conclui que maioria da população reduziu prática de exercício físico durante o confinamento

Um estudo ibérico onde participaram investigadores do CICS.NOVA, concluiu que, durante a quarentena, 66% da população reduziu os seus treinos físicos em intensidade e frequência. Em Espanha a quebra foi semelhante, de 63%.

O inquérito, que teve mais respostas junto a praticantes das modalidades corrida e a corrida de montanha, demonstra também que a grande maioria já sentiu o efeito das provas canceladas (PT: 90% ES: 83%), sobretudo ao nível dos seus impactos económicos (PT: 33% ESP: 41%), sendo o mais referido o não reembolso das verbas gastas em inscrições em provas (PT: 37% ESP: 41%). Apesar destas dificuldades, a grande maioria não vai abandonar a prática desportiva (PT: 94% ESP: 89%), embora pense introduzir alteração na forma como a efetua (PT: 24% ESP: 32%). Em ambos países é manifestada preocupação com a exposição do perigo da COVID-19 durante as provas, que devem levar as organizações a avançar com alterações aos modelos convencionais.

“Apesar da diferença do número de respostas entre Portugal e Espanha ser considerável e a maioria dos participantes ser maioritariamente dedicada à corrida, foram ultrapassados os números definidos para uma amostra mínima, sendo possível considerar que as principais conclusões deste inquérito se apliquem a outras atividades de ar livre de prática informal como o BTT, o Geocaching e a Escalada”, conclui Rui Pedro Julião, docente da NOVA FCSH e um dos responsáveis pelo estudo.

Os inquéritos, que somaram quase 3000 respostas, foram realizados pelo Grupo de Investigação Sistemas de Modelação e Planeamento (MaPS) do CICS.NOVA, centro de investigação da NOVA FCSH, e o Grupo de Investigación Social y Educativa de la Actividad Física y del Deporte (GISEAFE) do INEFC/UdL, em Espanha.

A ficha técnica e os dados principais do estudo estão disponíveis em https://arcg.is/0qrb1

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