PERGUNTAS E RESPOSTAS

Este conjunto de perguntas e respostas foi pensado para te guiar no processo de publicação.

Principais critérios

Área de investigação & público

Existem editoras com revistas e colecções multidisciplinares e editoras vocacionadas para apenas uma área científica. A abrangência do tema ajuda-te a restringir a escolha e a seleccionar a revista ou coleção mais direcionada para um público que tenha interesse nos mesmos tópicos, que leia e cite o teu trabalho.

Garantia de qualidade

É importante confirmar se se trata de um meio sério, com uma política de publicação clara, uma avaliação científica rigorosa, e um conselho científico internacional. O selo de qualidade de uma revista ou de uma editora reflete-se no prestígio do meio de publicação e no reconhecimento e visibilidade do teu trabalho.

Alcance da divulgação

Quanto maior a difusão e visibilidade do meio de publicação, maior a vantagem para o teu trabalho. O acesso aberto, não oferecendo restrições à consulta, aumenta o alcance internacional da divulgação dos resultados. A presença em bases de dados e plataformas de publicações científicas internacionais é, também, um bom indício da disseminação, já que constituem ferramentas de pesquisa bibliográfica para os assinantes.

 

Revistas

Podes começar por ver onde têm publicado os teus autores de referência e os teus colegas.

Certifica-te se as revistas cumprem os critérios da edição científica, se dispõem de uma política de acesso aberto adequada e se estão indexadas e em que bases de dados. Para esse efeito, podes recorrer ao SHERPA/RoMEO e ao MIAR.

Se tiveres interesse em publicar numa revista indexada, consulta as bases de dados da Web of Science ou da Scopus que oferecem opções de pesquisa de revistas por tema e por “acesso aberto”. E o DOAJ é o diretório de referência para revistas de acesso aberto.

Depois de selecionares um ou mais títulos, passa os olhos pelos artigos mais recentes e vê se o registo se adequa ao teu trabalho. De seguida, consulta as instruções para os autores (Author Guidelines) e verifica os critérios de publicação, a periodicidade, o tempo médio entre a submissão e a publicação e as condições para o acesso aberto.

 

Editoras de livros

Podes começar por ver onde estão publicados os livros que tens consultado e saber da experiência dos teus colegas.

Na DOAB encontras um directório das editoras científicas em acesso aberto, que cumprem os critérios internacionais da edição académica. Além disso, também existem editoras e coleções indexadas na Scopus e na Web of Science que te podem interessar.

Consulta as instruções para os autores no website da editora e verifica os critérios de publicação, o tempo médio entre a submissão e a publicação e as condições para o acesso aberto, nomeadamente se implica o pagamento de Custos de Processamento de Publicação (Article / Chapters / Book Processing Charges). Se tiveres dúvidas, contacta diretamente os editores.

Se o teu manuscrito for aceite para publicação, lê atentamente os termos do contrato e verifica o que deves salvaguardar: direitos de autor – condições da transferência do direito de autor para publicação, negociação do pagamento dos direitos, revisão de prova e consulta sobre a capa; número de exemplares para autor(es) e para as instituições financiadoras, condições para o acesso aberto.

 

Outras editoras

Se estiveres a ponderar publicar numa editora não científica, certifica-te do seguinte:

  • experiência e catálogo da editora na área que trabalhas;
  • garantia de distribuição e divulgação;
  • atribuição de, pelo menos, um identificador persistente – o ISBN é obrigatório para os livros;
  • condições contratuais, nomeadamente a garantia dos direitos de autor;
  • diálogo aberto entre editor e autor, permitindo a discussão do projeto editorial, revisão de prova e consulta sobre a capa;
  • aceitação do depósito da versão postprint ou versão do editor em acesso aberto no repositório institucional.

 

Se já recebeste por e-mail um convite directo e personalizado, remetido por alguém que desconheces, para publicares o teu trabalho (ou até para seres membro do conselho científico) numa revista ou coleção que nem tu ou os teus colegas conhecem, então, provavelmente, sabes do que se trata.

As revistas e editoras predatórias são o “dark side” da publicação científica. Tendo surgido com a disseminação da edição digital em acesso aberto, agem com falta de transparência e de princípios de ética, com a única finalidade de obter lucro fácil. Tiram partido da procura exponencial por meios de publicação para os resultados da investigação científica (estimulada pelo princípio “publish or perish”) e do financiamento disponível para o efeito. A forma de actuação é, normalmente, a seguinte: oferecem-se para publicar os trabalhos com rapidez, não praticam uma avaliação científica rigorosa e de qualidade, e cobram taxas exorbitantes aos autores após aceitação dos manuscritos.

Não deixes que a vontade de veres publicado o teu trabalho se sobreponha à certificação da qualidade e rigor da revista ou editora, que são importantes para o reconhecimento da investigação que desenvolves.

 

Como evitar?

