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Número 2
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O primeiro número da Medievalista, a revista on line do Instituto de Estudos Medievais (IEM), saiu em 2005, numa altura em que já se encontrava gravemente doente o presidente do IEM...
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ISSN 1646-740X

estudosmedievais@fcsh.unl.pt

ano 2 ● número 2  ● 2006

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Historiografia de uma Novela de Cavalaria Peninsular: O Amadis de GaulaEstado da Questão e “Bibliografia Comentada”*

Filipa Medeiros
Instituto de Estudos Medievais/FCSH-UNL

*Este sucinto estudo enquadra-se numa investigação mais ampla, que pretende ser uma tese de mestrado, presentemente em curso.

 

Este artigo tem como objectivo fazer uma abordagem ao romance de cavalaria Amadis de Gaula[1], nomeadamente ao seu estado actual de investigação, traçando-se, deste modo, a respectiva evolução historiográfica. Procurar-se-á sistematizar e analisar, por um lado, os principais estudos relativos à obra em apreciação e, por outro, apresentá-los sob a forma de “bibliografia comentada” – aqui, por questões de ordem metodológica, apenas referida e sintetizada - precedida de uma apreciação crítica das principais tendências de investigação. Neste sentido, o propósito final do trabalho consiste na elaboração de um texto crítico globalizante sobre a investigação do Amadis, bem como, caso tal se revele exequível e necessário, os campos problemáticos que o circundam (literatura cortesã, amor cortês, cavalaria, etc…). Em síntese, o que se pretende é criar um instrumento de trabalho eficaz no tratamento do Amadis de Gaula. Por último, esta investigação representa um retorno ao estudo deste romance pela historiografia portuguesa, a ele praticamente alheio desde a década de setenta do século XX.

O Amadis de Gaula é-nos hoje conhecido a partir do texto elaborado por Garcí Rodríguez de Montalvo - regedor da cidade de Medina del Campo[2] – cuja primeira versão terá sido publicada no ano de 1508, em Saragoça, embora se admita a possibilidade da existência de uma anterior, talvez de 1496. Tal como o autor enuncia no prólogo da obra o texto em estudo resulta de uma longa transformação textual uma vez que a narrativa primitiva foi produzida por vários autores e constava de quatro livros, tendo Rodríguez de Montalvo corrigido e modernizado os três primeiros; traduzido e emendado o quarto; e acrescentado um quinto, intitulado Las Sergas de Esplandián.[3] No que respeita ao manuscrito primitivo, nada se sabe, apenas restando dele quatro fragmentos em castelhano, datados de inícios do século XV (cerca de 1420), eruditamente estudados, sobretudo, por Rodríguez-Moñino, que concluiu que as supostas adições de Montalvo representam, na realidade, mais supressões do que aditamentos da sua autoria; e ficando, também, comprovada a existência, no texto original, de duas das mais importantes personagens do romance, isto é, Nasciano e Esplandián, ao contrário do que alguns estudiosos supunham.[4] Neste contexto, destaca-se, ainda, um importante ensaio realizado por Juan Baptista Avalle-Arce, que aponta a elaboração do Amadis primitivo durante o reinado de Sancho IV de Castela, ou seja, entre os anos de 1284 e 1295, nos quais se assistiu a uma intensa e profícua actividade cultural.[5]

