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Como governar Portugal em tempos de crise?

29 de Outubro, 15h00, no Edifício ID, Workshop do CESNOVA analisa o comportamento das oposições em tempos de crise financeira

Elisabetta De Giorgi observa, através do caso português, os comportamentos dos partidos de oposição num contexto de crise financeira e fora dele. Tendo como ponto de partida o início da crise portuguesa e culminando com as eleições antecipadas de Junho de 2011, Governing Portugal in hard times: Government-opposition dynamics during the financial crisis é um workshop do CESNOVA, unidade de investigação da FCSH/NOVA, que coloca em perspectiva a situação política actual. Acontece na próxima segunda-feira, dia 29 de Outubro, a partir das 15 horas na sala 1.05 do Edifício ID.

No início de 2010, já depois do colapso dos bancos nos Estados Unidos da América e logo a seguir à crise da dívida grega, Portugal foi identificado como investimento de alto risco. O governo do Partido Socialista (PS), minoritário no Parlamento, foi obrigado a aprovar, em consenso com o Partido Social Democrata (PSD), pacotes de austeridade. No entanto, o primeiro-ministro José Sócrates insistia que o país não necessitava de um pedido de assistência financeira.

Em Março de 2011, o governo propôs um pacote adicional de medidas (PEC IV), que foi rejeitado por todos os partidos da oposição. O primeiro-ministro demitiu-se e, pouco depois, viria a chamar as instituições internacionais para solicitar um resgate financeiro. Os partidos do centro-direita, PSD e CDS-PP, sublinharam a responsabilidade de Sócrates na necessidade do pedido de ajuda externa e venceram as eleições em Junho de 2011.

Segundo Elisabetta de Giorgi, o caso português dá uma oportunidade única para estudar o comportamento da oposição em várias condições políticas, oferecendo um interessante ponto de vista sobre o impacto da crise financeira em diferentes contextos políticos, nomeadamente os de maioria absoluta ou relativa no Parlamento. Além disso, permite ainda estudar o efeito de um agente externo, a chamada troika: composta pela Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional.

Tendo em conta os dados quantitativos do comportamento legislativo e a análise qualitativa das posições da oposição, pretende-se entender como é que a crise financeira afectou a acção da oposição portuguesa, examinando e comparando o seu comportamento em tempos ‘normais’ e em tempos ‘difíceis’.

2012-10-23 09:55
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