Universidade Zero: Cinema e Pedagogia – Futuros Perdidos
Universidade Zero: Cinema e Pedagogia (Terceira Edição)
Futuros Perdidos
3 (terça), 4 (quarta), 5 (quinta) e 6 (sexta) de Fevereiro de 2026, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (NOVA FCSH).
Organização: Luís Mendonça e Pedro Florêncio (ICNOVA).
Local do simpósio: Auditório B2, Torre B, da NOVA FCSH (Campus da Avenida de Berna, 26-C).
Mote: Aprender a educar com os alunos.
Breve descrição:
O cinema do futuro? Uma arte de sensações.
Germaine Dulac, O que é o cinema? E outros textos sobre a sétima arte
A terceira edição da Universidade Zero propõe um encontro interuniversitário dedicado aos futuros perdidos da pedagogia, reagindo, por isso, ao que Mark Fisher (Fantasmas da Minha Vida: Escritos sobre Depressão, Hantologia e Futuros Perdidos) designou por “lento cancelamento do futuro” que “foi sendo acompanhado de um esvaziamento das expectativas”. Pretende-se, por isso, descancelar o futuro ou acelerar o acesso cultural ao cinema do futuro, reunindo professores e investigadores da área que tenham desenvolvido experiências pedagógicas não convencionais, marcantes ou dissonantes, enaltecendo-as e potenciando-as no ato da partilha de uma plateia diversa (já imagem de marca da Universidade Zero). Visa-se, com estes exemplos, potenciar práticas que tornem a sala de aula num espaço de abalo, interrupção e imaginação. Procurar-se-á discutir modos de fazer e ver que ponham em questão os modelos convencionais de transmissão, revelando o potencial político e sensível do ensino artístico como forma de mediação do mundo.
Este Simpósio interroga o papel da escola e do ensino do cinema num tempo em que os horizontes coletivos se estreitam e a ideia de futuro parece sequestrada por lógicas de eficiência e reprodução. Que formas de aula (desprogramadas, imprevistas, porosas) ainda nos permitem preservar o comum, o tempo de olhar, o gesto de pensar juntos? E que cinema — como prática e como método — pode ser o aliado dessa tarefa?
O Simpósio acolherá comunicações de docentes, artistas, investigadores e alunos que tenham vivido ou provocado momentos de rutura em contexto pedagógico — experiências marcadas por surpresa, desconforto, reinvenção ou desobediência – afinal, o nome da Universidade Zero esconde uma homenagem ao clássico de Jean Vigo, Zéro de conduite. Sem nostalgia, trata-se de pensar o que pode ainda ser salvo ou reinventado na ideia de aula — e o que, nesse gesto, dizemos entusiasticamente sobre os futuros que ainda desconhecemos.
Nas mesas, preserva-se a boa regra de marcar sempre a presença algum aluno ou investigador que possa partilhar alguma prática ou investigação em desenvolvimento e que corresponda à temática principal da presente Universidade Zero.
Palavras-chave: Projeções, Abalos, Imaginação, Cinema do Futuro
O simpósio é de entrada livre.