Por todos estes aspectos, a obra encontra-se envolvida em intrincados problemas de autoria, de traçado primitivo e de recepção, até à presente data bastante discutidos e estudados pela comunidade científica, mas nunca solucionados na sua totalidade. Uma das hipóteses mais prováveis para a génese do Amadis é, possivelmente, a da sua raiz ibérica. Assim, parece apropriado tomar este texto como a mais importante novela de cavalaria peninsular, se exceptuarmos, é claro, o D. Quixote. Daí espanhóis, portugueses e, até mesmo, franceses terem reclamado para si a autoria da obra.[6] Actualmente pode colocar-se de parte a tese francesa, cujos argumentos se revelam pouco verosímeis. A favor da tese espanhola contam-se os seguintes factos: em primeiro lugar, a edição inicial da novela realizou-se em Saragoça, no ano de 1508, tendo sido escrita em espanhol por Garcí Rodríguez de Montalvo, que a corrigiu, actualizou e lhe aditou o quinto livro; em segundo lugar, as mais antigas alusões à narrativa partem de autores espanhóis, entre os quais Canciller Ayala em seu Rimado de Palácio (c. 1380) ou, ainda, Pedro Ferrús, poeta do Cancioneiro de Baena, que se refere ao Amadis em três livros (c. 1371). A favor da tese portuguesa reúnem-se os subsequentes argumentos: foi Zurara quem, pela primeira vez, se referiu a Vasco de Lobeira como o autor do Amadis, na Crónica de D. Pedro de Meneses (livro I, cap. 63), datada de 1460; em segundo lugar, também nos Poemas Lusitanos (séc. XVI), de António Ferreira, se encontram dois sonetos alusivos ao episódio de Briolanja, atribuindo-se a narrativa ao «bom Vasco de Lobeira»; em terceiro lugar, a obra faz menção ao infante D. Afonso (irmão de D. Dinis), que, entusiasmado com o enredo pede ao seu autor que mude o episódio dos amores de Briolanja, fazendo, assim, com que esta passasse a ser correspondida pelo herói (livro I, cap. XL); em quarto lugar, temos talvez o argumento mais determinante: os lais de Leonoreta, patentes no Amadis e, simultaneamente, no Cancioneiro da Biblioteca Nacional (nºs 230 e 232), aí atribuídos a João Lobeira, trovador dos reinados de D. Afonso III e D. Dinis. Mas seria errado pensar que tudo o que se pode e tem discutido em torno do Amadis é a questão da sua autoria. A historiografia desta novela vai muito mais para além disso.

Por ter sido criado à sombra dos cânones da Matéria da Bretanha e do Ciclo Troiano, o Amadis não constituiu, de facto, uma obra completamente original no âmbito da literatura cortesã medieva, designadamente pela teia romanesca, geografia, perfil psicológico das personagens, maravilhoso, concepção mitológica, preponderância do feminino, entre muitas outras vertentes.[7] Porém, a grande novidade do Amadis prende-se com a eficácia do desenlace narrativo, mas, sobretudo, com a liberalidade e a humanidade do herói, na medida em que ele não é somente o mais justo, leal e valente, mas também, o de intenções mais profundas. Assim sendo, Amadis é fruto da relação secreta entre Perión, rei da Gaula, e Elisena, filha de Garínter, rei da Pequena Bretanha. Ao nascer, Amadis é abandonado pela mãe, que o lança às águas numa pequena arca, na qual se encontra uma carta com o seu nome e com a sua condição real. É salvo por Gandales da Escócia, que o cria como sendo seu filho. Com apenas sete anos de idade enamora-se de Oriana, na corte do rei Languines da Escócia. É armado cavaleiro por Périon, seu pai, que ignora tratar-se do seu filho. Após a vitória contra Abiés da Irlanda é reconhecido pelos seus pais. Mais tarde consegue a união amorosa com Oriana, o senhorio da Ínsula Firme e o triunfo da máxima prova de amor, designada de «arco dos leais amadores». Segue-se um período de isolamento na Penha Pobre, causado pela rejeição da amada, embora ambos depressa se reconciliem em Miraflores, resultando desse reencontro um filho, de nome Esplandián. A intensa sucessão de aventuras levam-no a partes longínquas e exóticas, chegando mesmo a Constantinopla. Por fim, após o reconhecimento público da sua união com Oriana, Amadis retira-se da vida cavaleiresca, dedicando-se ao governo da Grande Bretanha, por abdicação de Lisurte, seu sogro.[8]

Tendo em conta os contornos novelescos referidos, inéditos até então, depreende-se a enorme popularidade do Amadis de Gaula, atestada pela sua constante reedição durante a centúria de Quinhentos, tendo-se prolongado a obra em 12 livros conhecidos pelo «Ciclo dos Amadises», que rivalizava com um ciclo mais novo e nele inspirado, o «Ciclo dos Palmeirins». Desta forma, é inquestionável a projecção que esta obra deteve na vida social e cultural dos séculos XV e XVI, bem como a sua influência em inúmeras obras literárias suas posteriores, como é o caso do Quixote, ao longo do qual não se subtraem elogios ao Amadis, a única das novelas de cavalaria poupada às cerradas e mordazes críticas cervantinas.[9]

