O que é o PsII+?

A NOVA FCSH disponibiliza um Serviço de Psicologia, Inclusão e Igualdade – PsII+, contribuindo para o desenvolvimento integral e a construção progressiva da identidade pessoal e profissional dos(as) estudantes. É possível durante todo o ano contactar o PsII+, procurando apoio para a organização do tempo, o desenvolvimento de capacidades ou a melhoria do bem-estar.

 

Apoio prestado pelos serviços

A análise de situações de natureza psicossocial, a orientação escolar e vocacional, o apoio em situações de crise ou a dinamização de grupos de aconselhamento e formação são também valências deste serviço. Os atendimentos realizados estão disponíveis gratuitamente para os(as) estudantes da NOVA FCSH, garantindo-se toda a confidencialidade dos processos.

Atendimento

O atendimento do PsII+ é gratuito para todos os alunos da NOVA FCSH, garantindo-se toda a confidencialidade de cada um dos processos.

  • A marcação de atendimento pode ser realizada através da Jobteaser (preferível no contexto do atual Estado de Emergência);
  • O atendimento pode também ser requerido através de e-mail, assim como o esclarecimento de dúvidas e pedidos de informações.
Contactos

Dr.ª Olga Cunha, psicóloga na NOVA FCSH

psii@fcsh.unl.pt

The Bridge

The Bridge é o novo projeto dos Serviços de Ação Social da Universidade NOVA de Lisboa, uma plataforma de apoio focada no bem-estar da comunidade estudantil da NOVA.

A iniciativa, criada a partir de um processo cooperativo entre estudantes da NOVA e serviços de psicologia das unidades orgânicas da universidade, pretende otimizar e facilitar o acesso de estudantes aos recursos que possam contribuir para o seu bem-estar e saúde mental.

Outras Atividades

Para além das diferentes modalidades de apoio prestadas pelo PsII+, os Serviços de Psicologia, Inclusão e Igualdade também organizam semestralmente programas específicos de atividades especialmente orientados para os diferentes ciclos de estudos da NOVA FCSH.

10 ideias para cuidar da saúde mental

No âmbito do atual Estado de Emergência, o Serviço de Psicologia, Inclusão e Igualdade partilha as sugestões de Alexandra Antunes, da direção da Ordem dos Psicólogos Portugueses, para a preservação da saúde mental durante o confinamento.
1.

Manter as rotinas

2.

Estabelecer objetivos

3.

Cuidar da dinâmica familiar

4.

Prestar atenção ao teletrabalho

5.

Manter os contactos sociais

6.

Praticar exercício físico

7.

Cuidar da alimentação

8.

Procurar atividades de lazer

9.

Informar-se

10.

Dar atenção ao sinais de desgaste psicológico

Manter as rotinas

  • Adormecer e acordar à mesma hora;
  • Não esquecer as diferentes etapas da higiene pessoal;
  • Arranjar-se como se fosse sair para trabalhar/estudar;
  • Manter os horários das refeições;
  • As rotinas são um elemento organizador que aumenta a nossa segurança e o seu respeito aumenta o autocontrolo no dia a dia.

Estabelecer Objetivos

  • Tendo em conta a realidade individual;
  • Serem alcançáveis;
  • Quanto mais realista for menor a possibilidade de frustração e angústia no incumprimento.

Cuidar da dinâmica familiar

  • A dinâmica da família deve procurar continuar «dentro dos padrões mais habituais»;
  • Promova refeições em conjunto e a partilha das experiências de cada dia (mesmo que pareça que há menos que contar);
  • As tarefas destinadas a cada elemento da família devem continuar a ser cumpridas, podendo acrescentar-se atividades que estabeleçam objetivos conjuntos da família, sendo a proximidade um elemento que transmita segurança.

Prestar atenção ao teletrabalho

  • Por vezes sentimo-nos tentados a atender aquela chamada de trabalho depois do horário (supostamente) terminar ou prolongar uma qualquer tarefa pela hora de almoço, reduzindo-a a uns meros minutos. Isto não deve acontecer porque vai promover uma desorganização do dia. Haverá dias excecionais, mas devem ser mesmo a exceção;
  • Fazer pausas de 10/15 minutos quando sentir a capacidade de atenção e concentração diminuída;
  • O local de trabalho deve estar adaptado às necessidades do trabalho de cada um e às tarefas que desempenha.

