23
Ago
Data: 23 Ago a 3 Set 2021
Horário: 23, 24 e 25 de agosto e 2 e 3 de setembro das 18h00 às 21h00
Duração: 15h
Morada: NOVA FCSH |
Área: História da Arte e Estudos Artísticos
Docente responsável: Paulo Catrica
Docente: Emília Tavares
Docente: Filipa Lowndes Vicente
Docente: Sebastiano Raimondo
Docente: Susana Lourenço Marques
Docente: Susana Martins
Acreditação pelo CCPFC: Não
Ensino a distância
Este curso vai ser lecionado na modalidade de Ensino a distância

 

Objetivos

____

O objetivo principal é situar e discutir o estado da arte da Historiografia e da História da Fotografia(s) em Portugal. Partindo da análise do modelo historiográfico da obra de António Sena, História da imagem fotográfica em Portugal 1839-1997 (1998), o curso pretende discutir contributos recentes, que afirmam um posicionamento critico em relação á obra de Sena. Considera exposições de fotografia históricas, edições – monografias e catálogos, investigações e ensaios académicos. Esta releitura crítica pretende identificar momentos e interlocutores que através da suas práticas e investigação contribuíram para expandir o entendimento do que pode ser a história da fotografia e dos seus territórios de interesses.

 

Programa

____

O programa propõe uma revisão critica da Historiografia da ‘Imagem Fotográfica’ em Portugal a partir da Teoria Critica e das Ciências Sociais, pretende situar e identificar discursos e campos disciplinares, abordagens e metodologias de investigação académica. Esta leitura surge por oposição ás teses formalistas que prevalecem na duas histórias de António Sena, a de 1991 e a de 1998, e que consideram a especificidade da fotografia como distinta em relação a outros meios de expressão artística, como a pintura, a escultura ou o cinema. Esta abordagem formalista favorece na sua análise as questões estéticas e a figura do ‘autor’ sobre o contexto cultural, social e institucional das fotografias.

A edição de História da imagem fotográfica em Portugal 1839-1997 em 1998, é o culminar de uma série de atividades que distinguem António Sena como um agente e interlocutor impar na fotografia em Portugal. Crítico e ensaísta, professor e pedagogo, colecionador, editor, galerista e curador, desde a década de setenta que Sena interveio como impulsionador em muitos e distintos territórios da fotografia. As duas versões escritas da sua ‘história’, a primeira Uma História da Fotografia (1991) e a segunda História da Imagem Fotográfica em Portugal, 1839-1997 têm origem no seu vasto acervo de fotografias, documentos e livros e na sua ação como impulsionador e divulgador da importância da fotografia, dos fotógrafos e das fotografias. Como obras inaugurais são incontornáveis, em simultâneo fecundas na documentação que tratam e enunciam e híbridas enquanto modelo de investigação historiográfico. O curso propõe a relação critica desta(s) obra com a historiografia que a sucede, ampliando a hipótese de investigação da história da fotografia(s) em Portugal. A estrutura assenta em quatro módulos de três horas cada e um módulo final de duas horas, cada módulo corresponde a uma aula. A escolha das docentes de cada um dos módulos parte da sua experiência de investigação, seja a curadoria, a edição ou a investigação em contexto académico.

 

Modulo 1

Releitura critica da obra de António Sena, (1998) – docente Susana Lourenço Marques.

Módulo 2 

As exposições de fotografias históricas como hipótese de critica historiográfica: o caso da exposição de Joshua Benoliel – Lisboa Photo 2005 – docente Emília Tavares, curadora da exposição.

Módulo 3

As Fotografias e a investigação académica nas Ciências Sociais, interesses, assuntos e abordagens – docente Filipa Lowndes Vicente.

Módulo 4

A investigação académica a partir da Teoria da Fotografia artigos – Susana S. Martins.

Módulo 5

Modelos historiográficos, perspetivas de investigação, a construção de um index bibliográfico e de referencias visuais – docentes Paulo Catrica e Sebastiano Raimondo

 

Bibliografia

____

  • Lourenço Marques, Susana (2018), Ether/um laboratório de Fotografia e História (Porto: Dafne).
  • Lowndes Vicente, Filipa (2014), O Império da Visão: fotografia no contexto colonial português (1860-1960), (Coimbra: Edições 70).
  • Martins, Susana e Reverseau, Anne (2016), Paper Cities. Urban Portraits in Photographic Books (Leuven: Leuven University Press).
  • Sena, Antonio (1998), Historia da imagem fotográfica em Portugal 1839-1997 (Porto: Porto Editora).
  • Tavares, Emília (2009), Batalha de Sombras : Colecção de Fotografia Portuguesa dos anos 50 (Vila Franca de Xira: Câmara Municipal de Vila Franca de Xira).

