13
Jul
Data: 13 a 24 Jul 2026
Horário: segunda a sexta-feira das 18h00 às 20h30
Duração: 25h | 2 ECTS
Morada: NOVA FCSH | Regime: presencial
Área: Artes e Humanidades
Docente responsável: Margarida Brito Alves
Docente: Alda Correia
Docente: André Mallhado
Docente: Cláudia Madeira
Docente: Daniela Silva
Docente: Maria Irene Aparício
Docente: Paula Gomes-Ribeiro
Docente: Pedro Florêncio
Docente: Rita Vilhena
Acreditação pelo CCPFC: Não

 

Objetivos

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Proposto em articulação com o programa da Secção Autónoma de Estudos Artísticos – que em 2026 é orientado pelo conceito de “Imaginação” –, este curso tem por base uma abordagem transdisciplinar que visa pensar e discutir as relações entre arte e imaginação. Reunindo contributos que cruzam a arte contemporânea, as artes musicais, as artes cénicas, a literatura, ou ainda o cinema, e focando diversos casos de estudo, o curso é estruturado em dez sessões complementares, nas quais serão abordados processos artísticos que mobilizam a imaginação através de diferentes formas de criação, linguagens e disciplinas. No final do curso, os formandos deverão ter adquirido competências críticas e conhecimentos sobre o tema transversalmente abordado.

 

Programa

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1ª Aula, 13/07
A aula irá explorar a relação entre arte e imaginação a partir da arte contemporânea. Através da discussão de diferentes casos de estudo, a imaginação será abordada como um vector que tanto atravessa os processos de criação artística, como determina os processos de recepção da arte, abrindo espaço para a fragmentação, a subjectividade, e a construção de sentidos que vão muito para além do visível.
Docente: Margarida Brito Alves

2ª aula, 14/07

Explorará a relação entre ópera e imaginação a partir de dois estudos de caso contrastantes, Lucia di Lammermoor, de Gaetano Donizetti, e Elektra, de Richard Strauss, situados respetivamente na 1ª metade do século XIX e no início do século XX. Através da análise de excertos e de diferentes configurações musicodramatúrgicas e cénicas, discutir-se-á o modo como a ópera constrói estados mentais extremos e convoca a imaginação do espectador, num período fortemente marcado pela emergência da psiquiatria e por novas formas de pensar a subjetividade.

 3ª aula, 15/07

Explorará o modo como o vídeo musical imagina a loucura através da voz, da escuta e da mediação tecnológica. A partir dos estudos de caso Le Laboratoire (2016) e I’m a Cyborg (2018), propõe-se uma leitura de estúdio, laboratório e clínica enquanto espaços de isolamento e intensificação sensorial.
Docentes: Paula Gomes-Ribeiro e André Malhado.

4ª e 5ª Aulas, 16 e 17/07
Com base em metodologias de investigação artística, estas aulas abordarão a forma como quatro documentários do século XXI exploram a representação do jogo de futebol, centrando-se na análise dos dispositivos de construção da imagem e nas formas como o cinema o configura.
Docentes: Pedro Florêncio e Daniela Silva.

6ª e 7ª Aulas, 20 e 21/07
Partindo da noção de iconotexto de Liliane Louvel aborda-se a relação entre imagem e texto, tão reveladora da forma como nas sister arts a imaginação é induzida e explorada de formas muito diversas. Serão analisados exemplos como a poética impressionista (Tchekhov e Monet); a descrição pictural (Huysmans e Moreau); a utilização da imagem como inspiração (Baudelaire, Verlaine e Mallarmé); ou o questionamento da mimesis (Breton, Apollinaire, Magritte).
Docente: Alda Correia

8ª e 9ª Aulas, 22 e 23/07
Estas duas aulas têm por objectivo problematizar o futuro dos rituais numa perspetiva interdisciplinar, a partir da relação entre as ciências sociais, as humanidades e a performance, reflectindo sobre a sua importância e imaginando novos rituais possíveis.
Docente: Cláudia Madeira e Rita Vilhena.

