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Número 20 | Julho – Dezembro 2016 ISSN 1646-740X en
 

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ISSN 1646-740X

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Resumos / Abstracts

  Jean-Pierre Molénat
Peut-on trouver trace de la Loi islamique dans les documents arabes chrétiens de Tolède des XIIe et XIIIe siècles? / Can we find a trace of the Islamic Law in the christian arabe documents of Toledo of the XIIth and XIIIth centuries?
[VER TEXTO INTEGRAL/FULL TEXT]

During the 12th and 13th centuries, Toledo´s notarial diplomas certify the persistent Arabization of city Christian populations, traditionally designated as Mozarabic. Not only the script and the and the language of those diplomas are effectively Arabic, but also the used formulas, starting by the initial basmala (God´s invocation), have the origin in the Muslim notarial practice. The featured witnesses are “professional witnesses”, and here one is able to find some of the city’s prominent personalities, who certify have seen and heard both parties establish the contract. That said, the contract celebration is situated in a recent past, and not in the present, as it occurs with the notarial acts form the non-Arab Christian population from the same period. Yet, over and above the formal issues, it is not easy to find a direct influence of the Islamic law in those diplomas. Even an expression of Arab origin as evident as «marjadraque» [marǧi‘al-darak] it does not necessarily addresses to any Islamic law rule, as that guarantee was already assured in the Visigoths’ law. Also, the clauses of the matrimonial contracts or family shares, are more as per the Fuero Juzgo than the Islamic law. Although the enormous Arab influence in the “Mozarabic Christians” from Toledo, which actually lasted more than two centuries after city´s Christian conquer, it is not possible to find testimonies that prove the influence of the Islamic law over them.
Keywords: Toledo, Mozarabic Christians, notarial diplomas, Islamic law, Foro Velho.

Durante os séculos XII e XII, os diplomas notariais de Toledo atestam a arabização persistente dos moradores cristãos da cidade tradicionalmente designados como "moçárabes". Não só a grafia e a língua desses diplomas são efectivamente árabes, mas também as fórmulas usadas, a começar pela basmala inicial (a invocação de Deus), têm origem na prática notarial muçulmana. As testemunhas que neles figuram são "testemunhas profissionais", entre as quais se encontram alguns dos notáveis da cidade e que atestam ter visto e ouvido as partes realizar o contrato em questão, sendo assim a celebração do contrato situada num passado próximo, e não no presente, tal como ocorre nos actos notariais da população cristã não-arabizada desse mesmo período. Mas, para lá das questões formais, não é fácil encontrar nesses diplomas uma influência directa do direito islâmico. Até mesmo uma expressão de origem árabe tão evidente como "marjadraque" (marǧi‘al-darak) não remete necessariamente para uma regra do direito islâmico, uma vez que essa garantia já estava prevista no direito dos Visigodos. Também as cláusulas dos contratos matrimoniais, ou das partilhas familiares, se conformam mais facilmente ao Fuero Juzgo que à lei Islâmica. Apesar da enorme influência árabe nos "moçárabes" de Toledo, que durou mais de dois séculos após a conquista cristã da cidade, não é possível encontrar testemunhos que provem o impacto que sobre eles tiveram os preceitos da Lei islâmica.
Palavras-chave: Toledo, moçárabes, diplomas notariais, Lei islâmica, Foro Velho.

 
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  Luísa Trindade
Uma outra representação da Rua Nova dos Mercadores, em Lisboa: a tábua do “martírio de S. Sebastião
, de Gregório Lopes / Another representation of the Rua Nova dos Mercadores, in Lisbon: the Martyrdom of St. Sebastian by Gregório Lopes [VER TEXTO INTEGRAL/FULL TEXT]

From the empirical recognition of the connection between two urban representations – the depiction of the Rua Nova dos Mercadores (New Street of Merchants), in Lisbon, belonging to the Kelmscott Manor Collection (c. 1570) and the background architecture of the Martyrdom of St. Sebastian, painted by Gregório Lopes for the Convent of Christ in Tomar (1530s) – and its subsequent conclusions, this paper revisits some of the most iconic iconographic representations of the city, the arguments that supports their identification and their importance for the knowledge of the central areas of the 16th century Lisbon, city so often described and yet so poorly imagined.
Keywords:
Rua Nova dos Mercadores, Lisbon, 16th century urbanism, King Manuel I, Gregório Lopes.

A partir da constatação empírica da proximidade entre duas representações urbanas – a pintura da Rua Nova dos Mercadores, de Lisboa, pertencente à Kelmscott Manor Collection (c. 1570) e a arquitetura de fundo do Martírio de S. Sebastião, pintado por Gregório Lopes para a Charola do Convento de Cristo em Tomar (década de 1530) – e das conclusões que daí decorrem, revisitam-se algumas das mais emblemáticas representações iconográficas da cidade, as teses que suportam a sua identificação e a importância de que se revestem para o conhecimento dos espaços centrais da Lisboa quinhentista e, assim, da sua imagem, tão descrita quanto ainda deficientemente imaginada.
Palavras-chave: Rua Nova dos Mercadores, Lisboa, urbanismo quinhentista, D. Manuel I, Gregório Lopes
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  Maria Amélia Álvaro de Campos
O testamento de Pedro Domingues, 1335: a fundação da capela em honra de D. Branca, infanta de Portugal, na igreja de Santa Justa em Coimbra / The bequest of Pedro Domingues, 1335: the foundation of a chapel in honour of Dona Branca, princess of Portugal, in the church of Santa Justa of Coimbra
[VER TEXTO INTEGRAL/FULL TEXT]

In 1335, Pedro Domingues, who identified himself as servant and squire of Dona Branca, princess of Portugal, made his will in which founded one chapel to celebrate his soul, the soul of his family and the soul of the princess Dona Branca. This paper presents a case study and it publishes the palaeographic transcription of the original testamentary will. More than the analysis of the behaviour of medieval society towards the dead, we want to question the function of this chapel in the social mobility of one family from the urban oligarchy. For this purpose we will specially question the particularity of the association of the name of the princess to the chapel in analysis.
Keywords: Portuguese medieval society, urban parish, medieval testamentary will, Portuguese royal family.