Manter os contactos sociais

  • É muito importante que telefone, envie mensagens e faça videochamadas (o estímulo visual é muito importante, pois faz-nos sentir mais próximos e seguros);
  • Pode mesmo promover almoços, lanches e jantares com familiares ou amigos através de videochamada;
  • Não se esqueça de cuidar dos afetos, até porque estar longe não impede de dizer e mostrar aos outros o quanto gostamos deles e a falta que nos fazem;
  • As redes sociais devem ser utilizadas de forma equilibrada e não substituir o contacto direto com os outros ou “absorver-nos ao ponto de nos esquecermos das nossas tarefas”;
  • É muito importante manter o seu autocontrolo e perceber se e quando deve afastar dos equipamentos eletrónicos, nem que para isso tenha de impor limites.

Praticar exercício físico

  • É importante continuar a praticar exercício físico durante o confinamento, sendo este uma fonte de energia positiva, mesmo um “antidepressivo” ou “ansiolítico” natural e eficaz;
  • Em casa: assistindo a aulas em direto ao ar livre, respeitando as medidas implementadas pelo governo e as orientações das autoridades de saúde;
  • Estabelecer um plano semanal para a prática de exercício, com dias e horas, de forma a ajudar a criar uma rotina e disciplina.

Equilibrar a alimentação

  • Fazer, se possível, as refeições à mesa e durante o tempo habitual;
  • Procurar ter uma alimentação equilibrada;
  • Pode aproveitar para se desafiar e criar novos pratos culinários, também com envolvimento da família, até porque planear uma refeição é uma forma de desviar a atenção de pensamentos intrusivos (menos bons) e que nos perturbam nesta fase.

Procurar atividades de lazer

  • Desafiar os seus familiares para um jogo de tabuleiro ou jogo de memória, ler, escrever, ver um filme, dançar, tocar um instrumento, cozinhar;
  • A vida não é só “trabalho, trabalho, trabalho”, é importante tirar um tempo para descontrair e fazer algo de que goste verdadeiramente;
  • «Deve ser uma preocupação de todos os dias, mesmo que seja por pouco tempo», aponta Alexandra Antunes, afirmando ainda que «todos precisamos de momentos só nossos, o que pode ser mais relevante ainda nesta altura».

Informar-se

  • Mantenha-se informado(a) mas com critério;
  • Procure fontes fidedignas e não procure informação muitas vezes ao longo do dia, pois as notícias também podem ser uma fonte de stress;
  • Se recebe notificações no telemóvel, pode até desligá-las, se entender que isso favorece a sua tranquilidade.

Dar atenção aos sinais de desgaste psicológico

  • Estar atento(a) aos seus sentimentos e emoções, ansiedade, irritabilidade, tristeza, angústia, medo mas também a alterações do sono ou a comportamentos menos comuns, como momentos de choro, impulsividade e até alguma agressividade;
  • Tudo isto pode ser, no entanto, comum a muitas pessoas e apenas consequência direta da situação que vivemos. Quando estas situações deixam de ser pontuais ou se agravam e passam a ocorrer com maior regularidade, recomenda-se ajuda especializada.

Recursos

  • Serviço de Psicologia, Igualdade e Inclusão da NOVA FCSH;
  • A Ordem dos Psicólogos Portugueses disponibiliza no seu site vários recursos informativos relevantes para ajudar todos os que precisem de lidar com as consequências da pandemia e das medidas tomadas para a controlar ao nível da saúde mental;
  • A Linha SNS 24 tem disponível, durante as 24 horas dos sete dias da semana, a Linha de Aconselhamento Psicológico, pronta para esclarecer todas as dúvidas e servir como um primeiro contacto de auxílio, que pode ser fundamental nesta fase.
  • A Casa do Brasil de Lisboa disponibiliza também materiais informativos sobre a importância do bem-estar na saúde no âmbito do seu projeto Informa em Ação, documentos resultantes de um  processo participativo com o envolvimento de profissionais de diversas áreas e pessoas migrantes. As duas versões do folheto podem ser consultadas aqui – versão em português e versão em inglês.

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