10ª aula, 24/07
Nesta aula procurar-se-á fazer o mapeamento de alguns media, temas e narrativas mobilizados pelas artes contemporâneas. As práticas artísticas do século XXI interceptam frequentemente temáticas interdisciplinares com algum impacto epistemológico ou até político, sem prejuízo dos processos criativos que envolvem a imaginação. Neste sentido, serão apresentadas e discutidas algumas obras cujas práticas reflectem esses processos.
Docente: Irene Aparício

 

Bibliografia

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  • Moser, K., & Sukla, A. C. (Eds.). (2020). Imagination and art: Explorations in contemporary theory. Brill/Rodopi.
  • Mitchell, W. J. T. (1994). Picture theory. University of Chicago Press.
  • Schilbrack, K. (2004). Thinking through rituals: Philosophical perspectives. Routledge.
  • Smart, M. A. (2004). Mimomania: Music and gesture in nineteenth-century opera. University of California Press.
  • Väliaho, P. (2014). Marey’s gun: Apparatuses of capture and the operational image. In A. van den Oever (Ed.), Technē/technology: Researching cinema and media technologies – Their development, use, and impact (pp. 169–176). Amsterdam University Press.

 

Pré-requisitos

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N/A

 

PROPINA

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Ver tabela em informações úteis.

 

docentes

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Alda Maria Correia  Professora Auxiliar com Agregação, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde tem ensinado no domínio da Literatura Comparada e dos Estudos Literários. As suas áreas de interesse incluem literatura comparada, história e teoria do conto, narratologia, literatura regionalista e medicina narrativa. É colaboradora do IELT (Instituto de Estudos de Literatura Tradicional, FCSH/NOVA), investigadora integrada no CEAUL (FLUL) e membro do Projecto em Humanidades Médicas neste centro.

André Mallhado  Musicólogo, doutor em Ciências Musicais Históricas pela NOVA FCSH e professor na Escola Profissional de Recuperação do Património de Sintra, desenvolve investigação sobre música, audiovisualidade e culturas digitais. A sua investigação cruza musicologia, estudos dos media e sociologia da música, com especial atenção às interseções entre música, tecnologia e discurso nas artes dramáticas, audiovisuais e interativas. A sua tese de doutoramento analisou as representações audiovisuais do ciborgue, propondo uma leitura da música como tecnologia social nos media europeus contemporâneos. É investigador integrado no CESEM e coordenador do grupo de investigação CysMus – Som e Música nos Media Digitais e Audiovisuais. Os seus trabalhos têm sido publicados em revistas e volumes coletivos dedicados aos media audiovisuais e às indústrias culturais, abordando temas como poder, trabalho, criatividade e processos de significação nas práticas musicais dos séculos XX e XXI.

Cláudia Madeira Professora associada com agregação em Comunicação e Artes e Linguagens Cénicas na NOVA FCSH. É coordenadora do Mestrado em Artes Performativas e do Grupo de Investigação Performance & Cognição no ICNOVA NOVA FCSH. Concluiu o pós-doutoramento intitulado Arte Social. Arte Performativa? (2009-12) e o doutoramento em Sociologia sobre Hibridismo das Artes Performativas em Portugal (2007) no ICS-UL. Além de diversos artigos sobre novas formas de hibridismo e performatividade nas artes, é autora de Performance Art in Portugal (Routledge 2023), Arte da Performance made in Portugal (ICNOVA 2020), Híbrido. Do mito ao Paradigma Invasor? (Mundos Sociais 2010) e Novos Notáveis: Os Programadores Culturais (CELTA 2002), entre outros.

Daniela Silva Artista multidisciplinar e doutoranda em Ciências da Comunicação, com especialização em Cinema e Televisão na Universidade Nova de Lisboa (FCSH-UNL). A sua prática atravessa diferentes meios, com uma abordagem centrada na observação e na exploração de diferentes processos criativos. É licenciada em Cinema pela Universidade da Beira Interior, tem formação em Som pela Restart, mestrado em Ciências da Comunicação pela FCSH-UNL e em Desporto pela Escola Superior de Desporto de Rio Maior. Atualmente, exerce funções como arte-educadora, dinamizando oficinas e colaborando com escolas no desenvolvimento de práticas educativas centradas na expressão artística.