É ainda de referir que Montalvo concebeu o Amadis como uma espécie de manual de cortesania, bem ao gosto dos códigos renascentistas, dando, deste modo, resposta às críticas oriundas de um sector que tomava o género cavaleiresco como fútil e nocivo.[10]

Neste contexto, resta abordar uma das problemáticas que mais controvérsia tem suscitado entre os estudiosos amadisianos e que se prende com a intervenção de Rodríguez de Montalvo no texto original. Na realidade, as investigações mais actuais tendem a resumir o labor do Regedor às digressões de carácter moralizante e retórico, mais visíveis a partir do livro III. Para Juan Manuel Cacho Blecua – um dos mais notáveis investigadores da literatura peninsular medieval - a principal intervenção de Montalvo não se relaciona apenas com meras modificações argumentais, mas sim com a introdução de uma ideologia diferente e de uma nova estética, mais conforme aos novos tempos que se viviam, em última análise, à exaltação da luta messiânica contra o Infiel e ao triunfo da cavalaria espiritual, muito de acordo com a política expansionista dos Reis Católicos. Resumindo, o modelo final seria o alcance entre uma velha matéria, a do Amadis primitivo, representativa de uma tradição medieval, aliada a uma visão messiânica e muito mais positiva, protagonizada pela emergência de uma nova cavalaria, cujo protótipo se reveste em Esplandián, o herói cristão por excelência.[11]

Após esta sucinta apresentação do Amadis de Gaula e das principais problemáticas que o rodeiam, traça-se, então, uma panorâmica global da investigação sobre o romance em estudo. Parece-nos correcto dividir a escrita sobre o Amadis em quatro partes distintas, correspondendo cada uma delas a uma fase historiográfica específica. Em termos gerais, os critérios utilizados para o estabelecimento desta divisão foram dois: as preocupações temáticas e a forma de entendimento do próprio texto por parte dos investigadores.

Delineia-se, assim, uma primeira fase, que se estende de finais do século XIX a meados do século XX, protagonizada pela historiografia inglesa, francesa e peninsular, e que se caracteriza, essencialmente, pelas primeiras abordagens à obra de uma forma mais sistemática e coerente, pois há que ter em conta que esta foi desde sempre objecto de interesse por parte de inúmeros curiosos.[12] As principais preocupações temáticas desta fase relacionam-se com a origem da novela (ou seja, autoria e localização geográfica), sua língua primitiva e respectivas influências. Acrescenta-se, também, o início do estudo da tradução francesa do Amadis, elaborada por Herberay des Essarts, durante a primeira metade do século XVI.[13]

Surgem, igualmente, as primeiras teses de doutoramento[14], diferenciando-se, entre elas, os trabalhos de Grace Williams[15], que representaram, de facto, um verdadeiro arranque no domínio do Amadis de Gaula, na medida em se apresentou, pela primeira vez, um estado da questão relativo a esta obra. Entre muitos outros aspectos, a autora enfatiza as semelhanças entre o Amadis e os restantes romances da narrativa arturiana francesa, nomeadamente com o Lancelote em prosa e com o Tristão, em especial quanto à onomástica, à geografia da acção e, ainda, às categorias mentais.[16]

Por fim, cabe, também, enunciar as pesquisas de Teófilo Braga,[17]  de Alexandre Herculano[18] e de Carolina Michaëlis de Vasconcelos[19], que em muito contribuíram para o enriquecimento dos argumentos em prol da autoria portuguesa do Amadis.

Depois desta fase preliminar, inaugura-se uma outra, entre as décadas de 50 e 60 do século XX, dominada pela historiografia inglesa e peninsular, adivinhando-se, também, um interesse, embora ainda prematuro, da historiografia americana. Assiste-se à proliferação do campo de estudos, com especial relevância para os trabalhos de Edwin Place, que fez uma edição crítica do Amadis.[20] Este autor escreveu, também, um importante artigo relativo ao estado da questão do romance, ao longo do qual sintetizou criticamente os seus principais estudos, para além de reflectir, de uma forma bastante detalhada, sobre a sua onomástica, apontando as inegáveis procedências célticas.[21] Resta, ainda, destacar um importante estudo de Place, cujo propósito foi delimitar a versão primitiva do romance. Neste sentido, constatou-se que o Amadis já circulava em Castela entre os anos de 1331 e 1350 em apenas um ou dois livros, e que em 1371 já constava de três livros, tal como se comprova pela referência de Pedro Ferrús, poeta do Cancioneiro de Baena.[22]

Ainda nesta etapa historiográfica encontramos a publicação do artigo de Rosa Lida de Malkiel (1952-1953), relativo ao desfecho do Amadis primitivo, que constitui, ainda hoje, um marco de referência no contexto dos estudos amadisianos.[23] Desta forma, a autora defende o trágico desenlace do texto primitivo, no qual Amadis era morto pelo seu filho Esplandián, suicidando-se Oriana. 

