Pragas nos Periódicos

Os estragos do filoxera

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Título

Os estragos do filoxera

Criador

S/autor

Fonte

O Manuelinho de Évora, Ano VII, nº 319, p. 2.

Data

01-03-1887

Colaborador

Leonardo Aboim Pires

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Diz um jornal do Porto que é assustador o modo como aquele terrível inimigo das vinhas se vai alastrando por todo o país.
Dos dezassete distritos continentais aquém do Tejo, só está indemne Portalegre; e além do Tejo, Évora e Faro. Nos distritos açorianos também não consta que exista o filoxera.
No distrito de Bragança todos os doze concelhos estão invadidos, com prejuízos consideráveis, principalmente nos que mais se avizinham do Douro.
No de Vila Real só três concelhos estão indemnes. Os prejuízos são quási totais nos concelhos de Sabrosa e Alijó, e numa parte dos da Régua, Santa Marta e Vila Real.
No distrito de Viseu dos vinte e seis concelhos que o compõe apenas seis são tidos como indemnes. As vinhas da Pesquinheira, Tabuaço, e uma parte das de Armamar estão destruídas.
No distrito da Guarda também só existem indemnes Manteigas e Trancoso, dos catorze concelhos que o constituem, havendo perda quási total do vinhedo de Foz Coa e de Figueira de Castelo Rodrigo.
No baixo Minho, Bairrada, Leiria, Santarém e a Madeira é quási total a invasão.
Até ao fim de 1886 só se consideravam indemnes o alto e baixo Alentejo, Algarve, Colares, Carcavelos, Óbidos e Bombarral.

Ficheiros

Citação

S/autor, “Os estragos do filoxera”. In O Manuelinho de Évora, Ano VII, nº 319, p. 2., 01-03-1887. Disponibilizado por: Pragas nos Periódicos, acedido 23 de Setembro de 2019, http://www.fcsh.unl.pt/pragasnosperiodicos/items/show/1405.

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