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Conhece a biblioteca do Edifício ID?

Saiba aqui tesouros que a Biblioteca Vitorino Magalhães Godinho esconde!

Das bibliotecas da Faculdade, aquela que mais está ligada à investigação é a Vitorino Magalhães Godinho (BVMG), ou não estivesse localizada no 1.º piso do Edifício ID.

Mas quem foi esta personalidade?

Vitorino Magalhães Godinho foi Ministro da Educação e da Cultura no 2.º e 3.º governos provisórios no pós-25 de Abril. Destacou-se sobretudo na área académica e foi um dos fundadores da NOVA FCSH, onde lecionou Sociologia. A sua formação de base foi em Ciências Histórico-Filosóficas, o que lhe permitiu enveredar pela investigação científica em diferentes áreas - tanto em Portugal como em França – com especial ênfase na História da Expansão Portuguesa.

Em 1984 assumiu a direção da Biblioteca Nacional de Portugal, onde foi também entregue parte do seu vasto espólio. A biblioteca pessoal de Magalhães Godinho foi doada pela família à Faculdade e, por isso, lhe foi atribuído esse nome.

A sugestão da equipa da biblioteca da Faculdade esta semana vai para um livro, um tesouro, do século XVIII, que faz parte deste acervo:

 

O autor desta obra, Pedro de Rodríguez Campománes, foi um conhecido político, economista espanhol e ministro das Finanças de Carlos III. Podem ser encontrados registos e outras obras online do mesmo autor na Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes. A impressão é da Oficina de Joachin Ibarra, provavelmente o mais importante “taller de imprenta” em Espanha deste século. Este estabelecimento terá produzido publicações para a Casa Real Espanhola e o seu reconhecimento é perpetuado com a impressão da famosa obra “D. Quixote de La Mancha”. Se desejar saber mais sobre esta oficina poderá consultar o seu fundo antigo na Biblioteca da Universidade de Navarra.

A obra que aqui abordamos hoje é um roteiro, um guia, uma descrição geográfica de como é visto Portugal no século XVIII através de uma visão castelhana. Um livro com variadas descrições, onde se lê sobre a cidade de Lisboa:

"Lisboa, Capital del Reyno, es el mejor Puerto de Portugal, aunque no se pued entrar en él con todos vientos. La bondad de este Puerto, y las muchas Colonias Portuguesas mantienen en él un gran Comercio. El producto de su Alfándiga, ó Aduana es la principal Renta del Rey de Portugal." [pág. 105]

Boas leituras!

2019-05-14 09:35
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