Por fim, em 1957, Rodríguez-Moñino dá à estampa um artigo conjunto[24], colocando em evidência, pela primeira vez, fragmentos do Amadis original, que permitiram o reforço das teses defendidas por Rosa Lida de Malkiel.  

É ainda nesta fase historiográfica que se começa a explorar a temática amorosa nas suas diversas vertentes[25], assistindo-se, paulatinamente, à multiplicação das teses de doutoramento, não somente respeitantes à novela, mas também à sua influência literária. Entre as primeiras destaca-se uma tese inédita relativa ao estudo do maravilhoso, e entre as segundas, uma investigação sobre a tradução italiana do Amadis. [26]

Entre a década de 70 e os finais da década de 80 do século XX a historiografia entra numa terceira fase, na qual se destaca o labor dos investigadores espanhóis e americanos. Neste período não só se continua a assistir ao acréscimo e diversificação dos temas (à semelhança da fase anterior), mas, sobretudo, ao aprofundamento do estudo da obra, agora analisada sob novos métodos e perspectivas. Assiste-se, assim, a uma intensa renovação nos campos literário e historiográfico.

Neste âmbito, revela-se determinante, em primeiro lugar, o profícuo trabalho académico de Frank Pierce, publicado em 1976, que de uma forma nova e globalizante privilegiou a abordagem às estruturas narrativas do romance, bem como à vertente ideológica e psicológica das personagens, destacando, por último, a relevância da emergência do Amadis enquanto paradigma literário.[27]

Em segundo lugar, salienta-se o inovador ensaio de Cacho Blecua, editado em 1979. Trata-se de uma ampliação da sua tese de doutoramento, e o seu propósito consiste na análise de grande parte dos episódios do Amadis, sob as mais variadas vertentes metodológicas, tendo em linha de conta que a novela equilibra e ajusta diferentes personagens do mito heróico (nascimento excepcional, predestinação profética, abandono, etc.).[28] Assim sendo, é o percurso do herói ao longo da trama novelesca que servirá de fio condutor ao desenvolvimento do seu estudo. O autor assinala, ainda, a relevância dos elementos mítico-folclóricos de grande tradição literária – tal como se constata nas restantes novelas do ciclo arturiano – embora, no Amadis, transformados por completo.

Ainda nesta fase assiste-se ao aumento do número de teses de doutoramento,[29] bem como ao início do estudo de novas e interessantes temáticas ligadas à História Cultural e à designada “História do Género”, tais como o estudo das armas,[30] os elementos mítico-simbólicos,[31] os vários aspectos inerentes ao amor cavaleiresco,[32] as profecias[33], etc…

Finalmente, temos uma quarta e última fase, delimitada a partir dos finais da década de 80 os nossos dias. Esta etapa historiográfica caracteriza-se por um «boom» dos estudos sobre o Amadis, essencialmente levados a cabo pela historiografia espanhola e argentina e, em menor grau, pela historiografia americana. Para além dos aspectos literários e narrativos, a antropologia e a sociologia históricas, assim como a filologia e o simbolismo ganham especial relevo. De certo modo, pode dizer-se que se assiste a uma saturação/ esgotamento a nível dos campos de estudo que a obra proporciona ao investigador.

As principais temáticas abordadas são: o simbolismo[34]; a magia[35]; as profecias[36]; o folclore[37]; as influências greco-romanas e bizantinas[38]; o estudo do feminino[39]; a cavalaria[40]; o espaço, sobretudo as geografias insulares[41]; a temática amorosa e a cortesia[42]; os estudos filológicos variados[43]; os aspectos jurídicos[44]; os motivos folclóricos[45], entre muitos outros aspectos.