Além de poderes perguntar a colegas se conhecem a revista ou editora e procurar informações na Internet, há algumas pistas nos respetivos websites que denunciam este tipo de publicações e editoras:

  1. Nome da publicação ou da editora semelhante a outras, legítimas e conceituadas internacionalmente;
  2. Sem historial ou acabada de lançar;
  3. Morada ou localização da sede desconhecidas;
  4. E-mail de contato não profissional ou não afiliado a uma instituição (por exemplo, @gmail.com ou @yahoo.com)
  5. Estratégia de comunicação duvidosa, com erros de ortografia e de gramática e imagens distorcidas / confusas;
  6. Texto de apresentação dirigido aos autores e editor;
  7. Promessa de publicação rápida;
  8. Falta de clareza ou ausência de uma política de publicação, descrição dos procedimentos editoriais, sistema de avaliação e princípios de ética seguidos (direito de autor, plágio, direito de retração…);
  9. Custos de processamento de publicação não divulgados ou anúncio de um valor muito baixo;
  10. Ausência ou adulteração de identificadores persistentes de publicações, como o ISSN (8 dígitos) ou o ISBN (13 dígitos);
  11. Conselhos editoriais e científicos falsos ou sem pertinência para a área científica;
  12. Publicitação de fator de impacto e indexação, sem ser possível confirmar a informação nas bases de dados internacionais citadas.

Tabela baseada nesta fonte

Recursos

Antes de submeteres, faz uma lista de verificação e certifica-te que o teu trabalho cumpre todos os requisitos da editora, bem como as normas de informação e publicitação das tuas instituições de acolhimento e financiamento.

Depois de seleccionada a revista ou editora, é importante ter em em atenção as normas para submissão de trabalhos, nomeadamente no que se refere a: formatos de ficheiros aceites, limites de palavras e de figuras, organização e formatação do texto, línguas aceites, abreviaturas, norma bibliográfica, informação sobre autoria, esclarecimento sobre autorização de utilização de material de terceiros (ex.: imagens), carta de submissão. Pode, ainda, ser pedida a assinatura de declarações de autoria e de ética, no momento da submissão. O teu trabalho pode ser rejeitado por não cumprir com as normas publicitadas.

Não te esqueças de indicar corretamente a afiliação institucional, o ORCID e a instituição de financiamento e referência do projecto nos teus trabalhos. A identificação destes dados, além de obrigatória, garante que a publicação conta para a avaliação do teu projecto, da unidade de investigação a que pertences e da NOVA FCSH. O não cumprimento deste requisito pode ter consequências danosas para o teu financiamento e para a gestão da tua unidade de investigação.

A afiliação institucional deve seguir o modelo da NOVA: UI [acrónimo], Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Unidade Nova de Lisboa, 1069-061 Lisboa, Portugal.

Para saberes como identificar o financiamento, confirma nas cláusulas do teu contrato e/ou nas normas de informação e publicitação de apoios da(s) instituição(ões) que financia(m) a tua investigação.

Fundação para a Ciência e TecnologiaNormas de Informação e Publicitação de Apoios para Beneficiários (Financiamentos exclusivamente por Fundos Nacionais).

Horizonte 2020Model Grant Agreement, Art.º 29

 

Numa publicação científica é muito importante que a integridade e transparência do teu trabalho fiquem bem claras, de forma a assegurar a qualidade e credibilidade da investigação desenvolvida.

Destacamos alguns dos princípios e condutas a não descurar na preparação de um texto e no processo de submissão para publicação:

Autoria e colaboração: garantir que todos os autores participam e aprovam a versão final do trabalho a submeter; assegurar a correta identificação dos autores e co-autores da publicação e, quando se justifique, reconhecer o contributo de outros colaboradores para os resultados alcançados;

Honestidade intelectual, autenticidade e rigor: ser objetivo e imparcial na análise e conclusões e permitir a verificação dos resultados da investigação, com a partilha da metodologia, fontes e dados;

Respeito pelos direitos de autor: referir corretamente os autores e a bibliografia utilizada; obter consentimento legal para utilização de material de terceiros (ex.: imagens) e indicar os respetivos créditos;

Originalidade: o conteúdo do trabalho deve ser inédito e a utilização de material já publicado deve ser acompanhada de menção explícita à fonte original. Atualmente, revistas e editoras dispõem de sistemas para controlo da prática de plágio. Um destes é o Turnitin, disponível na NOVA FCSH para utilização pelos investigadores e útil para prevenção de equívocos antes da submissão de trabalhos ou resolução de disputas após publicação.

Respeito pelo trabalho dos editores: um manuscrito só deve ser submetido a uma revista ou editora de cada vez. No caso de ser recusado, podes submeter a outra. Se a decisão sobre a aceitação estiver a demorar mais do que inicialmente previsto, antes de pensares em desistir e submeter a outro meio de publicação, fala primeiro com os editores. A seleção de propostas para publicação pelos editores e o processo de avaliação científica por pares são atividades exigentes, morosas e raramente remuneradas.

Saber mais

Da Ética na Investigação Científica – Princípios fundamentais, Cap.º 3, Art.º 11 do Código de Ética da Universidade Nova de Lisboa, Diário da República, 2.ª série — N.º 245 — 19 de dezembro de 2014 . Disponível em https://www.unl.pt/sites/default/files/unl-codigo_de_etica.pdf. Consultado em 08/07/2020.

Wager, Elizabeth, e Sabine Kleinert. 2011. Responsible research publication: international standards for authors. A position statement developed at the 2nd World Conference on Research Integrity, Singapore, July 22-24, 2010. Chapter 50 in: Mayer T. & Steneck N. (eds), Promoting Research Integrity in a Global Environment, 309-16. Singapore: Imperial College Press / World Scientific Publishing. Disponível em

https://publicationethics.org/files/International%20standards_authors_for%20website_11_Nov_2011_0.pdf. Consultado em 08/07/2020.

