Provence e Três Perdidos Fazem Um Encontrado são os vencedores do CINENOVA

Provence, da belga Kato de Boeck, venceu o prémio de Melhor Filme e Três Perdidos Fazem Um Encontrado, realizado pelo japonês Atsushi Kuwayama em Mestrado na Universidade Lusófona, venceu o prémio de Melhor Filme Português a Concurso. O júri entregou ainda várias Menções Honrosas entre os 38 filmes exibidos no CINENOVA.

Qual é o teu maior segredo?” A pergunta de Camille (11 anos) ao irmão mais velho, Tuur (15), é o ponto de partida para uma história sobre a descoberta do amor, do ciúme e o início da adolescência, impelido pelo encontro com duas raparigas holandesas. As férias de verão no parque de campismo no norte de França conquistaram a preferência dos jurados Anastasia Lukovnikova, Catarina Mourão e Luis Deltell Escolar, que decidiram entregar a Provence o prémio de 2.000€ (Melhor Filme a Concurso). A realizadora Kato de Boeck, nascida em 1994, concluiu em 2018 o mestrado em Cinema no Royal Institute for Theatre, Cinema and Sound de Bruxelas.

 

Três Perdidos Fazem Um Encontrado passa-se a sul de Portugal. É uma viagem em autocaravana de um japonês de coração partido e do seu amigo indiano à procura de uma nascente sagrada. A cura que procuravam está, contudo, nas paisagens e nas pessoas que vão conhecendo no caminho. A curta-metragem bem humorada de Sushi, que mostra também a empatia do país rural, mereceu o prémio de Melhor Filme Português a Concurso, uma Menção Honrosa na categoria de Melhor Filme e ainda o Prémio de Filme Favorito do Público. O júri nacional era composto por Luís Mendonça, Joana Gusmão e Teresa Castro. 

Ensaio (Mariana Santana) e Em Caso de Fogo (Tomás Paula Marques) foram distinguidos com Menções Honrosas na categoria portuguesa. Para além de Três Perdidos Fazem Um Encontrado, também foi atribuída a Menção Honrosa de Melhor Filme a Mama (agora convertido em homenagem à atriz principal, Galina Tikhonova), da estudante russa Anastasia Borisova.

Katarina Amaral Dias, coordenadora da Equipa de Comunicação do CINENOVA, faz um balanço bastante positivo do festival: «Olhamos para esta edição com muito carinho. Sentimos que conseguimos crescer, individualmente e em equipa, que demos outro fôlego ao festival, que o levámos a todo o mundo – tudo a partir de nossa casa, de Lisboa, da NOVA FCSH». «O aumento estrondoso de submissões de filmes revela a confiança do jovem realizador no nosso trabalho e missão. Os novos parceiros, apoios institucionais, media partners e restantes apoios traçam um mapa de relações importantíssimo para a concretização do potencial deste festival», acrescenta Katarina.


Em 2020, o CINENOVA viu crescer em 800% o número de submissões de filmes a concurso, enriqueceu o programa com atividades paralelas (masterclass e debates), organizou a equipa em departamentos (envolvendo estudantes universitários de outras instituições) e tornou mais clara a sua missão: reforçar a relação entre Universidade e o Realizador-Estudante, o Cinema e o Conhecimento. «O sucesso do CINENOVA enche-nos de alegria e incentiva-nos a fazer mais e melhor a cada ano».

 

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