Ainda nesta fase, assiste-se à publicação, em 1990, de um importante ensaio académico da autoria de Avalle-Arce – a que atrás se aludiu - que, por meio de uma minuciosa análise, propôs uma delimitação textual para o Amadis primitivo, circunscrevendo, deste modo, os parâmetros da reelaboração de Montalvo.[46] 

Sobre a investigação mais actual e em curso, realça-se a criação, em 1998, de uma base de dados de literatura cavaleiresca, designada de Clarisel, e que se trata de um projecto do Departamento de Filologia Espanhola da Universidade de Saragoça.[47] A principal finalidade desta base on-line é reunir o máximo de trabalhos sobre as mais diversas vertentes suscitadas por este campo de estudos, incorporando a produção cavaleiresca escrita nas diferentes línguas hispânicas (castelhano, catalão, galego-português e português), trabalhando-a não apenas sob o ponto de vista filológico, mas também histórico, artístico, folclórico e antropológico.

Uma última característica a apontar será a sequência da elaboração de teses de doutoramento, direccionadas, sobretudo, para as áreas do folclore e da magia.[48]

Pela exposição e análise do estado actual da investigação no Amadis de Gaula, conclui-se, desde logo, que este é um dos romances de cavalaria que mais interesse tem despertado entre os diversos investigadores. Devido à sua projecção literária e social enquanto género editorial e a nível de ciclo literário, tem sido considerado o paradigma do modelo cavaleiresco, a síntese perfeita da tradição medieval e a condição sine qua none para a criação da novela moderna. Chegado a este estado de mestria literária adivinhava-se, inevitavelmente, a exaustão do género cavaleiresco ao longo da centúria de Quinhentos, apenas ressuscitado pela paródia cervantina, para a qual representava, “cosa de misterio, porque fue (…) el mejor de todos los libros que de este género se han compuesto y así, como o único en sua arte, se debe perdonar.”[49] Do mesmo modo, atingindo-se um abrangente e exaustivo nível de investigação durante quase duzentos anos – sobretudo nos domínios literários e narrativos – será que podemos arriscar dizer que o Amadis de Gaula aporta ao século XXI como uma obra praticamente esgotada em termos de objecto de estudo?

 O que se procura com a realização deste trabalho é, em ultima instância, fazer um balanço historiográfico dos estudos amadisianos, que permita não só uma sistematização da obra e a sua concepção global, mas também esclarecer as diversas formas de entendimento a que esteve sujeita ao longo das várias décadas de investigação. Assim, se alcançarmos estes objectivos num livro que pareceu uma «cosa de mistério», já nos daremos por satisfeitos.

 

Bibliografia sucinta sobre o Amadis de Gaula

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[1] Garcí Rodríguez de Montalvo, Amadís de Gaula, Juan Manuel Cacho Blecua ed., 2 vols., Madrid, Cátedra, 2001.

[2] Cfr. Emílio Sales Dasí, “Garcí-Rodríguez de Montalvo, regidor de la noble villa de Medina del Campo”, in Revista de Filología Española, t. LXXIX (fasc.1-2), Jan.-Jun., 1999, pp. 123-158.

[3] Cfr. Isabel Almeida, “Amadis de Gaula”, in Dicionário de literatura medieval galega e portuguesa, Giulia Lanciani e Giuseppe Tavani org. e coord., Lisboa, Editorial Caminho, 1993, p. 49.

[4] Cfr. Antonio Rodríguez Moñino, Agustín Millares Carlo, Rafael Lapesa, El primer manuscrito del Amadís de Gaula, Madrid, Imprenta de Silverio Aguirre Torre, 1957, p. 24.

[5] Cfr. Juan Baptista Avalle-Arce, Amadís de Gaula: El primitivo y el de Montalvo, México, Fondo de cultura económica, 1990, p. 100 e pp. 416-417.

[6] Cfr. Maussaud Moisés, “Amadis de Gaula”, in Dicionário de literatura, Jacinto do Prado Coelho dir., vol. 1, Porto, Livraria Figueirinhas, 1997, pp. 44-45.

[7] Cfr. Manuel Rodrigues Lapa, “O Amadis de Gaula”, in Lições de literatura portuguesa. Época medieval, Coimbra, Coimbra Editora Lda., 1956, pp. 248-261.