 

Recursos

Turnitin – software desenhado para verificação da originalidade de um documento, permitindo detetar situações de plágio académico.

Para informações, atribuição das credenciais de acesso e suporte na utilização do programa, contactar Thiago da Mota Cunha da Divisão de Bibliotecas e Documentação (turnitin@fcsh.unl.pt)

 

De acordo com os “Princípios de Transparência e Boas Práticas em Publicações Académicas”, as revistas e editoras científicas devem reger-se por princípios de ética e publicitá-los nos seus websites, para que seja clara a sua atuação no que se refere a:

i) autoria e contribuições;

ii) reclamações e recursos;

iii) conflitos de interesse;

iv) partilha e reprodução de dados;

v) supervisão ética;

vi) propriedade intelectual;

vii) opções para discussões e correções pós-publicação.

 

Estes princípios foram definidos em 2013, e revistos em 2015 e 2018, pelo Committee on Publication Ethics (COPE), o Directory of Open Access Journals (DOAJ), a Open Access Scholarly Publishers Association (OASPA) e a World Association of Medical Editors (WAME) e podem ser consultados na versão PT ou na versão EN.

No caso de teres dúvidas sobre algum destes tópicos e a informação disponível não for clara, tens o direito de contactar os editores e procurar mais esclarecimentos.

A revisão por pares, ou arbitragem científica, é o sistema, por excelência, de validação dos resultados da investigação submetidos para publicação numa revista ou editora académica.

Após a seleção pelos editores (ou conselho editorial) de um manuscrito submetido para publicação, segue-se a revisão por pares que contempla a leitura crítica por, pelo menos, um especialista da área.

Os avaliadores (também designados por árbitros, revisores ou referees), independentes dos corpos editoriais da publicação, são selecionados e convidados pelos editores para dar o seu parecer sobre o manuscrito e recomendar sobre a sua publicação, com ou sem alterações, ou a sua rejeição.

O relatório e os comentários do(s) avaliador(es) são partilhados com o autor, que deve fundamentar a sua decisão de integrar ou não as recomendações feitas na resposta ao editor. Novas versões do artigo podem ser submetidas a arbitragem científica aos mesmos avaliador(es) ou a um novo para efeito de desempate. Por essa razão, o diálogo entre autores e avaliadores, mediado pelos editores, pode ser um processo demorado.

A decisão final de publicação recai sobre os editores, tendo por base o resultado da arbitragem científica e os critérios editoriais da publicação.

A revisão por pares é considerada fundamental para garantir a qualidade, relevância e integridade da investigação publicada. Apesar de se reconhecerem limitações ao processo, continua a ser o melhor método de validação de trabalhos científicos.

Modalidades

Existem diferentes modalidades de revisão por pares, com vantagens e desvantagens associadas. Variam consoante a revista ou editora, pelo que podes confirmar na publicação ou no respectivo sítio Web qual o método escolhido.

As maiores diferenças recaem na escolha do anonimato ou da abertura das identidades de autores e avaliadores. O uso do anonimato procura salvaguardar a imparcialidade da arbitragem e prevenir a discriminação dos autores, seja por estatuto, escola, género ou país de origem. Reconhece-se a falibilidade das modalidades que privilegiam o anonimato, por ser possível encontrar pistas da autoria dos textos e mesmo das avaliações, através do tema escolhido, estilo de escrita, metodologia aplicada ou auto-citação. Outra crítica apontada é a de proteger mais o trabalho dos avaliadores, do que o dos autores. Por outro lado, é considerado falível na prevenção de plágio ou fraude.

A revisão por pares aberta, modalidade mais recente, visa maior integridade e transparência dos processos de avaliação e publicação. É considerada, por alguns, limitadora da análise crítica dos revisores, desencorajados por receio de repercussões.

 

Anonimato do revisor / Single blind peer review

O autor desconhece a identidade do(s) revisor(es), que pode ser ou não divulgada na publicação.

Anonimato bilateral / Double blind peer review

Autor e revisor desconhecem as respetivas identidades durante os processos de avaliação e edição. Após a publicação, o nome do avaliador pode ou não ser divulgado.

Anonimato trilateral / Trible blind peer review

A identidade do autor é desconhecida pelos revisores e editores durante o processo de arbitragem, recorrendo-se à anonimização do artigo desde o momento da submissão.

Identidade aberta / Open

Autor(es) e avaliador(es) conhecem as respetivas identidades num momento determinado da avaliação ou da edição, independentemente de o nome dos segundos ser divulgado na publicação.

Comentários abertos / Open

Os comentários dos avaliadores são publicados juntamente com o trabalho revisto, assinados ou em regime de anonimato. Pode considerar, ainda, a publicação da discussão entre revisor, autor e editor.

Participação aberta / Open

Em vez de restrito aos árbitros selecionados pela publicação, o processo de avaliação e discussão é aberto à comunidade e os pares autopropõem-se rever o trabalho. Mais comum em plataformas de pré-publicação (preprints).

Saber mais

Peer-Review. The nuts and bolts. A guide for early career researchers. 2017 (2012). London: Sense about Science.

