Programa 2026 Imaginação
Ao longo de 2026, o programa de atividades da Secção Autónoma de Estudos Artísticos será orientado pelo tema “Imaginação”.
A imaginação tem um papel fundamental nas artes, mas também no pensamento crítico e na produção de conhecimento, ao contribuir para a reavaliação do que parece evidente e ensaiar novas possibilidades. Mas imaginar não é suplementar a realidade. É o nosso modo de nos aproximarmos — infinitamente — dela. De tornar, por exemplo, possível o que já não é ou o que ainda não foi. De criar imagens de, e para, um outro mundo.
Sem a imaginação, o mundo pára; através dela, sobrevive na possibilidade da sua transformação.
Morel: Ciclo sobre Arte e Imaginação será o eixo das atividades propostas, estando previstos formatos como conferências, workshops e conversas com artistas – tratando-se de uma iniciativa que conta com o apoio do Gabinete de Cultura e Sociedade da NOVA FCSH.
COLECTIVO SUL – RESIDÊNCIA ARTÍSTICA SANTANDER 2026
O Colectivo Sul é composto por atores, encenadores e realizadores – Ricardo Aibéo, Rita Durão, Duarte Guimarães, Dinis Gomes, Sofia Marques e Rita Loureiro –, e constitui-se como um espaço de criação e acolhimento que possibilita a realização de projetos culturais e artísticos.
Criado em 2001, e entendido como um laboratório de ideias, o Colectivo Sul tem tido o Teatro como foco principal, destacando-se, no seu percurso, a encenação de peças como Leôncio e Lena, de Georg Büchner (2008); Menina Else, de Arthur Schnitzler (2009); A Morte de Tintagiles, de Maurice Maeterlinck (2017); A Boda, de Bertolt Brecht (2019), Rinoceronte, de Eugène Ionesco (2022/2023) ou S.O.S. Aquela Noite, a partir de textos de Almada Negreiros (2024).
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De La Bienal de La Habana al Museo Nacional de Bellas Artes. Estrategias Curatoriales 13 de fevereiro de 2026 Nesta conferência, Jorge Fernández Torres abordou a sua experiência curatorial, partindo da análise do seu trabalho enquanto curador principal em três edições da Bienal de Havana, e fazendo referência à plataforma conceptual que caracterizou esses eventos: a interdisciplinaridade e a sua ligação ao contexto social, tendo por base as micropolíticas e as microcomunidades. Esse tipo de processos foi confrontado com a abordagem que tem vindo a desenvolver no Museu Nacional de Belas Artes, em Havana, onde tem explorado uma estratégia curatorial focada em questionar o sentido de uma museografia em forma de pinacoteca, apostando na transversalização dos discursos através de eixos temáticos que procuram criar um contexto para as obras. A partir destes elementos, foi discutido um projeto curatorial que reflete sobre o papel do colecionismo e da arte na construção da narrativa de um projeto de país. Jorge Fernández Torres é o atual director do Museu Nacional de Belas Artes, em Havana, onde tem vindo a desenvolver um amplo programa curatorial, de âmbito local e internacional. Foi director do Centro de Arte Contemporânea Wifredo Lam, igualmente em Havana, e, entre 2008 e 2016, da Bienal de Havana. Trabalha desde longa data como crítico de arte e curador, tendo também ocupado diversos cargos em organismos nacionais e internacionais ligados à arte contemporânea e à museologia. Paralelamente, e desde 1999, é professor de Estudos Teóricos da Arte no ISA – Instituto Superior de Arte de Cuba e tem proferido palestras e conferências em diversas instituições, dentro e fora de Cuba: no Palais de Tokyo, em Paris; no ZKM, em Karlsruhe; no Instituto Europeu de Design de Roma; na Faculdade de Belas-Artes de Bolonha; na Universidade Javeriana de Cali; no Art Institute of Chicago; na Carnegie Mellon University; no Berklee College of Boston; no Hoger Instituut Voor Schone Kunsten de Gante; na Universidade Complutense de Madrid; ou na UNAM do México, entre muitas outras.
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Programa 2025 Intersecção
Procurando salientar a dimensão transdisciplinar da Secção Autónoma de Estudos Artísticos, e potenciando a discussão do comum que mesma pretende consolidar, o primeiro programa de atividades, a desenvolver ao longo de 2025, é, simbolicamente, orientado pelo tema “Intersecção”.
De uma forma mais imediata, a noção de intersecção convoca os diálogos, as convergências, os cruzamentos e as justaposições que se podem estabelecer entre diversos domínios do conhecimento e áreas artísticas, mas permite também mobilizar uma série de questões que têm vindo a ser trabalhadas no âmbito do ensino e da investigação na NOVA FCSH. Nessa medida, o programa de atividades visa explorar a “intersecção” como um instrumento crítico para abordar dimensões culturais, temporais, geográficas ou identitárias – entre várias outras –, abrindo-se a possibilidades tão diversas como as intersecções entre teoria e prática, academia e sociedade, centro e periferia, local e global, rural e urbano, arte e política, história e memória, tradição e inovação, ou real e virtual, entre tantas outras.
- JÚLIO RESENDE – Artista Residente Santander 2024/25
- SUSANA C. GASPAR – Outubro de 2025
JÚLIO RESENDE
Júlio Resende é músico, pianista e compositor português. É um dos mais internacionais músicos portugueses e tem vindo a desenvolver um percurso que se inicia no Jazz, passa pelo Fado e pela Palavra, e chega ao pop-rock, numa procura contínua do lugar perfeito que nunca existe e que só assim lhe permite explorar mais e mais, conseguindo que essa insatisfação e irreverência permitam a quem o ouve, o contacto com novas descobertas.