[8] Cfr. Carlos Alvar, Breve Diccionario artúrico, Madrid, Alianza Editorial, 1997, p. 13.

[9] Cfr. Maussaud Moisés, op. cit., p. 45.

[10] Cfr. Isabel Almeida, op. cit., p. 50.

[11] Cfr. Juan Manuel Cacho Blecua, Los cuatro libros de Amadís de Gaula y las Sergas de Esplandián: los textos de Garcí Rodríguez de Montalvo” in Edad de oro, t. XXI, 2002, p. 89 e pp. 96-101.

[12] Cfr. Daniel Eisenberg; Cármen Marín Pina, Bibliografía de los libros de caballerías castellanos, Zaragoza, Prensas Universitarias de Zaragoza, 2000, pp. 139-145.

[13] Cfr. Hugues Vaganay, “Les trésors d’Amadis. Essai de bibliographie” in Revue hispanique, nº LVII, 1923, pp. 115-126.           

[14] Maximilian Pfeiffer, Amadisstudien, Maguncia, s.n.; Werner Mullert, Studien zu den letzen büchern des Amadis romans, Halle, Max Niemayer, 1923.

[15] Grace Williams, “The Amadis question”  in Revue hispanique, t. XXI (nº 59), 1909, pp. 1-167.

[16] Cfr. Grace Williams, op. cit., pp. 39-40.

[17] Teófilo Braga, História das novelas portuguesas de cavalaria. Formação do Amadis de Gaula, Porto, Imprensa Portuguesa, 1873.

[18] Alexandre Herculano, “Novellas de cavallaria portuguesas. Amadis de Gaula”, in Opúsculos, vol. IX, Literatura, Lisboa, Tavares Cardoso & Irmão, 1873-1908, pp. 87-99.

[19] Carolina Michaëlis de Vasconcelos, prefácio a Romance de Amadis, Lisboa, Imprensa Libânio da Silva, 1912, pp. 12-41.

[20] Edwin Place, Amadis de Gaula, 4 vols., Madrid, CSIC, 1959-1969, reimpressão em 1971.

[21] Edwin Place, “The Amadis question” in Speculum, nº XXV, 1950, pp. 357-366.

[22] Edwin Place, “Fictional evolution: the old french romances and the primitive Amadís reworked by Montalvo” in Publications of the modern language association of America, vol. LXXI (nº 3), Junho de 1956, pp. 521-529.

[23] Maria Rosa Lida de Malkiel, “El desenlace del Amadis primitivo”, in Romance philology, vol. VI, 1952-1953, pp. 283-289.

[24] Antonio Rodríguez Moñino, op. cit.

[25] Cfr. Juan Baptista Avalle-Arce: “El arco de los leales amadores en el Amadís”, in Nueva revista de filología hispánica, nº VI, 1952, pp. 149-156.

[26] Vide Ozores Álvarez, Lo inverosímil, lo verosímil y lo fantástico en el Amadís, Barcelona, Universidad de Barcelona, 1961; Antony C. Mottola, Amadís de Gaula in Spain and in France, Fordham, Fordham University, 1962; V. Foti, La tradizione italiana di «Amadís de Gaula», Roma, Università La Sapienza, 1966.

[27] Frank Pierce, Amadis de Gaula, Boston, Twayne Publishers, 1976.

[28] Juan Manuel Cacho Blecua, Amadís: heroísmo mítico cortesano, Madrid, Cupsa, 1979.

[29] Eloy González Argüelles, El ‘Amadís de Gaula’: análisis y interpretación, Ohio, Ohio State University, 1974; Barbara Langholf, Die syntax des deutschen Amadisromans. Undersuchung zur sprachgeschichte des 16. Jahrhunderts, Hamburg, Helmut Buske, 1973; May Kagan Simon, A history of the controversy relative to the date and authorship of the «Amadís», Ohio, Western Case University, 1974; H. Bruce Raymond, The courtly ancestry of “Amadis de Gaula”, Arizona, Arizona University, 1977;  Francisca Domingo del Campo, El lenguaje en el «Amadis de Gaula», Madrid, Universidad Complutense, 1984.

[30] Nelly Porro, “La investidura de armas en el Amadis de Gaulain Cuadernos de historia de España, vols. LVII-LVIII, 1973, pp. 331-408.