8. Revisão por Pares Aberta, Métricas e Avaliação”. Manual de Formação em Ciência Aberta. 2018.

Hoje em dia é cada vez mais difícil manter uma lista atualizada do número de publicações que os investigadores desenvolvem, quer pela diversidade de serviços de informação onde os trabalhos são publicados e distribuidos, quer pela quantidade de trabalhos desenvolvidos em co-autoria. Nos processos de gestão desta informação existiu sempre a problemática da identificação inequívoca do autor, sendo na maior parte dos casos apenas possível ao nível da instituição. (José Carona de Carvalho, “O que é o ORCID?”, 13/11/2014. Disponível em: https://openaccess.sdum.uminho.pt/?p=3588. Consultado a 03/07/2020)

Os identificadores persistentes de autores são códigos digitais únicos e permanentes, exclusivos para investigadores e autores de trabalhos académicos e científicos.

Atribuídos por diferentes organizações, asseguram que as tuas publicações são acreditadas à tua autoria, independentemente da forma como o teu nome é apresentado, de poder mudar ao longo da carreira ou de existirem investigadores com nomes semelhantes ou iguais ao teu.

Estes identificadores são, ainda, um instrumento importante para a validação, gestão e interoperabilidade dos dados entre os diversos sistemas de gestão de informação científica das instituições de I&D, agências de financiamento e editoras.

 

ORCID iD – Open Researcher and Contributor Identifier

Atualmente, é o identificador digital único mais generalizado e solicitado por editoras, revistas científicas e agências de financiamento. É gerido e atribuído gratuitamente por uma organização sem fins lucrativos, a ORCID.

Se ainda não tens ORCID iD, é fácil e leva menos de um minuto, basta acederes a https://orcid.org/signin .

A ORCID dispõe, ainda, de um sistema de gestão curricular que podes sincronizar com o PURE, Ciência ID, Scopus, Web of Science, CrossRef, DataCite, entre outros, e automatizar a importação e/ou a exportação dos registos, mantendo todos os sistemas atualizados.

Quando divulgares o ORCID iD nas tuas publicações, candidaturas, CVs e redes profissionais, prefere a versão em URL, que é a recomendada pelo sistema.

Exemplo:

ORCID iD: 0000-0002-1825-0097;

URL (formato de apresentação recomendado): https://orcid.org/0000-0002-1825-0097.

Instruções: https://orcid.org/trademark-and-id-display-guidelines

 

Para mais informação sobre o ORCID iD: https://support.orcid.org/hc/en-us/categories/360000663034-What-is-ORCID

https://vimeo.com/97150912

https://blog.rcaap.pt/2018/02/05/boas-praticas-orcid-id/

Para saberes como exportar as tuas publicações do PURE para o ORCID: https://www.unl.pt/sites/default/files/5.pure_exportar_publicacoes_para_orcid.pdf

 

CIÊNCIA ID

Identificador indispensável para os investigadores que desenvolvem atividade científica no ecossistema científico e tecnológico português. A plataforma CIÊNCIA ID é desenvolvida e gerida pela Fundação para a Ciência e Tecnologia.

Este identificador dá-te acesso à criação e gestão do um perfil único, bem como ao sistema de gestão curricular CIÊNCIAVITAE. Se sincronizares o teu perfil PURE com o do ORCID, poderás manter o módulo de publicações do teu CIÊNCIAVITAE atualizado de forma automática, aliviando as fases críticas de candidaturas a financiamento.

Para obteres o CIÊNCIA ID, são três passos: aceder ao site, validar o teu e-mail e preencher os teus dados.

Para mais informação sobre o CIÊNCIA ID, clica aqui: https://cienciavitae.pt/perguntas-frequentes/

Tuturial: https://www.ciencia-id.pt/CienciaID/Info.aspx?Id=4#p1_1

 

Scopus Author ID e ResearcherID

Identificadores únicos atribuídos pelas multinacionais Elsevier e Thomson Reuters para desambiguar autorias e gerir perfis (listas de publicações, métricas, referências bibliográficas e áreas temáticas) nas respetivas bases de dados de subscrição – Scopus; Web of Science, Publons e InCites.

Assim que a tua primeira publicação é indexada na Scopus e/ou na Web of Science é-te atribuído um Scopus Author ID e/ou um ResearcherID. Tem atenção ao seguinte: por vezes, são gerados mais do que um identificador por autor. Se detetares erros ou duplicações, deves comunicá-los à Scopus ou à Web of Science, seguindo os procedimentos indicados nas páginas dos teus perfis.

Ambos são interoperáveis com o sistema ORCID. O Scopus Author ID também é interoperável com o sistema PURE, o que te dá a possibilidade de importar automaticamente os registos das tuas publicações indexadas. Para conheceres o processo, clica aqui.

Saber mais

Scopus Author ID https://service.elsevier.com/app/answers/detail/a_id/11212/supporthub/scopus/

Researcher ID http://www.researcherid.com/#rid-for-researchers

O Acesso Aberto define-se como a disponibilização dos dados e resultados da investigação científica, sujeita a peer review, online, de forma livre, imediata e gratuita. Desta forma, potencia-se o conhecimento e reconhecimento dos investigadores e respetivas instituições de investigação científica. Desmistificando o que é o Acesso Aberto e os seu impacto, importa referir que:

  • não é uma forma de publicação;
  • não invalida a publicação em revistas e editoras comerciais de grande impacto e reconhecimento científico;
  • não favorece nem potência o plágio;
  • não interfere com os direitos de autor.

