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Fernando Rosas é o primeiro Professor Emérito da NOVA FCSH

A distinção foi aprovada no último Colégio de Diretores da Universidade Nova de Lisboa.

Fernando Rosas, Professor Jubilado do departamento de História e um dos fundadores do Instituto de História Contemporânea, entre muitos outros títulos, tornou-se o primeiro Professor Emérito da NOVA FCSH. Esta distinção, proposta pelo Conselho Científico da Faculdade e aprovada em Colégio de Diretores, é «um reconhecimento do seu percurso académico ímpar, mas também do contributo que continua a dar às áreas de ensino, de investigação e de disseminação do conhecimento da NOVA FCSH», pode ler-se na última newsletter mensal do Diretor Francisco Caramelo, que deu a notícia em primeira mão à comunidade.

Fernando Rosas proferiu a Última Lição em abril de 2016, no auditório da Reitoria da NOVA, com o tema "História, (des)memória e hegemonia". Foi uma última aula «simbólica», porque continua a lecionar, como convidado, a disciplina de História dos Fascismos.

 

Por ocasião da jubliação, Manuel Carvalho, jornalista do PÚBLICO, traçou um retrato do Professor: «Fernando José Mendes Rosas chegou tarde à História. Entre o dia em que terminou o seu mestrado na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e a tarde em que proferirá a sua última lição académica passaram pouco mais de 30 anos. Pouco tempo para uma carreira. Tempo suficiente para deixar uma marca indelével na historiografia do Estado Novo. Partindo da análise económica e social do salazarismo, Rosas estudou depois a razão da sua longevidade política e trouxe uma luz nova sobre a ditadura que governou o país entre 1926 e 1974. As suas teses “são tão detalhadas e têm uma base tão sólida que permanecem actuais”, diz Luís Trindade, professor na Universidade de Londres e discípulo de Fernando Rosas. Uma análise assim tão profunda, continua, “tem conseguido moderar o revisionismo de alguma historiografia do Estado Novo” que surgiu nos últimos anos. E faz com que “a nossa relação com a ditadura seja mais saudável do que a da Espanha”».

Também em 2016, Diogo Ramada Curto, docente do departamento de Estudos Políticos da NOVA FCSH, escreveu sobre o colega, num artigo com o título "Fernando Rosas: uma vida cheia, uma escola aberta e uma visão do Estado Novo": «Na sua dupla faceta de militante e historiador, Fernando Rosas tem tido uma vida cheia. No modo como soube conciliar esses dois lados de acção e trabalho, demonstrando em cada um deles uma enorme tenacidade, será, talvez, um caso raro, pelo menos dentro da academia».

Fernando Rosas foi também deputado à Assembleia da República em 2000 e 2001 e de 2005 a 2010.

 

Fotografia: Jornal i

2019-07-16 15:25
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