03
Fev
Universidade Zero: Cinema e Pedagogia – Futuros Perdidos
Imagem: Sombre (1998), de Philippe Grandrieux
Seminário
10:00 às 20:00 (3 a 6 Fev 2026)
Avenida Berna

Universidade Zero: Cinema e Pedagogia (Terceira Edição)

Futuros Perdidos

3 (terça), 4 (quarta), 5 (quinta) e 6 (sexta) de Fevereiro de 2026, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (NOVA FCSH).

Organização: Luís Mendonça e Pedro Florêncio (ICNOVA).

Local do simpósio: Auditório B2, Torre B, da NOVA FCSH (Campus da Avenida de Berna, 26-C).

Mote: Aprender a educar com os alunos.

Breve descrição:

O cinema do futuro? Uma arte de sensações.

Germaine Dulac, O que é o cinema? E outros textos sobre a sétima arte

A terceira edição da Universidade Zero propõe um encontro interuniversitário dedicado aos futuros perdidos da pedagogia, reagindo, por isso, ao que Mark Fisher (Fantasmas da Minha Vida: Escritos sobre Depressão, Hantologia e Futuros Perdidos) designou por “lento cancelamento do futuro” que “foi sendo acompanhado de um esvaziamento das expectativas”. Pretende-se, por isso, descancelar o futuro ou acelerar o acesso cultural ao cinema do futuro, reunindo professores e investigadores da área que tenham desenvolvido experiências pedagógicas não convencionais, marcantes ou dissonantes, enaltecendo-as e potenciando-as no ato da partilha de uma plateia diversa (já imagem de marca da Universidade Zero). Visa-se, com estes exemplos, potenciar práticas que tornem a sala de aula num espaço de abalo, interrupção e imaginação. Procurar-se-á discutir modos de fazer e ver que ponham em questão os modelos convencionais de transmissão, revelando o potencial político e sensível do ensino artístico como forma de mediação do mundo.

Este Simpósio interroga o papel da escola e do ensino do cinema num tempo em que os horizontes coletivos se estreitam e a ideia de futuro parece sequestrada por lógicas de eficiência e reprodução. Que formas de aula (desprogramadas, imprevistas, porosas) ainda nos permitem preservar o comum, o tempo de olhar, o gesto de pensar juntos? E que cinema — como prática e como método — pode ser o aliado dessa tarefa?

O Simpósio acolherá comunicações de docentes, artistas, investigadores e alunos que tenham vivido ou provocado momentos de rutura em contexto pedagógico — experiências marcadas por surpresa, desconforto, reinvenção ou desobediência – afinal, o nome da Universidade Zero esconde uma homenagem ao clássico de Jean Vigo, Zéro de conduite. Sem nostalgia, trata-se de pensar o que pode ainda ser salvo ou reinventado na ideia de aula — e o que, nesse gesto, dizemos entusiasticamente sobre os futuros que ainda desconhecemos.

Nas mesas, preserva-se a boa regra de marcar sempre a presença algum aluno ou investigador que possa partilhar alguma prática ou investigação em desenvolvimento e que corresponda à temática principal da presente Universidade Zero.

Palavras-chave: Projeções, Abalos, Imaginação, Cinema do Futuro

O simpósio é de entrada livre.

Informações adicionais

Imagem: Sombre (1998), de Philippe Grandrieux
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