Em 1335, Pero Domingues, que se identifica como criado e escudeiro da Infanta D. Branca, faz o seu testamento, no qual funda uma capela para celebrar a sua alma, a alma dos seus familiares e a alma da infanta D. Branca de Portugal. Este artigo apresenta um estudo de caso e publica o referido testamento. Mais do que a análise da atitude do Homem medieval perante a morte, pretende-se problematizar a função desta capela na projecção social de uma família da aristocracia urbana. Para tal, problematizaremos especialmente a singularidade da associação do nome da infanta portuguesa à celebração da referida capela.
Palavras-chave: Sociedade medieval portuguesa, paróquia urbana, testamento medieval, família real portuguesa
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  Pablo Castro Hernandéz
Monstruos, prodigios y maravillas en los viajes de Pero Tafur / Monsters, prodigies and wonders in Pero Tafur's trips
[VER TEXTO INTEGRAL/FULL TEXT]

This paper analyzes the concept of the monstrous in travel books from the late Middle Ages. We review the work Andanças e viajes by Pero Tafur, a Spanish travel book written during the fifteenth century. While the recent historiography argues that the supernatural and wonderful events are scarcely used by the traveler in his work, our research examines how the notion of the monstrous is inserted into the tradition of the wonders of the medieval travel. The monsters reflect a disorder in nature, representing the low and evil. They are an anomaly that escapes from traditional forms, expressing excessive, huge and grotesque characteristics. Tafur applies this concept of the monstrous in his travels and adventures. The traveler preserves the use of mirabilia narrative tradition of medieval travelers. For the traveler, the monster is manifested through prodigious beings and wild beasts, having an extraordinary and supernatural character. In other words, the monster denotes explicit elements that make a difference; but at the same time, creates surprise, amazement, horror and wonder.
Keywords: Monsters, Wonders, Travels, Pero Tafur, Middle Ages.

El presente estudio aborda el concepto de lo monstruoso en los libros de viajes a fines de la Edad Media, revisando de manera concreta el caso de las Andanças e viajes de Pero Tafur, un escrito de viajes español redactado durante el siglo XV. Si bien la historiografía reciente sostiene que en la obra de Tafur los eventos sobrenaturales y maravillosos son escasamente utilizados por el viajero, nuestra investigación examina cómo el cuadro de lo monstruoso se inserta dentro de la tradición de las maravillas en los relatos de viajes medievales. El concepto de lo monstruoso refleja un desorden dentro de la naturaleza, dando cuenta de una anormalidad corporal o física, o en las actitudes barbáricas y bestiales de las criaturas. Lo monstruoso representa lo bajo y lo perverso, una anomalía que escapa de las formas tradicionales de la naturaleza y que conlleva a lo excesivo y lo grotesco. En este sentido, Tafur aplica este concepto de lo monstruoso en sus andanzas, conservando el recurso de los mirabilia de la tradición narrativa de los viajeros medievales. Es así como el monstruo se manifiesta a través de seres prodigiosos y bestias salvajes, los cuales dan cuenta del carácter extraordinario y sobrenatural. En otras palabras, el monstruo denota elementos explícitos que marcan una diferencia; pero al mismo tiempo, ese otro, constituye aquello que genera sorpresa, estupefacción, terror y maravilla.
Palavras-chave: Monstruos, Maravillas, Viajes, Pero Tafur, Edad Media.

 
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  Natália Albino Pires
A imagem do outro na Crónica da Tomada de Ceuta pelo Rei D. João I de Gomes Eanes de Zurara / The image of the Other in Gomes Eanes de Zurara’s Crónica da Tomada de Ceuta pelo Rei D. João I
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The representation of the Other is as old as the cultural history of humanity and the image that is portrayed of that Other depends entirely on the I that describes and builds it. Thus, based on the theoretical assumptions of imagology, we aim at analysing the image of the moors as depicted on the Chronicle of the Conquest of Ceuta, seeking to track the topos of the Portuguese praise, cornerstone of the construction of national identity.
Keywords: Moor, Portuguese, Otherness, Crónica da Tomada de Ceuta, Zurara.

A representação do outro é tão antiga como a história cultural da humanidade e a imagem que desse outro se veicula depende integralmente do eu que a descreve e constrói. Assim, tendo por base os pressupostos teóricos da imagologia, propomo-nos analisar a imagem do mouro transmitida na Crónica da Tomada de Ceuta, procurando rastrear o topos do enaltecimento dos portugueses, basilar da construção da identidade nacional.
Palavras-chave: Mouro, Portugueses, alteridade, Crónica da Tomada de Ceuta, Zurara.

 
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