 

Vantagens

  • Promover e acelerar o progresso da investigação e da ciência
  • Aumentar a visibilidade, o acesso, a utilização e o impacto dos resultados de investigação
  • Melhorar a monitorização, avaliação e gestão da atividade científica
  • Facilitar a inovação e maximizar o impacto e o retorno social e económico
  • Tornar os resultados da investigação acessíveis a cidadãos e organizações

Existem duas formas de disponibilizares a tua produção científica em acesso aberto, sendo que uma não exclui a outra. Ou seja, publicar numa revista em acesso aberto não invalida que se deposite e disponibilize a publicação num repositório institucional ou temático de acesso aberto.

A Via Verde (Green Access) consiste na disponibilização da produção científica em repositórios institucionais ou temáticos em acesso aberto. Este procedimento, também conhecido por auto-arquivo, não é uma forma de publicação que substitua a publicação em revistas/editoras científicas.

A Via Dourada (Golden Access) refere-se à publicação da produção científica quer em revistas científicas em acesso aberto, quer em revistas científicas de acesso fechado mas que cobram APCs (article processing charges) para a disponibilização em acesso aberto de determinado artigo.

Independentemente da via de Acesso Aberto que escolheres, no teu processo de decisão deves considerar o seguinte:

  • Conhecer a política de copyright da editora responsável pela publicação do resultado da investigação.
  • Conhecer as políticas de acesso aberto da agência de financiamento, que direta ou indiretamente, financia a tua investigação (Exemplo: Fundação para a Ciência Tecnologia)
  • Conhecer a política de acesso aberto da instituição à qual estás afiliado.
  • Conjunto de regras e diretrizes estipuladas pelas editoras, sobre como os autores podem utilizar os seu trabalho, nas suas várias versões. Na perspectiva de um autor de um artigo importa perceber:
  • caso a revista não seja em acesso aberto, se há a alternativa de, através do pagamento de APCs, disponibilizar o artigo em acesso aberto
  • se a revista permite o depósito em repositórios institucionais,
  • qual a versão permitida,
  • quais os períodos de embargos associados
  • se tem uma licença Creative Commons associada e qual

Exemplo 1: A revista X tem uma política de copyright que permite que um autor deposite a versão post-print de um artigo num repositório institucional, aplicando-lhe um período de embargo de 12 meses, sob uma licença CC BY NC ND.

Exemplo 2: A revista Y tem uma política de copyright que permite que um autor deposite a versão pré-print de um artigo imediatamente e/ou a versão post-print aplicando-lhe um período de embargo de 24, sob licença CC BY NC SA

Exemplo 3: A revista Z tem uma política de copyright que permite que um autor deposite a versão final, num repositório institucional, sob licença CC BY NC SA

Um investigador afiliado a uma das Unidades de Investigação da NOVA FCSH, financiada pela FCT, deve publicar o seu trabalho na revista X uma vez que a Y não preenche os critérios da agência de financiamento no que respeita às versões que permite disponibilizar, conjugadas com os períodos de embargo. Já a revista Z cumpre todos os requisitos estipulados na política de acesso aberto da FCT mas se houve o pagamento de APCs, esta despesa não é elegível para pagamento pela FCT uma vez que teria que ter associada uma licença CC BY.

No site da própria revista ou da editora. Deve ter-se atenção que a informação pode estar dividida entre as páginas sobre o acesso aberto, permissões de autores, auto-arquivo; ou mesmo entre a página da editora e a página da revista.

 

No contrato assinado com a editora (caso seja assinado um. A não assinatura de um contrato normalmente significa a aceitação tácita da política de copyright em vigor). Ao assinar o contrato com a editora deve ter-se atenção se o que se está a contratualizar vai ao encontro ou contra os requisitos das agências de financiamento e a política de acesso aberto da instituição, caso exista.

No site Sherpa-Romeo [https://v2.sherpa.ac.uk/romeo/] Esta plataforma contém informação sobre as várias políticas de copyright de revistas e editoras, comerciais e/ou de acesso aberto.

 

A

Amsterdam University Press

Acesso Aberto – Livros

Acesso Aberto – Revistas

Taxa de publicação de livros é de 7000€ e de artigos é de 750€

B

Bloomsbury

Taxa de publicação dos livros entre as £ 6,500 e as £12,000.

Brill

Acesso Aberto

Acesso Aberto para Autores

Via Dourada – Artigos

Via Dourada – Livros e capítulos

Via Verde

Taxa de publicação para livros é de 8500€, para artigos 1950€ é de e para capítulos de livros é de 900€.

C

Cambridge University Press

Sobre o Acesso Aberto

Via Dourada para Revistas

Via Dourada para Livros

Via Verde para Revistas

Via Verde para Livros

Taxa de publicação média, quando aplicável, GBP £1,985/US $3,160 para artigos e de £9,500 para livros

D / E

Elsevier

Acesso Aberto

Acesso Aberto – Revistas e artigos

Períodos de Embargo

Taxa de publicação varia entre os US $150 e os $6000, dependendo da área e da revista.

