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NOVA FCSH assinala o Dia Mundial do Combate à Seca e à Desertificação

NOVA FCSH está a levar a cabo a requalificação do sistema de rega e a substituição de toda a iluminação do campus. Conheça aqui a estratégia ecológica da Faculdade.

As preocupações ambientais ganharam nos últimos tempos um novo destaque na sociedade, através do contributo de jornalistas, investigadores, ativistas e líderes políticos. É igualmente responsabilidade das instituições públicas de Ensino Superior adotar práticas sustentáveis no seu funcionamento e educar para a responsabilidade ambiental. Se a subida do nível médio das águas do mar é uma das consequências mais conhecidas das alterações climáticas, também o risco de seca e desertificação se afigura como um problema ambiental do século XXI.

A NOVA FCSH, que realizou uma campanha no dia 5 deste mês a propósito do Dia Mundial do Ambiente, tem nos seus planos de estudo, particularmente nos departamentos de Geografia e Planeamento Regional e Sociologia, várias unidades curriculares dedicadas ao território, à interação ser humano-ecossistemas e ao desenvolvimento sustentável. Jade Freire, estudante do mestrado em Ecologia Humana e Problemas Sociais Contemporâneos da NOVA FCSH, está a desenvolver um trabalho anti-beatas que já mereceu destaque na imprensa nacional.

Em 2019, vamos mais longe na defesa do Ambiente. Por um lado, na educação para o desenvolvimento sustentável que o programa Eco-Escolas, já em curso, quer promover; mas também através de estratégias de eficiência energética que estão previstas no Plano de Atividades para este ano e já começaram a surtir efeitos práticos.

Com a "requalificação do sistema de rega dos espaços verdes e plantação de plantas aromáticas e cobertura do solo a nu", prevê-se que até 31 de dezembro de 2019 a NOVA FCSH consiga reduzir em 50% o consumo de água para este efeito. A substituição de todos os pontos de iluminação da Faculdade por lâmpadas LED até ao final do ano vai também permitir uma redução de 2% no consumo específico de energia elétrica per capita.

É também um dos objetivos para 2019 o aumento em 20% da reciclagem de papel, plástico, vidro, pilhas e materiais eletrónicos. Neste momento, está já em fase avançada a estratégia de utilização de papel reciclado nas impressoras de todos os serviços da Faculdade.

 


No campo da mobilidade sustentável, estão a ser feitos contactos com a Câmara Municipal de Lisboa e a Junta de Freguesia das Avenidas Novas para que, até 31 de dezembro, seja instalada no campus uma doca das bicicletas GIRA. Até lá, toda a comunidade da Faculdade pode continuar a participar na Cicloficina, uma iniciativa mensal em parceria com a Associação de Estudantes.

Também a Associação de Estudantes tem contribuído para uma maior consciencialização ambiental na Faculdade. Na sua página de Facebook, a Direção da AEFCSH destaca algumas medidas que tem posto em prática, como a utilização de ecocopos em todos os eventos, a implementação de ecopontos em vários pontos da Faculdade ou as ações de recolha de beatas.

Vanda Pires, climatologista do IPMA, disse à revista SÁBADO em abril que "as situações de seca em Portugal tornaram-se cada vez mais frequentes desde 2000 e o cenário deverá piorar em consequência das alterações climáticas e do aumento de frequência dos fenómenos extremos, com prejuízos graves na agricultura e pecuária, na energia e no bem-estar das populações". A profissional do Instituto Português do Mar e da Atmosfera esclarece que "o aumento da temperatura - que tem ocorrido nas últimas décadas - tem implicações em todo o sistema meteorológico e vai ter implicações nas ondas de calor, nas situações de seca, na falta de precipitação".

O Dia Mundial do Combate à Seca e à Desertificação foi instituído pela ONU em 1994 e celebra-se a 17 de junho.

2019-06-17 15:30
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