Crioulidades: Metodologias Transversais e Trabalho de Campo
Apresentação
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Esta microcredencial introduz metodologias de investigação aplicáveis ao estudo das crioulidades, articulando etnografia, pesquisa documental e análise crítica dos processos de produção de conhecimento.
Apresenta debates e procedimentos do método etnográfico, abordando etapas de trabalho de campo, práticas colaborativas e desafios associados à descolonização das metodologias. Integra ainda o recurso a arquivos e fontes documentais, examinando a sua utilização e interpretação em contextos crioulos e os seus potenciais analíticos.
O percurso formativo combina momentos expositivos com atividades práticas, estimulando o pensamento crítico sobre as implicações éticas, epistemológicas e políticas das escolhas metodológicas.
As/os estudantes desenvolvem competências para mobilizar ferramentas de recolha e análise adequadas a temáticas diversas e aplicar metodologias robustas na investigação em contextos socioculturais diversos.
Objetivos
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- Proporcionar competências com vista à realização de pesquisa;
- Familiarizar com as metodologias etnográfica e de arquivo;
- Perspetivar ferramentas de recolha e análise robustas adequadas a temas diferenciados;
- Estimular o pensamento crítico em torno dos efeitos das diferentes metodologias.
Programa
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- O método etnográfico: debates, procedimentos e etapas;
- Metodologias documentais e a vivência dos arquivos em contexto de crioulidade;
- Etnografia colaborativa e a tentativa de descolonizar metodologias;
- Questões éticas da pesquisa.
Bibliografia
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Denzin, N. K., & Lincoln, Y. S. (Eds.). (2011). The Sage handbook of qualitative research. Sage.
Dresch, P., & Parkin, J. (Eds.). (2000). Anthropologists in a wider world. Berghahn Books.
Madden, R. (2010). Being ethnographic: A guide to the theory and practice of ethnography. Sage.
Robben, A. C. G. M., & Sluka, J. A. (Eds.). (2007). Ethnographic fieldwork: An anthropological reader. Blackwell.
docente
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Amélia Frazão-Moreira – Doutorada em Antropologia Social, professora associada no Departamento de Antropologia da NOVA FCSH e investigadora no CRIA – Centro em Rede de Investigação em Antropologia. Foi perita do Órgão de Avaliação da Convenção para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial da UNESCO, em representação da Europa Ocidental e da América do Norte e vice-presidente deste órgão em 2017. Coordenou e participou em diversos projetos de investigação sobre as relações entre humanos, não humanos e ambiente, interrogando programas de património e de conservação da biodiversidade em contextos portugueses e africanos.