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Shakespeare 400

Até 20 de maio - Biblioteca Mário Sottomayor Cardia exibe exposição alusiva aos 400 anos do falecimento de Shakespeare.

Organizada pela Biblioteca Mário Sottomayor Cardia (BMSC), a exposição “Shakespeare 400” constitui uma forma da FCSH/NOVA se associar às comemorações dos 400 anos da morte de Shakespeare, um autor desde o Romantismo louvado e admirado pela singularidade do seu génio. Com esta mostra bibliográfica de parte das obras do dramaturgo inglês existentes na BMSC, incluindo exemplares de traduções portuguesas, pretende-se, sobretudo, encorajar a descoberta ou redescoberta da obra shakespeariana e chamar a atenção para o seu contributo para a história da literatura e para o entendimento da natureza humana.

Celebra-se no corrente ano de 2016 o quarto centenário da morte de William Shakespeare, dramaturgo inglês nascido em Stratford-upon-Avon, Inglaterra, reinava então Isabel I. Ali viria também a falecer, em 23 de abril de 1616, precisamente no dia do seu aniversário, se aceitarmos a data que tem sido tradicionalmente apontada como a do seu nascimento: 23 de abril de 1564. Por no mesmo dia outros nomes maiores das letras terem igualmente desaparecido, a UNESCO, em 1995, instituiu simbolicamente essa data para comemorar o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor.

Shakespeare deixou para a posteridade perto de 40 peças de teatro, bem como poemas líricos e narrativos que, ao longo dos séculos, têm suscitado contínuo interesse, debate e controvérsia. Também a vida do dramaturgo, envolta em mistério, tem despertado ampla especulação e polémica. Autor hipercanónico que o devir dos tempos transformou em fenómeno da cultura de massas, a obra shakespeariana tem sido objeto de múltiplas leituras e interpretações, traduções e retraduções, tem constituído um espaço textual de ensaio de diversificadas abordagens teóricas e críticas e sido alvo de inúmeras adaptações, atualizações, apropriações, não apenas no teatro mas também na música, no ballet, na pintura, na TV, no cinema… O desafio recentemente lançado pela Hogarth Press a escritores da atualidade (Jeanette Winterson, Howard Jacobson, Tracy Chevalier, Gillian Flynn, Margaret Atwood, Jo Nesbø, Edward St Aubyn, Anne Tyler) para escreverem romances inspirados em peças de Shakespeare (o projecto The Hogarth Shakespeare) é mais um sinal da constante reinvenção da obra do bardo a partir da pluralidade de sentidos que esta potencia e da tão apregoada contemporaneidade de Shakespeare.

Em Portugal, o CETAPS (Centre for English, Translation and Anglo-Portuguese Studies, unidade de investigação com dois pólos, um na Faculdade de Letras da Universidade do Porto e outro na FCSH/NOVA) inclui um grupo de investigação que está a levar a cabo a tradução integral da obra de Shakespeare, para o leitor do século XXI.

2016-04-22 15:55
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