Nota 1: A informação sobre os valores das APCs está disponível numa lista que se encontra nesta página.

Emerald Publishing

Acesso Aberto

Políticas de Acesso Aberto

Acesso Aberto – Revistas

Acesso Aberto – Livros

Taxa de publicação para os artigos 2,880 €. A taxa de publicação para os livros varia entre os 7500 € e os 15000 €; para os capítulos varia entre os US $1200 e os US $2500

de Gruyter

Sobre o Acesso Aberto

Via Verde

Via Dourada para artigos

Via Dourada para livros

Taxa de publicação varia entre os 500€ e os 2000€ para os artigos, dependendo da revista e 7000€ para os livros.

J

Johns Hopkins University Press

Acesso Aberto

 

L

Leuven University Press

Acesso Aberto

O

Oxford University Press

Acesso Aberto

Acesso Aberto (licenças)

Via verde e Via dourada (aqui e aqui)

Taxas de Publicação

Taxa de publicação varia entre os 1500€ e os 3600€, dependendo da área e da revista.

Nota 1: A informação sobre os valores das APCs não é clara nas várias páginas dedicadas ao Acesso Aberto no site da Oxford University Press. Valores obtidos pesquisando algumas revistas na área das Ciências Sociais e Humanas

P

Palgrave Macmillan

Acesso Aberto

Acesso Aberto (FAQ)

Via Verde

Taxa de publicação varia entre os 1700€ e os 3500€, dependendo da área e da revista

 

Peter Lang

Acesso Aberto

Via Dourada

Via Verde

Os valores das taxas de publicação não estão disponíveis no site

S

Sage

Acesso Aberto

Open Access at Sage

Open Access Position Statement

FAQs

Via Verde

Journal author archiving policies and re-use

Posting to an institucional repository green open access

Via Dourada

Posting to an institutional repository gold open access

Pure gold open access journals

Sage choice

Taxa de publicação roda os US $3,000

Springer

Acesso Aberto (definição e tutoriais)

Via Verde (Políticas e Termos de Uso)

Via Dourada – Revistas Open Access

Via Dourada – Livros Open Access e benefícios

Via Dourada – Revistas Híbridas

Taxa de publicação varia entre os 960 € e os 1000 €.

Nota 1: A informação sobre os valores das APCs não é clara nas várias páginas dedicadas ao Acesso Aberto no site da Springer. Valores obtidos pesquisando algumas revistas na àrea das Ciências Sociais e Humanas

Nota 2: Algumas Revistas têm parcerias com Universidades ou Institutos que financiam os custos de publicação das revistas, não sendo necessário os autores pagarem APCs. (exemplo: https://diser.springeropen.com/about)

T

Taylor & Francis

Acesso Aberto

   Publishing Open Access

   Copyright and you

   Sharing your work

   FAQs

   Zero embargo green open access

T&F – Routledge e CRC Press (Books)

Taxa de publicação de um artigo ronda os 2500 €. Taxa de publicação de um livro começa nas £10,000. Taxa de publicação de um capítulo começa nas £1,250.

 

 

U

University of Chicago

Acesso Aberto

 

University of Chicago Press

Acesso Aberto

 

W

White Horse Press

Acesso Aberto

Taxa de publicação £1500

 

Wiley

Acesso Aberto

Via Dourada

Via Verde

Taxas de publicação (aqui e aqui)

 

As Políticas de Acesso Aberto das agências de financiamento, como a Fundação para a Ciência e Tecnologia, são um conjunto de regras que as instituições que financiam ciência impõem aos beneficiários (investigadores e instituições), com vista à publicação dos resultados da investigação financiada em Acesso Aberto. A Política de Acesso Aberto da FCT está publicada desde 5 de maio de 2014 e “determina que as publicações de resultados científicos, que sejam sujeitas a revisão por pares ou outra forma de revisão científica, devem ser depositadas num dos repositórios em acesso aberto do RCAAP logo que possível, de preferência por altura da aceitação da publicação. É permitido um período de embargo, depois do qual todo o conteúdo das publicações deve ser livremente disponível. A política aplica-se a artigos em revistas científicas, proceedings de conferências, posters, livros e capítulos de livros, monografias e teses de Mestrado e de Doutoramento. O financiamento da FCT engloba projetos de I&D, bolsas e contratos de emprego científico.”

 

Saber mais:

Política sobre Acesso Aberto a Publicações Científicas resultantes de Projetos de I&D Financiados pela FCT. Disponível em https://www.fct.pt/acessoaberto/. Consultado em 16/09/2020

 

Para cumprir com o estipulado pela FCT os beneficiários de financiamento devem:

  1. depositar e disponibilizar as publicações num repositório integrante da RCAAP (sem prejuízo de poder ser ao mesmo tempo publicado numa revista de Acesso Aberto ou uma revista híbrida) – VIA VERDE
  2. assegurar o Acesso Aberto às publicações cumprindo, quando aplicável, com os períodos de embargo definidos pela FCT – VIA VERDE e VIA DOURADA
  3. assegurar que todas as publicações financiadas incluem a referência ao financiamento da FCT, de acordo com as especificações previstas

Publicações abrangidas pela Política de Acesso Aberto da FCT:

  • artigos publicados em revistas científicas
  • atas e outros produtos resultantes de conferências
  • posters
  • livros e capítulos de livros
  • monografias
  • dissertações de mestrado e teses de doutoramento

No caso dos investigadores da NOVA FCSH implica que, na fase da escolha da revista/editora onde pretendes publicar os resultados da investigação financiada, total ou parcialmente, pela FCT, seja acautelado o seguinte:

  • a possibilidade de depósito e disponibilização da publicação no RUN (repositório integrante do RCAAP).
  • que a versão a depositar seja a que já foi alvo de revisão por pares
  • que os períodos de embargo estipulados pela editora não excedam o determinado pela política
  • que, caso haja pagamento de APCs (prática não recomendada pela FCT) e para que estas despesas sejam elegíveis, o acesso aberto ao artigo na sua versão final deve ser imediato e sem embargos e deve ter atribuída uma licença CC BY ou equivalente.

 

IMPORTANTE: Nas Normas de Execução Financeira do Financiamento Plurianual de Unidades de I&D 2020-2023, 1.   Consideram-se não elegíveis no âmbito do financiamento de unidades de I&D as despesas (2.9)

  • cujo objeto não cumpre as normas de informação e publicitação de apoios embora esteja no seu âmbito de aplicação (2.9, 9.1, 9.2);
  • com custos de processamento de publicação (article processing charges), em revistas ou outros meios de publicação, que admitem simultaneamente as modalidades de acesso aberto e acesso pago (hybrid open-access).

Tal como descrito no artigo 29.2 do Horizon 2020 ERC Model Grant Agreement os beneficiários de financiamento da ERC têm que garantir o acesso aberto, gratuito e online às publicações científicas, revistas por pares.

 

Saber mais:

Guidelines to the Rules on Open Access to Scientific Publications and Open Access to Research Data in Horizon 2020. Disponível em https://ec.europa.eu/research/participants/data/ref/h2020/grants_manual/hi/oa_pilot/h2020-hi-oa-pilot-guide_en.pdf Consultado em 16/09/2020.

 

Para cumprir com o estipulado pelo Horizonte 2020 os beneficiários de financiamento devem:

  1. depositar e disponibilizar as publicações num repositório de Acesso Aberto (sem prejuízo de poder ser ao mesmo tempo publicado numa revista de Acesso Aberto ou uma revista hibrida) – VIA VERDE
  2. assegurar o Acesso Aberto às publicações cumprindo, quando aplicável, com os períodos de embargo definidos pela FCT – VIA VERDE e VIA DOURADA
  3. assegurar que as publicações têm referência à agência de financiamento e código de financiamento de acordo com as especificações estipuladas pelo H2020
  4. assegurar que a publicação está num formato “Machine-readable”

Publicações abrangidas pela Política de Acesso Aberto do H2020:

  • artigos publicados em revistas científicas
  • atas e outros produtos resultantes de conferências, pósteres
  • livros e capítulos de livros
  • monografias
  • literatura cinzenta científica

 

No caso dos investigadores da NOVA FCSH implica que, na fase da escolha da revista/editora onde pretendes publicar os resultados da investigação financiada, total ou parcialmente, pela FCT, seja acautelado o seguinte:

  • a possibilidade de depósito e disponibilização da publicação no RUN (repositório institucional em Acesso Aberto – Via Verde
  • que a versão a depositar seja a que já foi alvo de revisão por pares
  • que os períodos de embargo estipulados não excedam o determinado pela política

O período de embargo aplicado a uma publicação é o intervalo de tempo entre a data de publicação e a data em que é possível disponibilizar o documento em acesso aberto.

O período de embargo é aplicado à disponibilização do documento em acesso aberto, não ao depósito no repositório. Desta forma, os dados como título, autor(es), resumo, data, revista, etc. ficam disponíveis para consulta, desde o momento do depósito.

Os períodos de embargo das duas principais agências de financiamento da investigação científica nacional são:

 

Fundação para a Ciência e Tecnologia

  • artigos na área das artes e ciências sociais e humanas – 12 meses
  • artigos nas restantes áreas – 6 meses
  • livros e capítulos de livros – 18 meses
  • teses de doutoramento – 36 meses

 

Horizonte 2020

  • publicações na área das artes e ciências sociais e humanas – 12 meses
  • publicações nas restantes áreas – 6 meses

 

Nota 1: São as editoras que decidem qual o período de embargo a aplicar a determinado artigo, livro ou capítulo de livro. Cabe-te a ti verificar se estes estão dentro do que a agência de financiamento permite.

Nota 2: A 15 de maio de 2017 a Fundação para a Ciência e Tecnologia determinou uma fase transitória durante a qual “o período de embargo poderá ser superior ao definido nas normas, caso a editora assim o exija.”

Saber mais: https://www.fct.pt/acessoaberto/

Pré-Print ou Versão original do autor (Submitted manuscript) – Versão do autor que ainda não foi avaliada e revista (peer-reviewed) e que ainda não foi aceite para publicação.

