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NOVA FCSH promove ciclo de cinema indígena

“Mostra Ameríndia: Percursos do Cinema Indígena no Brasil” traz à Gulbenkian debates, dezenas de filmes, quatro realizadores e Ailton Krenak, destacado líder indígena.

Denunciar as “ameaças políticas, sociais e ambientais” que pendem sobre os indígenas brasileiros, num momento político em que a sua realidade é “extremamente preocupante” é um dos objetivos da iniciativa “Mostra Ameríndia: Percursos do Cinema Indígena no Brasil”, a decorrer de 13 a 17 de março na Fundação Calouste Gulbenkian. O evento, composto por mais de 20 filmes e quatro debates a que estão associados o CHAM, CRIA, IHA, centros de investigação da Faculdade, e o DOC Lisboa, pretende “aumentar o interesse” por essa realidade, completa Pedro Cardim, um dos promotores da iniciativa.

Segundo o docente do Departamento de História, este ciclo de filmes pode “ensinar ao mundo ‘ocidental’ que há formas diferentes e mais equilibradas de se relacionar com o meio ambiente. Podem também ensinar que a diferença cultural não é sinónimo de atraso. Que os Estados têm de encontrar formas de acomodar a diferença cultural, em vez de a perseguir. Que as terras dos povos indígenas têm de ser respeitadas, assim como as suas formas de vida e os seus saberes. Por último, espera-se que o público que vai assistir à mostra tome consciência de que algumas das agressões à condição de vida dos indígenas tiveram início aquando da colonização do Brasil”.

Segundo a organização, o programa da Mostra Ameríndia integra uma multiplicidade de experiências que nos retiram dos lugares convencionais de olhar e entender o cinema. Para isso conta com a presença de quatro realizadores - Alberto Álvares, Ariel Kuruay Ortega, Patrícia Ferreira Keretxu e José de Lima Kaxinawá – e Ailton Krenak, considerado um dos mais influentes líderes dos movimento indígena, com reconhecimento internacional

Consulte o programa

2019-02-15 15:05
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