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Fev
Data: 27 Fev a 17 Abr 2026
Horário: sextas-feiras das 18h00 às 21h00 | 27 de fevereiro | 6; 13; 20; 27 de março | 10 e 17 de abril (última aula: 4h)
Duração: 22h | 3 ECTS
Morada: NOVA FCSH | Regime: a distância (síncrono)
Área: História da Arte e Estudos Artísticos
Docente: Rui Cidra (NOVA FCSH / IHC)
Acreditação pelo CCPFC: Não

 

Apresentação

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Esta microcredencial oferece uma abordagem multidisciplinar – articulando antropologia, história e etnomusicologia – às relações entre crioulização, crioulidade e práticas musicais no espaço atlântico. Neste contexto, analisa‑se a distinção entre processo histórico e formação identitária, examinando como a música e a expressão performativa estruturam estas dinâmicas. Com foco em Cabo Verde e nas suas diásporas, analisam‑se circulações atlânticas, legados coloniais e inflexões contemporâneas da criatividade musical. As/os estudantes desenvolvem instrumentos conceptuais e metodológicos para interpretar discursos, práticas sonoras e categorias próximas, como hibridez ou cosmopolitismo, aprofundando uma leitura crítica das identidades crioulas na atualidade.

 

Objetivos

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Dotar as/os estudantes de ferramentas conceptuais que permitam:

  • Refletir sobre os conceitos de crioulização e de crioulidade e aplicá-los a universos de prática cultural, nomeadamente musical;
  • Compreender a relação entre o processo de crioulização e a génese das práticas musicais em sociedades atlânticas;
  • Compreender a relação entre formações de crioulidade, discursos e práticas musicais e expressivas em diferentes períodos e contextos históricos;
  • Reconhecer e interpretar discursos e práticas relacionadas com a crioulidade e a música na realidade contemporânea, em especial em sociedades atlânticas e nas suas diásporas;
  • Refletir sobre as fronteiras e sobreposições entre os conceitos de crioulização e crioulidade e outras categorias conceptuais próximas, como as de cosmopolitismo ou hibridez;
  • Desenvolver abordagens metodológicas à crioulização e crioulidade na música, nomeadamente: a) etnográficas; b) historiográficas; c) analíticas;
  • Estimular ferramentas de escuta e análise da música.

 

Programa

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  • As noções de crioulização e de crioulidade e o seu uso na abordagem das práticas musicais e expressivas;
  • O contexto histórico da crioulização em Cabo Verde e a génese das práticas musicais e expressivas das ilhas;
  • A circulação Atlântica de práticas e mercadorias da música e as relações entre metrópole e colónias;
  • As construções intelectuais da crioulidade cabo-verdiana no período colonial e a sua relação com os géneros musicais;
  • A distribuição das práticas musicais ao longo de um contínuo racializado crioulo: legados coloniais na pós-colonialidade;
  • As inflexões da crioulidade ao longo da pós-colonialidade e processos de criatividade musical: reflexão empírico teórica e sessões de escuta;

 

Bibliografia

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Camal, J. (2019). Creolized aurality: Guadeloupean Gwoka and postcolonial politics. The University of Chicago Press.

Cidra, R. (2021). Funaná, raça e masculinidade: Uma trajetória colonial e pós-colonial.Outro Modo.

Fernandes, G. (2002). A diluição da África. UFSC.

Guilbault, J. (2017). The politics of musical bonding: New prospects for cosmopolitan music studies. In F. Giannattasio & G. Giuriatti (Eds.), Perspectives on a 21st
century comparative musicology: Ethnomusicology or transcultural musicology? Nota.

Hoffman, J. (2008). Diasporic networks, political change, and the growth of Cabo‑zouk music. In L. Batalha & J. Carling (Eds.), Transnational archipelago: Perspectives on Cape Verdean migration and diaspora. Amsterdam University Press.

Manuel, P. (2009). Creolizing contradance in the Caribbean. Temple University Press.

 

docente

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Rui Cidra – Investigador auxiliar no IHC – Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Antropólogo e etnomusicólogo, desenvolve investigação nas áreas da música, cultura expressiva, migração, diáspora, raça, género e crioulidade, com particular incidência em Cabo Verde e na diáspora cabo-verdiana em Portugal. É autor do livro Funaná, Raça e Masculinidade: uma Trajetória Colonial e Pós-colonial (Outro Modo, 2021), resultado de um projeto de investigação etnográfica desenvolvido em Cabo Verde e em Portugal, e coorganizador de Orfeu: Políticas e Estéticas da Modernidade Sonora em Portugal (ESAD–Idea, no prelo).

  • Centro Luís Krus – Formação ao Longo da Vida
  • Crioulidades e o Atlântico
  • Microcredencial
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