Pós-Print ou Versão final do autor (Accepted author manuscript) – Versão que contém todas as alterações decorrentes dos processos de validação científica, incluindo as que decorrem de processos de arbitragem por pares (peer-review) e/ou as requeridas pelo editor, faltando apenas a revisão de texto e a composição tipográfica da editora, ou seja, versão que não sofrerá qualquer alteração ao nível do conteúdo do trabalho, apenas alterações introduzidas pela editora

Versão final do editor (Final published version / Publisher’s Version) – Versão idêntica à versão final do autor, no que diz respeito ao conteúdo, tendo sofrido as alterações decorrentes da revisão de texto e composição tipográfica.

IMPORTANTE: Para efeitos de cumprimento das políticas de acesso aberto da FCT, por exemplo, deve ser depositada uma das seguintes versões: Pós-print ou versão final do editor.

À semelhança da maior parte das instituições de ensino superior nacionais, também a Universidade NOVA de Lisboa tem um repositório institucional em Acesso Aberto – RUN. Este repositório possibilita aos investigadores depositar e disponibilizar os resultados das suas investigações em Acesso Aberto, cumprindo com o estipulado pelas políticas de acesso aberto das agências de financiamento. Para além desta possibilidade os repositórios institucionais permitem a preservação dos conteúdos e a sua curadoria.

Se pretendes depositar uma publicação para cumprir com a Política de Acesso Aberto não o irás fazer diretamente no RUN. A tua publicação ficará disponível no RUN, mas o depósito deverá ser feito na plataforma de gestão de produção científica – PURE.

Poderás aceder ao PURE para depositar a tuas publicações científicas utilizando as tuas credenciais de acesso. Para que esta migração ocorra é necessários o preenchimento dos campos obrigatórios e anexar o PDF da publicação.

Para informações, atribuição de credenciais de acesso e suporte na utilização desta plataforma contactar Ricardo Castro da Divisão de Apoio à Investigação (pure@fcsh.unl.pt). Para apoio na inserção de publicações contactar Cátia Carvalho da Divisão de Bibliotecas e Documentação (catia_carvalho@fcsh.unl.pt).

 

Desde 2002 com a publicação da Budapest Open Access Initiative e após vários anos de iniciativas, declarações e estratégias implementadas com vista à disponibilização da produção científica em acesso aberto, a cOAlition S pretende tornar o acesso aberto completo uma realidade. Sendo que as iniciativas anteriores têm sido aplicadas lentamente e alvo de várias condicionantes, este plano é uma maneira de dizer “basta” e forçar a indústria editorial e o meio académico a tomar medidas.

Em 2018, uma coligação de financiadores europeus designada cOAlition S lançou o Plano S, uma iniciativa que visa acelerar a transição para o acesso aberto. Após várias reações das comunidades académica e editorial, a proposta inicial do plano foi atualizada em maio de 2019 – a partir de 2021 todas as publicações científicas resultantes de investigação, com recurso a financiamento público devem ser publicadas em acesso aberto imediato.

 

Os 10 Princípios do Plano S

  1. Os autores retêm o copyright das suas publicações sem restrições;
  2. As entidades financiadoras irão estabelecer critérios sobre as características a que as revistas e plataformas em Acesso Aberto devem obedecer;
  3. As entidades financiadoras irão disponibilizar suporte para a identificação das revistas e plataformas de publicação mais adequadas;
  4. Quando aplicável, as taxas de publicação em Acesso Aberto são asseguradas pelos financiadores ou universidades, não pelos investigadores;
  5. Quando as taxas de publicação em Acesso Aberto são aplicadas, o seu financiamento é padronizado e limitado;
  6. As entidades financiadoras solicitarão às universidades, organizações de investigação e bibliotecas que alinhem a suas políticas e estratégias, principalmente para garantir a transparência;
  7. Estes princípios são aplicados a todos os tipos de publicações científicas, no entanto o Acesso Aberto para monografias e livros pode ir além de 1 de janeiro de 2020;
  8. É reconhecida a importância dos repositórios de publicações em Acesso Aberto, tendo em conta a sua função de arquivo a longo prazo e o seu potencial de inovação editorial;
  9. O modelo “híbrido” de publicação não é compatível com os princípios acima;
  10. As entidades financiadoras irão monitorizar o cumprimento da publicação em Acesso Aberto

Saber mais:

Os 10 Princípios do Plano S. Disponível em

https://www.coalition-s.org/principles-and-implementation. Consultado em 16/09/2020

 

FCT apoia os objetivos do Plano S e considera essencial:

– Considerar e valorizar as redes de repositórios existentes, aproveitando os recursos que integram e capitalizando o investimento realizado, reconhecendo que o Acesso Aberto Verde pode ser uma via útil e legítima para a disponibilização imediata e sem restrições da informação científica publicada, em articulação com o reforço de mecanismos de retenção de direitos de autor;

– Garantir que os modelos de transição, nomeadamente através da “via dourada”, não reforçam a natureza monopolista no mercado editorial científico. Considera-se, por isso, fundamental a implementação de limites a aplicar às APC’s;

– Reforçar os mecanismos de incentivo positivo no âmbito dos sistemas de avaliação e financiamento de ciência, respeitando a diversidade e especificidade das áreas e práticas científicas e disciplinares;

– Reconhecer e adaptar os modelos de publicação em acesso aberto a novas formas de criação e comunicação de ciência, privilegiando infraestruturas abertas e serviços que permitam a sua portabilidade e apoiando os repositórios e outras plataformas e serviços com origem nas comunidades académicas.

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