Investigação de portas abertas
9 de Setembro de 2026, 09:27
O Dia da Investigação e Inovação da NOVA FCSH regressa a 23 de setembro, com uma edição dedicada ao impacto social e cultural da ciência. A apresentação de uma nova plataforma de transferência de conhecimento, a participação de autarquias e instituições públicas e culturais e uma mostra das unidades de investigação marcam um dia que procura aproximar a produção científica dos desafios concretos da sociedade.
O que acontece à investigação quando sai da Faculdade? Quem pode usar o conhecimento produzido pelos investigadores? E como pode a Faculdade, junto das autarquias, instituições públicas e privadas, assim como outros parceiros trabalhar em conjunto para responder a problemas concretos?
São algumas das questões que atravessam o Dia da Investigação e Inovação 2026 (DII’26) da NOVA FCSH, que acontece no Colégio Almada Negreiros, sob o mote “Imaginar futuros partilhados”. Ao longo de um dia, a Faculdade cria um espaço para a própria comunidade académica se encontrar e reconhecer aquilo que produz em conjunto: conhecimento científico, projetos, parcerias e novas formas de trabalhar sobre desafios sociais e culturais.
Mostrar como a investigação pode ser usada
Um dos momentos do DII’26 será a apresentação da plataforma de transferência de conhecimento e políticas públicas da NOVA FCSH. Esta pretende aproximar a Faculdade dos decisores e da sociedade, facilitando a ligação entre o conhecimento científico e problemas concretos e promovendo a cocriação de soluções baseadas em evidência científica.
A apresentação desta plataforma permite, assim, olhar para uma dimensão cada vez mais relevante da investigação: não apenas produzir conhecimento, mas criar condições para que esse conhecimento possa ser mobilizado por quem trabalha sobre problemas concretos da sociedade.
Quando investigadores e decisores se sentam à mesma mesa
A relação entre investigação e sociedade estará também no centro das duas mesas-redondas do programa.
Na primeira, “Investigação, Cultura e Património: Reconfigurar Narrativas Públicas na Era Digital”, investigadores e representantes de instituições culturais e outros parceiros discutem os desafios colocados pela transformação digital e pela Inteligência Artificial Generativa às áreas da cultura, das artes e do património.
A mesa “Utopias Incertas: Investigar o Futuro. Pensar o Presente” coloca em diálogo investigação, universidade, território e política, procurando pensar de que forma diferentes atores podem participar na construção de futuros partilhados.
A presença de autarcas, responsáveis de instituições públicas e culturais e pessoas com ligações anteriores à Faculdade acrescenta uma dimensão importante ao encontro: a investigação não é apresentada como um processo fechado sobre si próprio, mas como uma atividade que pode beneficiar do contacto com quem conhece e intervém diretamente nos territórios e problemas estudados.
A investigação que existe dentro da Faculdade
Se as mesas-redondas mostram algumas das formas como o conhecimento pode circular para fora da Faculdade, a mostra das unidades de investigação da NOVA FCSH permite conhecer de onde parte esse conhecimento.
As unidades de investigação estarão presentes ao longo do dia, dando a conhecer a diversidade de áreas, projetos e resultados que constituem uma parte fundamental da atividade científica da NOVA FCSH.
É também uma oportunidade para a própria comunidade académica olhar para a investigação que acontece na NOVA FCSH para lá da sua área de especialização e perceber como diferentes disciplinas podem contribuir para compreender problemas que dificilmente cabem dentro de uma única área científica.
Um dia para a comunidade académica se encontrar
A participação de toda a comunidade académica é uma das dimensões do DII’26. Para permitir a participação no encontro, não haverá atividades letivas nos dois campi da NOVA FCSH.
O dia termina com o acolhimento aos novos doutorandos, seguido de um DJ set de Rui Miguel Abreu, a partir das 17h45. Depois de um dia dedicado à investigação, às parcerias e à relação entre Faculdade e sociedade, o programa termina num momento de encontro e convívio entre diferentes gerações da comunidade académica.
Mais do que apresentar a investigação da NOVA FCSH, o DII’26 propõe-se, assim, a criar espaço para perguntar o que fazemos com o conhecimento que produzimos, com quem o podemos construir e de que forma pode contribuir para imaginar e transformar futuros partilhados.
A entrada no Dia da Investigação e Inovação 2026 é livre. Todas as informações podem ser encontradas aqui.
Este evento poderá ter captação fotográfica, áudio ou vídeo.