23
Ago
Data: 23 a 28 Ago
Horário: dias uteis das 10h00 às 14h00 | sábado das 9h00 às 14h00
Duração: 25h | 2 ECTS
Morada: NOVA FCSH |
Área: Comunicação, Política, Linguagem e Filosofia
Docente responsável: Marta Mendonça
Docente: Filipa Freitas
Acreditação pelo CCPFC: Não
Ensino presencial
Ensino Presencial (Se as condições sanitárias permitirem)

 

Objetivos

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  • Reconhecer o texto literário como um veículo privilegiado de expressão e discussão de problemas filosóficos.
  • Reconhecer o tema da liberdade – nas suas múltiplas dimensões – como um tema recorrente no discurso literário.
  • Identificar as múltiplas expressões da experiência da liberdade presentes no discurso literário.
  • Vincular as representações da liberdade presentes no discurso literário à discussão filosófica da liberdade que nelas se veicula.

 

Programa

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O texto literário é um veículo privilegiado de expressão da condição humana e dos múltiplos enigmas que a atravessam. Entre esses enigmas destaca-se o da liberdade, um tema em que o discurso literário e filosófico convergem e complementam-se. O que define a liberdade, o que lhe confere sentido, o que a ameaça interna ou externamente e qual o seu papel na construção da identidade são algumas questões que podem ser filosoficamente analisadas nos textos literários. A experiência da liberdade e da sua ausência constituem âncoras na vivência do sujeito e na inscrição do próprio sentido da vida, moldada pela literatura e analisada pelo discurso filosófico. O curso permitirá, através da leitura e análise de diversos textos literários breves, identificar e desconstruir as várias formas de liberdade apresentadas e o modo como são determinantes na construção da experiência humana. Serão abordados textos de: Jean Anouilh, Fiodor Dostoievski, George Orwell, Fernando Pessoa, Luigi Pirandello e Virginia Woolf.

 

Bibliografia

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  • Jean Anouilh, Becket ou a honra de Deus. Tradução de Fernando Midões. Lisboa, Editorial Presença, 1965.
  • Fiodor Dostoievsky, “O grande inquisidor”, in Tolstoi, Dostoievsky, Gogol, Surguchov, Tasin. Korolenko, Garin, Contos. Tradução de Fernando Lopes Graça. Lisboa, Edições Sirius, 1941, pp. 17-32.
  • Fernando Pessoa, Fausto. Edição de Carlos Pittella. Lisboa, Tinta-da-china, 2018.
  • Luigi Pirandello, O falecido Mattia Pascal. Lisboa, Relógio d’Água, 2013.
  • Virgínia Wolff, “Romances por escrever” e “Lappin e Lapinova”, in A casa assombrada e outros contos. Tradução de Lucília Rodrigues. Lisboa, Europa-América, pp. 12-22 e 56-63.

 

PROPINA

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Ver tabela em informações úteis

 

docentes

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Filipa de Freitas é investigadora no Centro de Estudos de Teatro (Universidade de Lisboa) e no CHAM – Centro de Humanidades. Licenciada em Estudos Portugueses e Lusófonos, mestre em Estudos Portugueses e em Filosofia, e doutorada em Filosofia (NOVA FCSH). Tem desenvolvido trabalho nas áreas da literatura portuguesa (especialmente em Estudos Pessoanos), da edição de texto, da filosofia e da história do teatro em Portugal. Co-editou o Teatro Estático (2017) e colaborou na edição de Fausto (2018) e da Obra Completa de Álvaro de Campos (2014), publicadas pela Tinta-da-china.

Marta Mendonça é Professora do Departamento de Filosofia da  NOVA FCSH. Tem publicado nos domínios da Filosofia Moderna, Filosofia da Natureza, História e Filosofia da Ciência e Bioética. Estudou em Espanha (Navarra), França (EHESS, Paris 1 e Paris 4), Reino Unido (Oxford) e Alemanha (Berlim). É investigadora do CHAM – Centro de Humanidades e aí coordena desde 2014 um seminário livre interdisciplinar sobre Filosofia e Literatura intitulado “Identidade e Máscaras”.

  • Centro Luís Krus – Formação ao Longo da Vida
  • Cursos da Escola de Verão (EV)

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