É pioneiro do “Fado Jazz” e lançou em outubro de 2023 o seu décimo álbum, “Júlio Resende Fado Jazz – Filhos da Revolução”, numa celebração da Liberdade, dos 50 anos do 25 de abril e da relação de Portugal com África.
SUSANA C. GASPAR
Susana C. Gaspar é atriz, encenadora, professora e investigadora. Licenciou-se em Ciências da Cultura – com especialização em Comunicação e Cultura na FLUL. Mestre em Educação Artística – especialização em Teatro na Educação, pela ESELx. Pós-graduada em Direitos Humanos pelo IGC – FDUC. É doutoranda em Estudos Artísticos – Arte e Mediações. Realizou várias formações em teatro e dança e iniciou a sua carreira profissional como atriz em 2008, tendo colaborado com diferentes companhias de teatro. Em 2011, encenou o seu primeiro espetáculo, “Lampedusa”, sobre refugiados no mar mediterrâneo, após a sua visita à ilha (vencedora Jovens Criadores 2012 – Clube Português Artes e Ideias). Desde então, dedica a sua investigação e criação artística a diversos temas de direitos humanos, através de ferramentas como o teatro documental e devising theatre. Participou em residências artísticas no Líbano, Palestina, Alemanha e Áustria.
Desde 2016, é docente no IPL – Escola Superior de Educação, no domínio de Teatro. Tem experiência em projetos de arte participativa e comunitária com diferentes públicos e contextos (escolas, IPSS, Estabelecimento Prisional, comunidades locais, entre outros). Recentemente, dirigiu o projeto SenteMente – Práticas Artísticas para o bem-estar e saúde mental em mulheres, no âmbito do programa PARTIS & Art for Change.
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THE SEEDS WORKSHOP: IN SEARCH OF FUTURE GARDENS 5 de dezembro de 2024 Na sequência da 4ª edição do projeto The Unthinkable Experiment, dedicada ao tema Future Garden – que decorreu em Genk e Bruxelas em Julho de 2024, e que contou com a participação de quatro estudantes da NOVA FCSH –, este workshop foi realizado no Museu da Farmácia em Lisboa. Para lá da partilha de resultados do projecto, o workshop incluiu apresentações da ativista e educadora Chido Govera e do artista Koen Vanmechelen. Criado em 2021, The Unthinkable Experiment promove a troca de ideias, a criatividade e o pensamento crítico entre comunidades de alunos de diferentes universidades e áreas de formação e tem por base uma parceria entre a Vrije Universiteit Brussel, a Université Libre de Bruxelles, a NOVA FCSH, a Universitat für Angewandte Kunst Wien, o Global Campus of Human Rights, a Philoxenia Belgium e a La Biomista. Em 2024, o programa foi financiado pela European Comission – Erasmus+ / European Solidarity Corps [ref. KA154-YOU-5DEB8F6E]
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MASTERCLASS TODOS PODEMOS IMPROVISAR 12 de março de 2025 Esta masterclass fez parte das atividades desenvolvidas por Júlio Resende na NOVA FCSH, enquanto artista residente Santander 2024-2005. Visando ensinar e explorar técnicas de improvisação, promover a criatividade e incentivar a expressão musical num ambiente colaborativo, Todos Podemos Improvisar foi dirigida a professores, estudantes, profissionais da música e entusiastas desta arte. As técnicas de improvisação de Júlio Resende são transversais à sua estética, abrangendo vários géneros musicais que vão do Jazz ao Fado e à música erudita e até a projetos de música eletrónica. |
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WORKSHOP MOVING THREADS 29 de abril de 2025 O workshop Moving Threads teve origem no interesse pessoal de Paola Anziché pela cultura têxtil e pela arte de tecer. Nas tradições têxteis em Itália, mas não apenas, essa prática é frequentemente solitária e transmitida oralmente, de geração em geração. Desdobrando essas práticas, Moving Threads foi desenvolvido como uma oportunidade de envolver pessoas de diferentes nacionalidades, experiências e idiomas numa atividade coletiva de tecelagem. No âmbito do workshop na NOVA FCSH, organizado em parceria com a residência artística Celeiro, os/as participantes foram convidados/as a posicionar-se em círculo – uma formação que incentiva o diálogo e a troca de conhecimentos de modo horizontal e não hierárquico, e que incorpora ainda uma dimensão simbólica ao criar um espaço de experiência partilhada através de um gesto repetitivo realizado em conjunto. Paola Anziché (Milão, 1975) é uma artista que vive e trabalha entre Turim e Milão. Formou-se na Academia de Belas Artes de Brera, em Milão, e na Städelschule, em Frankfurt. No seu trabalho, que tem vindo a ser apresentado num alargado número de instituições internacionais, Paola explora a biodiversidade e a relação entre a prática artística e a transmissão de técnicas tradicionais de tecelagem, através do uso de fibras naturais.Em 2023/24, foi uma das vencedoras da 12ª edição do Italian Council.
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WORKSHOP M. F. OUTRO Em outubro 2025, Susana C. Gaspar desenvolveu uma residência artística na NOVA FCSH, no âmbito do projeto Prefiro não Dizer – uma criação de teatro documental sobre identidade e expressão de género, da qual é diretora artística e que estreou na Casa de Teatro de Sintra a 6 de Novembro de 2025.
https://chaodeoliva.com/portfolio/prefiro-nao-dizer/ Produção da Companhia de Teatro de Sintra – Chão de Oliva Consultoria de ILGA Portugal |
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