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Seminário: "‘Guerra Electrónica’: rádio e contra-subversão na guerra em Angola, 1961-1974"

O quê
  • Científico
Quando 2018-05-17
de 18:00 até 19:30
Onde Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa
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Organização
Linha Temática Colonialismo, Império e Imaginação Imperial na Época Contemporânea, IHC – NOVA FCSH Grupo de Investigação Impérios, Colonialismo e Sociedades Pós-Coloniais, ICS-ULisboa


João Miguel Almeida (IHC-NOVA FCSH)
Maria José Lobo Antunes (ICS-ULisboa)
Pedro Aires Oliveira (IHC-NOVA FCSH)
Paulo Jorge Fernandes (IHC-NOVA FCSH)


Oradora:
Marissa Moorman (Indiana University Bloomington)

Marissa Moorman é Professora de História de África e Estudos de Média e Cinema. É autora de Intonations: a Social History of Music and Nation in Luanda, Angola, 1945-Recent Times (2008) e está a escrever Powerful Frequencies: Radio, State Power, and the Cold War in Angola, 1931-2002.
Moorman tem publicações sobre música, moda, cinema, rádio e espaço urbano. Faz parte do conselho editorial de Africa is a Country, o blogue que não tem nada a ver com Bono, fome, ou Obama.

 

A radiodifusão em Angola ganhou relevância como uma estratégia de contra-subversão, parte do som e estrutura da militarização, desenvolvimento, e urbanização. Depois de 1961, a centralidade da guerra na definição da agenda política portuguesa reforçou o papel das forças armadas em geral, e obscureceu as linhas entre as instituições e práticas civis e militares na vida diária. Desenvolvimentos na rádio incorporaram essa ambivalência. Na rádio, os estrategistas da contra-subversão buscavam uma solução tecnopolítica para o problema dos movimentos nacionalistas e do anticolonialismo. Dada a natureza fracturada do estado colonial e as sofisticadas práticas de escuta dos diversos públicos, essa tecnopolítica afundou; a implementação de planos para estender a radiodifusão atingiu um sucesso limitado e produziu resultados inesperados. Uma abordagem da questão de contra-subversão pela rádio aumenta o volume nas dissonâncias do estado colonial e as ‘tensões do império.’ Contra James Scott, veremos a importância dos elementos imateriais dos projectos modernistas do estado.

 

Entrada livre.

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