 

PROPINA

____

Ver tabela em informações úteis

 

docentes

____

Emília Tavares é Curadora de Fotografia e Novos Media e responsável pela coleção nesta área no Museu Nacional de Arte Contemporânea (Lisboa). Mestre em História da Arte pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. É investigadora de História da Fotografia Portuguesa, tendo publicado inúmeros estudos sobre o tema. Comissariou diversas exposições na área da história da fotografia portuguesa e da arte contemporânea no MNAC e noutras instituições. Publica regularmente estudos sobre Fotografia e Cultura Visual, em projetos editoriais nacionais e internacionais. É professora assistente convidada na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e na Escola das Artes da Universidade Católica do Porto. www.emiliatavares.com.

Filipa Lowndes Vicente é investigadora do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, na área de História desde 2009. Doutorada pela Universidade de Londres em 2000, regressou em 2008-2009 como investigadora visitante na School of Oriental and African Studies. Foi ainda professora visitante no King’s College (2015) e na Brown University (2016). Dos seus diferentes temas de investigação, centrados numa história global dos séculos XIX e XX, resultaram os seguintes livros: Viagens e Exposições: D. Pedro V na Europa do Século XIX (2003); Outros Orientalismos: A Índia entre Florença e Bombaim, 1860-1900, publicado em Portugal (2009) na Índia e em Itália (2012); Arte Sem História: Mulheres e Cultura Artística, Séculos XVI-XX (2012); Entre dois Impérios. Viajantes britânicos em Goa (1800-1940) (2015). Como editora publicou, em 2016, Aurélia de Sousa, Mulher Artista (1866-1922) e, em 2019, Literatura e Orientalismo. Cartas de escritores portugueses a Angelo de Gubernatis (1877-1912), com Ana Rita Amaral. Em 2014 editou um livro com a participação de trinta autores, O Império da Visão: fotografia no contexto colonial português (1860-1960) e, em 2021, editará no Reino Unido, com Afonso Dias Ramos, Photography in Portuguese Colonial Africa (1850-1975).

Sebastiano Raimondo Concluiu os estudos em Arquitetura na Faculdade de Palermo em 2013, com um projeto fotográfico realizado na cidade de Lisboa “Uma ponte – la fotografia come forma di abitare il mondo e construirlo”. Em 2014 fundou o grupo “Presente Infinito” com cinco amigos fotógrafos na cidade de Nápoles. Com eles editou o livro homónimo, criou várias exposições na Itália e no estrangeiro e o projeto coletivo “Napoli – nuova luce”. Vive entre Portugal e Itália, dando continuidade à sua
investigação artística e estudos em fotografia no Doutoramento em “Arquitectura dos territórios metropolitanos contemporâneos” do ISCTE-IUL em Lisboa. Publicou fotografias e textos para: Passagens, Caleidoscópio, Lisboa 2013; Lições de Arquitetura, Circo de ideias, Porto 2017; Sophia, edições Scopio Porto 2018 e 2019; Edizioni Caracol, Palermo 2019; Sacred, Urbanautica Institute 2020; Palermo/Periferie, Academia de Belas Artes de Palermo 2020. Leciona fotografia na Academia de Belas Artes de Palermo desde 2018/19.

Susana Lourenço Marques é Professora Auxiliar na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto onde leciona Fotografia e História da Fotografia. É doutorada em Comunicação e Arte pela NOVA FCSH (2016). Realizou o programa Recherches Doctorales Libres (2010/2011) na École des Hautes Études en Sciences Sociales (Paris) e foi Visiting Researcher na George Eastman House, Rochester (2012). É autora dos livros Ether/um laboratório de Fotografia e História (Dafne, 2018), Pó, cinza, nevoeiro – um ensaio sobre a ausência (2018), Lições de Hospitalidade (2006) e co-editora de Pedagogy of the streets, Porto 1977 (2019) e Ag, reflexões periódicas sobre fotografia (2009).
Tem realizado conferências e publicado artigos em revistas da especialidade, sobre Exposições e Livros de Fotografia e História da Fotografia em Portugal. Foi igualmente responsável pelo comissariado de exposições de fotografia, como: Plano Geral, Grande Plano (Casa da Memória, 2013), Quem te ensinou? Ninguém, de Elvira Leite (Pavilhão de Exposições, FBA.UP, 2016), galeria Portátil PLF, (Porto, 2018), Pedagogy of the streets (Porto, 1977; Mishkin Gallery, NY, 2019) e Imagem/Técnica, os
inventários de Emilio Biel (2019). Fundou em 2014 a editora Pierrot le Fou (www.pierrotlefou.pt).

Susana S. Martins é Investigadora do IHA-Instituto de História da Arte, NOVA FCSH, onde coordena o Grupo de Investigação MuSt – Museum Studies. Doutorada em Fotografia e Estudos Culturais pela Katholieke Universiteit Leuven (KULeuven), Bélgica, ensina atualmente na área da fotografia e das artes visuais, no Departamento de História da Arte, NOVA FCSH. A sua investigação tem privilegiado a história e a teoria da fotografia na interseção com o campo das exposições.

  • Centro Luís Krus – Formação ao Longo da Vida
  • Cursos da Escola de Verão (EV)

As nossas redes

Para quem quer estar mais próximo do que está a acontecer