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Antiga aluna da NOVA vence prémio "Jornalismo Direitos Humanos & Integração"

“Calar Nunca”, programa de Ana Aranha na Antena 1, deu voz às vítimas de violência doméstica e mereceu a distinção da Comissão Nacional da UNESCO e da Secretaria Geral da Presidência do Conselho de Ministros.

Ana Aranha, licenciada em Ciências da Comunicação pela NOVA FCSH, é a responsável por ‘Calar, Nunca’, uma série de programas da Antena 1 que teve como objetivo “reconhecer o trabalho desenvolvido por profissionais da comunicação, a nível nacional, em prol dos direitos humanos e das liberdades fundamentais” e que venceu o Prémio de Jornalismo Direitos Humanos & Integração.

O galardão reconhece, há 12 anos, os trabalhos em prol da sensibilização para questões humanitárias. Em 2017, o júri responsável pela eleição dos melhores trabalhos jornalísticos foi composto por Guilherme d’Oliveira Martins, Catarina Duff Burnay e Adelino Gomes.

A realizadora admite que “um prémio é um prémio, tão efémero como a rádio”, mas que considera “um estímulo ver o trabalho reconhecido”.

A ideia para lançar o programa, transmitido entre dezembro de 2016 e janeiro de 2017, partiu de Rui Pêgo, diretor da Antena 1, que defendia que, pela “dimensão, gravidade e complexidade das questões ligadas à violência doméstica”, fazia sentido abordar a temática “no canal de serviço público de rádio”.

“Calar, Nunca!” ouviu os testemunhos das vítimas de violência doméstica, mas também a voz dos representantes das associações e dos organismos das polícias e da justiça, que todos os dias trabalham com casos como os destas pessoas que aceitaram contar a sua história à rádio pública. Os nove episódios do programa podem ser ouvidos no RTP Play.

Ana Aranha tem, ao longo da carreira, trabalhado em temas ligados à cultura e história portuguesa dos sécs. XIX e XX. Um dos que maior impacto teve foi ‘No Limite da Dor’, com testemunhos de ex-presos políticos torturados pela PIDE, que deu origem a um livro e a uma peça de teatro.

Também o programa ‘A Vida dos Sons’, que realizou com Iolanda Ferreira, acabou por ganhar vida própria e servir de referência a vários professores de História para o ensino da História Contemporânea.

Nos próximos tempos, esta antiga aluna da NOVA vai continuar a trabalhar em temas relacionados “com a memória e a necessidade de registar testemunhos para memória futura”. Está neste momento a produzir uma série sobre pessoas que viveram no exílio. É intitulada 'Memórias do Exílio' e já está em transmissão na Antena 1.

2017-09-29 11:50
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