Margarida Brito Alves Professora Catedrática da NOVA FCSH, onde coordena a Secção Autónoma de Estudos Artísticos. É co-coordenadora do Doutoramento em História da Arte e vice-coordenadora do Doutoramento em Estudos Artísticos, sendo ainda coordenadora da Pós-Graduação em Curadoria de Arte. É investigadora integrada no Instituto de História da Arte, onde é responsável pela coordenação da linha de investigação “Spatial Practices in Contemporary Art” do Grupo de Estudos em Arte Comtemporânea. A investigação que desenvolve privilegia duas vias transdisciplinares: “Arte, Arquitetura e Cidade” e “Arte, Investigação e Educação”.

Maria Irene Aparício Pós-doutorada em Estudos Artísticos (FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia / Universidade Nova de Lisboa) e doutorada em Cinema pela Universidade Nova de Lisboa, com a tese “Luz e Arquitetura do Espaço no Cinema: Imagem, Memória e Emoção na Década da Mente”. É professora associada na FCSH – Universidade Nova de Lisboa, onde leciona nas áreas do cinema e dos estudos artísticos, e investigadora no CineLab – Laboratório de Cinema e Filosofia | Ifilnova. Actualmente coordena o Doutoramento em Estudos Artísticos – Arte de Mediações, na Secção Autónoma de Estudos Artísticos. No âmbito da investigação em Artes e Humanidades, participou em diversos projetos financiados, tanto a nível nacional (FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia) como internacional (Europa Criativa), entre 2008 e 2026. É autora de vários ensaios e reflexões sobre o cinema em relação a outras artes.

Paula Gomes-Ribeiro Musicóloga, Professora Associada da NOVA FCSH, investigadora do CESEM e do In2PAST. Atualmente dirige o Mestrado em Artes Musicais, após ter coordenado a Licenciatura em Ciências Musicais, e liderado o Grupo Teoria Crítica e Comunicação do CESEM. Doutora e Mestre em Musicologia pela Université Paris VIII e licenciada pela NOVA FCSH, leciona áreas como Sociologia da Música, História da Música dos séculos XX e XXI, Música, Media e Tecnologias, e Dramaturgia da Ópera e do Teatro Musical. A sua investigação centra-se nas relações entre música, media, escuta, género, poder e política, com especial atenção à ópera, aos audiovisuais e às tecnologias sonoras e mediáticas. É autora e editora de diversas publicações, tendo apresentado comunicações em contextos nacionais e internacionais e organizado colóquios e outras iniciativas científicas. Desenvolve também trabalho artístico, curatorial e crítico, colaborando com teatros, orquestras e instituições culturais.

Pedro Florêncio Licenciado em Cinema pela Escola Superior de Teatro e Cinema, mestre em Cinema e Televisão pela NOVA FCSH, doutorado em Artes Performativas da Imagem e Movimento pela Universidade de Lisboa. Realizou, entre outros, os filmes À Tarde (2017), Turno do Dia (2019) e Pescadores de Bubaque (2025). Publicou o livro “Esculpindo o Espaço – O cinema de Frederick Wiseman” (2020), entre outras publicações dispersas sobre cinema. É docente e investigador na área do cinema na NOVA FCSH.

Rita Vilhena Coreógrafa, performer e investigadora sobre a dança. Os seus últimos trabalhos são uma marca do seu trajecto artístico com interesse em Feminismo e Ritual. Desenvolveu na NOVA FCSH uma tese de mestrado intitulada “Corpo Santo: um ritual em palco”.Criou as plataformas Baila Louca improvisação e performance (NL), a Partícula Extravagante (PT) e o palco experimental Partícula no Açúcar (PT). É investigadora doutoranda no Grupo Performance e Cognição (ICNOVA | NOVA- FCSH).

  • Cursos da Escola de Verão (EV)
  • Gabinete de Formação Luís Krus
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