Antigo aluno da NOVA FCSH ganha bolsa no valor de 1,5 milhões de euros

“Synthetic lives: The future of mining” é o tema do projeto que valeu a Filipe Calvão uma Starting Grant da ERC no valor de 1,5 milhões de euros. Para o investigador, “a indústria extrativa está a atravessar uma série de transformações que estão cada vez mais agudizadas com o passar dos anos”. Entre elas o aparecimento de minerais sintéticos produzidos em laboratório, “o que impactará a mineração de recursos extraídos da natureza”, a criação de minas cada vez mais automatizadas – o que dispensa cada vez mais a mão humana –, e a introdução de processos digitais na mediação entre o Homem e a tecnologia.

O objetivo do projeto, de cinco anos, pretende perceber qual o papel do ser humano e da tecnologia na indústria extrativa e quais as suas consequências ecológicas, económicas, políticas e epistemológicas no setor. O valor da bolsa “vai ajudar a recrutar alunos doutorandos, doutorados ou de pós-doutoramento e vai ajudar-me a libertar tempo para a investigação e não estar só apenas nas aulas”, explica o investigador. As bolsas da ERC são destinadas a projetos que tenham impacto a nível global, projetos “ambiciosos que possam mudar o mundo”.

Filipe Calvão é atualmente professor de Antropologia e Sociologia na Graduate Institute of International and Development Studies, na Suíça, e o seu percurso académico começou na NOVA FCSH, como aluno de licenciatura em História: “Foi na FCSH que aprendi a fazer investigação, a pesquisar nos arquivos e fui impulsionado e encorajado por professores, o que foi fundamental”, aponta. “Tive grande felicidade em trabalhar com esses professores que foram decisivos na minha formação”.

 

 

 

 

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