05
Jul
Data: 5 Jul a 5 Ago
Horário: segundas e quintas feiras das 18h00 às 20h30
Duração: 25h | 2 ECTS
Morada: NOVA FCSH |
Área: História da Arte e Estudos Artísticos
Docente responsável: M Teresa Cruz
Docente: Manuel Furtado dos Santos
Docente: Pedro Miguel Arrifano
Acreditação pelo CCPFC: Sim - “Foi pedida a Acreditação ao CCPFC – Aguarda Despacho”
Ensino Presencial
Ensino Presencial (Se as condições sanitárias permitirem)

 

Objetivos

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Partindo do princípio que Agamben enuncia de que o contemporâneo estabelece uma relação com o seu próprio tempo mas também com um outro mais recuado, iremos explorar essa dimensão sincrónica e diacrónica da Arte e da Filosofia contemporâneas. Assim sendo, serão discutidas e aprofundadas temáticas transversais à filosofia e à história da arte que permanecem determinantes nas dinâmicas da arte de hoje.

  • Despertar o espírito crítico estimulando o debate;
  • Promover perguntas e a problematização face ao conhecimento ou a situações novas;
  • Potenciar a autonomia de pensamento e argumentação;
  • Promover hábitos de intervenção e diálogo;
  • Abordar temáticas e métodos da História da Arte, Filosofia, Teoria da Arte e Estética.

 

Programa

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O BELO E O CONTEMPORÂNEO 

  • Apesar de não se lhe atribuir a designação de estética, as reflexões sobre o belo e sobre a arte existem desde a Antiguidade tendo consequências inevitáveis na Arte do século XX e XXI. Platão, Aristóteles, Kant, Hegel, Umberto Eco e Agamben.
  • Serão apresentados e contextualizados múltiplos artistas e obras particularmente significativos para compreender a importância e influência do belo na pintura e escultura do século XX. Serão dados exemplos tanto do modernismo como do pós-modernismo.

A DOBRA: O CONTEMPORÂNEO COMO NEO-BARROCO

  • Vivemos mergulhados no infinito da natureza, uma espécie de noite escura, onde brotam as nossas perceções como clarões de luz. A morte é a perda do clarão, o nosso mergulho no fundo sombrio. Espinoza, Leibniz, Deleuze.
  • Serão exemplificadas e analisadas obras de arte do século XX e a sua relação com o conceito de imersivo, de ambiente, luz, contraste, o impacto, a teatralidade e a espetacularidade.

O SUBLIME E O ARTISTA CONTEMPORÂNEO 

  • O espectador do belo não tem qualquer interesse particular por esse objeto, é o efeito do livre jogo da imaginação e do entendimento. O juízo do sublime é o da simples concordância entre a imaginação e a razão. Schopenhauer, Kant, Turner, Caspar David Friedrich.
  • Tendo por base grandes referências artísticas do contemporâneo serão apresentados exemplos de obras relacionadas com o conceito de Sublime. Iremos analisar assim algumas das transformações mais radicais do contemporâneo nomeadamente na obra de Picasso, Duchamp, Beuys, Hirst, Anselm Kiefer e Nauman.

A LÓGICA DAS SENSAÇÕES:O ABSTRATO E A ORIGINALIDADE 

  • Deleuze descortina dois mundos nos estoicos que nos vão ajudar a pensar a arte: o mundo dos corpos: a física, e o mundo dos acontecimentos: a lógica das sensações. Deleuze, Francis Bacon, Pollock, Kandinsky, Schiele, Lucien Freud.
  • Iremos pensar à luz de grandes autores, tais como Greenberg e McLuhan, algumas obras que nos ajudam a aprofundar a abstração e a relação que esta estabelece com a originalidade no século XX. Serão dados exemplos no âmbito do Campo de Cor, da Desfigura e Action Painting.

A ESTÉTICA-EXISTENCIAL NA CONTEMPORANEADADE: A SOLIDÃO E A SAÚDE MENTAL

  • O Solipsismo e a angustiante expectativa da catástrofe como revelação existencial contemporânea. O vazio, a definição do eu através do corpo, a ciência fria da sucessão de elementos, sejam eles dias ou objetos. Donald Judd, Agnes Martin, Edward Hopper, Munch, Rilke, Freud, Heidegger e Emil Cioran.
  • Ponderação do Inconsciente no contemporâneo enquanto Unkown Known que implica o artista não falar do inconsciente, mas deixar o inconsciente falar. Os riscos da criação “sem rede”, a instabilidade inerente à criação em Artaud e Foucault. Louise Bourgeois, Basquiat e Yayoi Kusama.

 

Bibliografia

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  • JANSON, H. W. (2005). A História da Arte. Fundação Calouste Gulbenkian.
  • SCHIMMEL, P., Stiles, K., & Angeles, M. C. O. C. A. (1998). Out of Actions: Between Performance and the Object, 1949-1979. New York: Thames & Hudson.
  • CHIPP, H. B., Selz, P., & Taylor, J. C. (1968). Theories of Modern Art: A Source Book by Artists and Critics (California Studies in the History of Art) (Volume 11) (First ed.). Los Angeles: University of California Press.
  • FOSTER, H., KRAUSS, R., Bois, Y., Buchloh, B. H. D., & Joselit, D. (2011). Art Since 1900: Modernism, Antimodernism, Postmodernism (Second ed.). Thames & Hudson.
  • DERRIDA, J., Bennington, G., & McLeod, I. (1987). The Truth in Painting (1st ed.). Chicago: University Of Chicago Press.

 

PROPINA

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Ver tabela em informações úteis

 

docentes

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Manuel Furtado dos Santos está a fazer o seu Doutoramento em História da Arte Contemporânea na FCSH, é Mestre em Belas-Artes (Central Saint Martins) e licenciado na mesma área pela Coventry University. Foi o diretor artístico da Galeria MUTE durante 5 anos (muteart.org) e líder da equipa curatorial do FACTT (Festiva de Arte e Ciência Transnacional e Transdisciplinar). Pertenceu ao corpo docente da Escola Arte Ilimitada de 2011 a 2017 e lecionou cursos de História da Arte na Galeria Mute.

Maria Teresa Cruz

Pedro Miguel Arrifano, doutorado em História da Arte Contemporânea e investigador do CHAM – Centro de Humanidades (CHAM – NOVA FCSH). Licenciado e Mestre em Filosofia nas áreas específicas de ética, estética e religião. Estudos Avançados do Ciclo de Estudos de Doutoramento no Domínio Científico: Ciências da Educação na área específica de Formação de adultos e supervisão e formação de professores na Universidade Nova de Lisboa. Participação em variados colóquios internacionais e nacionais ligados às temáticas da filosofia e da arte, bem como vários artigos publicados nessas mesmas áreas. Lecionou filosofia no Ensino Secundário e cursos de Estética na Galeria Mute.

  • Centro Luís Krus – Formação ao Longo da Vida
  • Cursos da Escola de Verão (EV)

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