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Rui Vieira Nery considera "honra muito grande" receber Prémio Universidade de Coimbra

Professor e investigador da NOVA FCSH venceu prémio de 25 mil euros por "uma intervenção particularmente relevante e inovadora nas áreas da cultura ou da ciência"

Rui Vieira Nery venceu esta quinta-feira (18) o Prémio Universidade de Coimbra. O professor da NOVA FCSH considera "uma honra muito grande" conquistar esta distinção, que corresponde a um prémio monetário de 25 mil euros.

O musicólogo e historiador foi distinguido pela academia coimbrã por ser "uma referência da musicologia portuguesa". De acordo com João Gabriel Silva, reitor da Universidade de Coimbra, o júri considerou "inquestionável" atribuir este reconhecimento, por consenso, a Rui Vieira Nery.

Num texto publicado na sua conta do Facebook, o docente da NOVA FCSH sublinha a responsabilidade de "poder suceder neste prémio a académicos tão extraordinários como Maria Helena da Rocha Pereira, Maria de Sousa ou António Sampaio da Nóvoa e a artistas notáveis como Madalena Vitorino, Luís Miguel Cintra, Pedro Costa, António Pinho Vargas ou Julião Sarmento".

Investigador do INET-MD, admitiu ainda esperar que o seu trabalho "possa continuar a corresponder a este desafio".

“Os investigadores têm um dever ético de partilha do seu trabalho"

Em declarações à agência Lusa, Rui Vieira Nery viu a distinção da UC como uma validação do seu trabalho e um encorajamento para prosseguir, no ano em que assinala 40 anos de carreira científica.

Recentemente ligado à candidatura vencedora do Fado a Património Imaterial da Humanidade, o professor defende que “os investigadores têm um dever ético de partilha do resultado do seu trabalho com a sociedade em geral”. “Nós somos pagos para fazer este trabalho pelos cidadãos, e eles têm o direito de beneficiar daquilo que estão a pagar”.

Nery considera ainda que esta distinção “significa que a musicologia é reconhecida como uma disciplina de pleno direito no tecido universitário", destacando a disciplina como "uma componente importante no olhar da cultura para a sociedade, que é uma das funções que a Universidade tem”.

Atualmente, o premiado está a trabalhar “numa recolha muito exaustiva dos relatos dos viajantes estrangeiros em Portugal e no Brasil, entre 1750 e 1834, e sobre aquilo que deixaram escrito sobre música, dança e artes do espectáculo”. O primeiro volume, que irá compreender o período entre 1750 e 1807, será editado ainda este ano.

2018-01-19 11:20
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