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Data: 2 Mar a 13 Abr 2026
Horário: segundas-feiras das 18h00 às 21h00 | 2; 9; 16; 23 e 30 de março | 6 e 13 de abril (última aula: 4h)
Duração: 22h | 3 ECTS
Morada: NOVA FCSH | Regime: a distância (síncrono)
Área: História, Património e Cultura
Docente: Víctor Barros (NOVA FCSH / IHC)
Acreditação pelo CCPFC: Não

 

Apresentação

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Esta microcredencial aborda o conceito de crioulidade numa perspetiva histórica, teórica e comparativa. Analisa os contornos culturais e identitários, bem como as diferentes abordagens que o definiram em vários contextos geográficos. Destaca, igualmente, as matrizes imperiais e as relações coloniais que estiveram na origem e marcaram as experiências de crioulização, assim como os seus usos políticos na crítica ao essencialismo racial e colonialista. Integra exemplos históricos situados e analisa articulações entre este campo conceptual, a literatura e a produção de visibilidades pós-coloniais.

Esta formação visa ainda proporcionar um conhecimento sólido sobre as principais abordagens da crioulidade, identificar debates centrais, reconhecer especificidades geográficas e compreender os legados coloniais e pós-coloniais dessa experiência histórica. Procura, ainda, desenvolver competências analíticas que permitam discutir criticamente processos culturais contemporâneos, salientando os contributos desta abordagem para a desconstrução de visões essencialistas de identidade e de cultura.

 

Objetivos

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  • Proporcionar às/aos estudantes um conhecimento sobre o conceito de crioulidade;
  • Dar a conhecer as abordagens teóricas sobre a crioulidade;
  • Dotar as/os estudantes de abordagens sobre a crioulidade em conexão com as discussões culturais relacionadas com a ideia de nação, etnicidade, identidade ou património cultural;
  • Fornecer exemplos de experiências históricas situadas que configuram o conceito de crioulidade, referenciando as suas identificações geográficas;
  • Contribuir para a formulação de perspetivas críticas sobre as visões coloniais e essencialistas da cultura e da identidade;
  • Proporcionar a compreensão da crioulidade a partir da sua imbricação direta na história colonial e imperial;
  • Dotar as/os estudantes de instrumentos teóricos e analíticos para uma discussão informada sobre os processos culturais contemporâneos, nomeadamente a partir da crítica da crioulidade ao racismo colonial e pós-colonial.

 

Programa

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  • Os contornos teóricos-culturais e histórico-identitários do conceito de crioulidade;
  • Os teóricos da crioulidade e os contextos históricos das suas abordagens;
  • Matrizes imperiais e relações coloniais na produção de crioulidades;
  • Usos políticos da crioulidade: discursos, identidades em confronto e crítica ao essencialismo racial e colonialista;
  • Crioulidade e diversidade cultural no mundo colonial e pós-colonial;
  • Crioulidade, literatura e construção de novas visibilidades pós-coloniais.

 

Bibliografia

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André, J. (2005). Diálogo Intercultural, Utopia e Mestiçagens em Tempos de Globalização. Ariadne.

Bernabé, J., Chamoiseau, P. & Confiant, R. (1993). Éloge de la Créolité / In Prise of Creoleness. Gallimard.

Bhabha, H. (1998). O Local da Cultura. Editora UFMG.

Fanon, F. (2017). Pele Negra, Máscaras Brancas. Letra Livre.

Fernandes, G. (2006). Em Busca da Nação: Notas para uma Reinterpretação do Cabo Verde Crioulo. Editora da UFSC / IBNL.

Ferreira, R. (2006). “‘Ilhas Crioulas’: O Significado Plural da Mestiçagem Cultural na África Atântica”. Revista de História, 155 (2), 17–41.

Glissant, E. (1990). Poétique de la Relation. Gallimard.

Hofbauer, A. (2011). “Crioulidades versus Africanidade: percepções da diferença e da desigualdade”. Afro-Ásia, 43, 91–127.

Lima, D. A. F. de (2021), A Crioulidade em José Eduardo Agualusa e a Identidade Cultural Angolana [Tese de Doutoramento]. Universidade de Coimbra.

 

docente

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Víctor Barros – Doutorado em Estudos Contemporâneos, especialização em História Contemporânea, pela Universidade de Coimbra, é investigador no IHC – Instituto de História Contemporânea da Universidade NOVA de Lisboa. A sua tese sobre as comemorações históricas e a construção da memória do império português nas colónias em África foi premiada na Terceira Edição do Prémio Internacional de Investigação Histórica Agostinho Neto em 2020. Em 2023, Victor Barros foi Investigador Pós‑Doutorado na École des Hautes Études Hispaniques et Ibériques, Casa de Velázquez (Madrid). Também se tem destacado no diálogo internacional sobre memória colonial e processos comparados de descolonização e no debate público sobre memória, identidade e reparação.

  • Centro Luís Krus – Formação ao Longo da Vida
  • Crioulidades e o Atlântico
  • Microcredencial
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