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Apresentação do livro: "O Espectro da Pobreza"

O quê
  • cultural
Quando 2017-03-24
de 18:00 até 19:30
Onde Auditório 1 (Torre B, Piso 1)
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Organização: Instituto de História Contemporânea da FCSH/NOVA

Oradores: Fátima Sá e Melo Ferreira (ISCTE-IUL), Pedro Ramos Pinto (Universidade de Cambridge) e Ana Drago (Dinâmia'CET)

Fátima Sá e Melo Ferreira (ISCTE-IUL), Pedro Ramos Pinto (Universidade de Cambridge) e Ana Drago (Dinâmia'CET) vão apresentar o último livro organizado por Frederico Ágoas e José Neves, "O Espectro da Pobreza: História, cultura e política em Portugal no século XX" (Mundos Sociais).

Este livro sinaliza a variedade de abordagens suscetíveis de serem prosseguidas no âmbito de uma história da pobreza no Portugal Contemporâneo.

Entre finais do século XIX e inícios do século XX, é possível apontar o desdobramento de uma conceção sagrada da pobreza, que se estende daquele que beneficia da caridade àquele que a pratica, considerado abençoado, a uma configuração da mendicidade como desvio, no âmbito do controlo social exercido pelo Estado e da carência como problema social e económico.

Este desdobramento suscita três linhas de investigação, a primeira das quais visando compreender a pobreza na sua relação com a produção de saberes científicos como a saúde pública, a economia ou a sociologia, eles próprios relacionados com a imposição de políticas públicas, e com manifestações artísticas contemporâneas, como a fotografia.

A segunda linha procura situar o problema da pobreza como eixo determinante dos projetos políticos orientados para o governo do país, atendendo tanto às contradições sociais que esses projetos exprimem como ao modo de situarem internacionalmente a nação.

Finalmente, uma terceira linha de investigação dirige-se à experiência subjetiva do fenómeno. Trata-se aqui de contrariar a tendência para uma história da pobreza que, ignorando a agencialidade dos pobres, os tenha à condição de simples vítimas, bem como abordagens que os confinam a uma identidade cultural particular, ora estigmatizada como irremediável, ora celebrada enquanto romântica, tal como tem sido evocada pelos efeitos exotizantes promovidos por processos de mercantilização da “tradição”, do “rural” ou do “antigo”.

 

Entrada livre.

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