[31] Yolanda Roussinovich de Solé “El elemento mítico-simbólico en el Amadís de Gaula. Interpretación de su significado” in Thesaurus, vol. XXIX (nº1), 1974, pp. 129-168.

[32] Antony Van Beyestreveldt, “El amor caballeresco del Amadís y el Tirantein Hispanic review, nº 49 (4), 1981, pp. 407-425.

[33] Eloy González Argüelles, “Función de las profecias en el Amadís de Gaulain Nueva revista de filología hispánica, t. XXXI (nº 2), 1982, pp. 282-291.

[34] Aquilino Suárez Pallasá, “Simbolismo de la Torre de Apolidón del Amadís de Gaulain II Jornadas internacionales de literatura española medieval (20-22 de agosto), Buenos Aires, Universidad Católica Argentina, 1987; Emílio Sales Dasí, “Algunos aspectos de lo maravilloso en la tradición del Amadís de Gaula: serpientes, naos y otros prodigios”, in Actas del VII congreso de la ’asociación hispánica de literatura medieval (Castelló de la Plana, 22-26 de setembre de 1997), Santiago Fortuño Lloréns, Tomás Martínez Romero ed., Castelló de la Plana, Publicaciones de la Universitat Jaume I, 1999, vol. 3, pp 345-360.            

[35] Rafael Mérida Jiménez, “Funcionalidad ética y estética del hada medieval en el Amadís de Gaula y en las Sergas de Esplandián”, in Congresso internacional de Bartolomeu Dias e a sua época. Actas, Porto, Universidade do Porto, 1989, vol. 4, pp. 475-488; Jacobo Saiz Hermida, “La función mágica del anillo en el Amadís de Gaulain Actas del III congreso de la asociación hispánica de la literatura medieval (Salamanca, 3 al 6 de octubre de 1989), M.ª Isabel Toro Pascua ed., Salamanca, Biblioteca Española del Siglo XV. Departamento de Literatura Española y Hispanoamericana, 1994, vol. II, pp. 933-940.

[36] Javier Roberto González, “Función de las profecias en el Amadís de Gaula”, in Nueva revista de filología hispánica, nº 31, 1982, pp. 282-291; id., “La profecía general sobre Esplandián en el Amadís de Gaula”, in La cultura hispánica y Occidente. Actas del IV congreso argentino de hispanistas (Mar del Plata, Argentina, 18-20 de Mayo de 1995), Edith Marta Villarino, Laura R. Scarano, Elsa Graciela Fiadino y Marcela G. Romano ed., Mar del Plata, Faculdad de Humanidades / Universidad Nacional de Mar del Plata, 1997, pp. 334-337.                    

[37] Maria Paloma Gracia Alonso, “El nascimiento de Esplandián y el folclore”, in Actas del III congreso de la asociación hispánica de la literatura medieval (Salamanca, 3 al 6 de octubre de 1989), M.ª Isabel Toro Pascua ed., Salamanca, Biblioteca Española del Siglo XV. Departamento de Literatura Española y Hispanoamericana, 1994, vol. II, pp. 623-628; Fernando Carmona, “Largueza y don en blanco en el Amadís de Gaula”, in Medieovo e Literatura. Actas del V congreso de la asociación hispánica de la literatura medieval, (Granada, 27 septiembre – 1 octobre 1993), Juan Paredes Nuñez ed., Granada, Universidad de Granada, 1995, vol. I, pp. 507-521.

[38] Maria Paloma Gracia Alonso, “El «Palacio Tornante» y el bizantismo del Amadís de Gaulain Medioevo y literatura. Actas del V congreso de la asociación hispánica de literatura medieval (Granada, 27 Septiembre – 1 Octobre 1993), Juan Paredes Nuñez ed., Granada, Universidad de Granada, 1995, vol. II, pp. 443-455; Javier Roberto González, Amadís de Gaula: una historia romana”, in Studia hispanica medievalia  IV. Actas de las V jornadas internacionales de literatura española medieval, Azucena Adelina Fraboschi et alli ed., Buenos Aires, Universidad Católica Argentina, 1999, pp. 285-294.

[39] María Haro Cortés, “La mujer en la aventura caballeresca: dueñas y doncellas en el Amadís de Gaulain Literatura de caballerías y orígenes de la novela, Rafael Beltrán ed., Valencia, Universitat de Valencia, 1998, pp. 181-217; Emílio Sales Dasí, “La dueña traidora: venganzas y secuestros en las continuaciones del Amadís de Gaula”, in Medievalia, nºs 32-33, 2001, pp. 24-36.

