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Número 3
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Bernardo Vasconcelos e Sousa
COORDENAÇÃO EDITORIAL
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Maria Adelaide Miranda
CONTACTO

Instituto de Estudos Medievais
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas - Universidade Nova de Lisboa
Av. Berna 26 C, 1069-061 Lisboa

ISSN 1646-740X

estudosmedievais@fcsh.unl.pt

ano 3  ● número 3  ● 2007

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Resumos abstracts

Imagens da Arte. Contributos para a historiografia da Arte em Portugal no século XV [TEXTO INTEGRAL]
Maria Filomena Borja de Melo
What is the discourse about art and aesthetic in late Middle Age? Before Kant, before contemporary art critics, before a systematic reflexion about art, how was it to talk about art subjects, about beauty, about the art works that were done around? What and how was it seen and what was ignored?

The purpose of the thesis, which resume is presented hear, was to find a few answers to those and other related questions, beginning by finding the ways to the answers. If working without specific art texts, it was first necessary to select alternative sources to supply information. Different kinds of texts were chosen, in order to arrive to some guidelines that leaded to common and coherent references about philosophic conceptions, art vocabulary, aesthetic emotions, art as a work, and so on.

Among some waited answers, a few surprises also. Beauty is Good, because Good is God. So beauty must be God’s image in number, proportion, equilibrium, harmony, greatness and light. Rich materials where in the way of beauty and, at least interested a lot the writers, on those days. Other specific conclusion was that something known was something safe, so difference and peculiarity were not a aim to achieve. As well, the owners, those who proceeded or ordered were more appreciated than the artists or art workers. Short, it was much more important to do something, and do it well, than to care how and who did: that was, more or less, what Saint Thomas claimed.

Os Padres do Deserto na Galiza: Apropriações e usos da
Literatura Monástica Oriental na Autobiografia de Valério do Bierzo.
Implicações no Imaginário sobre o Mal [TEXTO INTEGRAL]
Ronaldo Amaral

A apropriação literária no âmbito hagiográfico na Idade Média, ou em seu alvorecer, como a época que nos ocupa, deve ser vista pelo historiador do imaginário, como um processo que implica, não só a subtração de textos, e mesmo ideias, mas, de alguma forma, a “presentificação”, com suas devidas adequações, do lido e do apropriado pelo leitor, a seu vivido. O texto e suas circunstâncias criam a “realidade” do leitor, aflora na sua mesma práxis, no seu cotidiano sensível, e se o vive novamente; e, ainda mais “plenamente”, pois o acontecimento se vê asseverado e justificado pela força de verdade e autoridade do antigo, tão caro ao homem medieval, principalmente no âmbito das religiosidades, em que ocupa um lugar premente a mentalidade e o imaginário. Apresentamos aqui, um texto talvez único na Antiguidade Tardia, o de um monge santo, nada abastado social e economicamente, que se auto-incumbiu de hagiografar-se. E neste seu trabalho, deixou-nos um testemunho, talvez igualmente único, das vicissitudes mentais de um monge asceta, que engendradas em grande medida por suas leituras, passaram a práxis do seu cotidiano, pois ambas as circunstâncias deveram comungar de situações e estados análogos. A leitura, e seus mecanismos mentais, realizados por Valério do Bierzo, frente à “vida” e os “feitos” dos Padres do Deserto se realizavam para que, de alguma forma, justificassem sua mesma existência e suas realizações, e não porque o eremita hispano se apropriava das virtudes e das circunstâncias daqueles tão só aplicando-as a seu texto, mas porque igualmente as vivia de forma tão “sensível” e “real” como acreditara vivenciado por aqueles.