[40] Juan Manuel Cacho Blecua, La iniciación caballeresca en el Amadís de Gaulain Evolución narrativa y ideológica de la literatura caballeresca, M.ª Eugenia Lacarra ed., Bilbao, Servicio Editorial Universidad del País Vasco, 1991, pp. 59-79; Josef Prokop, “Los diferentes conceptos de caballería en el Amadís de Gaula y Las Sergas de Esplandiánin [http: //romanistica.ff.cuni.cz/premio/ sergas.htm], 4, 2002. 

[41] Silvia Lastra Paz, “La visión insular y litoral del espacio en el Amadís de Gaula in Letras, nºs 27-28, 1993, pp. 31-37; Axayácatl García Rojas, “Centros geográficos y movimiento del héroe: de la Ínsula Firme a la Peña Pobre en el Amadís de Gaulain Voz y letra, t. XI (nº 2), 2000, pp. 3-20. 

[42] Mariela Rígano, “Algunos aspectos de la expressión de la cortesía en la novella de caballería: el Amadís de Gaula”, in Lecturas críticas de textos hispánicos. Estudios de literatura española. Siglo de Oro, Melchora Romanos coord., Florencia Calvo y Melchora Romanos ed., Buenos Aires, Eudeba, 2000, vol. 2, pp. 79-98; Bruno Damiani, “Amictia and amor: toward an analysis of love and sexuality in Amadis de Gaula” in A. R. Lauer – H. W. Sullivan, Hispanic essays in honor of Frank P. Casa, New York, Peter Lang, 1999, pp. 3-9.

[43] Junnosuke Miyoshi, “La partícula «más» en el Amadísin Thesaurus. Homenaje a Rafael Torres Quintero, nº 52, 1997, pp. 133-143; Aquilino Suárez Pallasá, “Sobre la evolución de –nn-, -nw-, y –w- interiores intervocálicas en la onomástica personal del Amadís de Gaulain Revista de filología española, nº 77 (3-4), 1997, pp. 281-320.

[44] Silvia Lastra Paz, “La gestualidad jurídico-medieval en el Amadís de Gaula”, in Actas del V congreso argentino de hispanistas (mayo, 1998, Córdoba –Argentina), Córdoba, 2000, vol. I, pp. 463-469; Juan Luís Suárez, “«El derecho, muchos son los que razonan y pocos los que conoscen». Elementos jurídicos en la estructura del Amadís de Gaulain Medievalia, nºs 32-33 (Enero-Diciembre), 2001, pp. 11-23.

[45] Sonia Garza Merino, Amadís de Gaula (libro 1º). Motivos y Unidades Narrativas, tesis de licenciatura dir. por Carlos Alvar Ezquerra, Alcalá de Henares, Departamento de Filología, 1998; Juan Manuel Cacho Blecua, “Introducción al estudio de los motivos en los libros de caballerías: la memoria de Román Ramírez”, in AAVV, Libros de Caballerías (del «Amadís» al «Quijote»). Poética, lectura, representación y identidad, María Sánchez Pérez, Eva Carro Carbajal y Laura Puerto Moro ed., Salamanca, Seminario de Estudios Medievales y Renascentitas, 2002, pp. 27-53, no qual se menciona uma uma tese de doutoramento em curso sobre os motivos dos primeiros livros de cavalarias hispânicos por Ana Carmen Bueno Serrano.

[46] Juan Baptista Avalle-Arce, op. cit.

[48] Maria Gracia Alonso, Análisis y estudio del “Amadís de Gaula” en relación con otras narraciones caballerescas: algunos aspectos, Barcelona, Publicaciones Universitat de Barcelona, 1991; Rafael Mérida Jiménez, Contexto cultural y configuración literaria del tema de la magia en el “Amadis de Gaula”, Barcelona, Publicaciones Universitat de Barcelona, 1999. 

[49] Juan Luis Alborg, “Los Libros de caballerías. El «Amadis de Gaula», in Historia de la literatura española, vol. 1. Edad media y renascimiento, Madrid, Editorial Gredos, 1992, pp. 470.