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Número 19 | Janeiro – Junho 2016 ISSN 1646-740X en
 

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ISSN 1646-740X

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Resumos / Abstracts

  Carlos F. Clamote Carreto
A voz ou a plenitude do texto. Performance oral, práticas de leitura e identidade literária no Ocidente medieval / The voice or the text completeness. Oral performance, reading practices and literary identity in the medieval West
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In a famous episode described in his Confessions (Book VI, 3), St. Augustine expresses his confusion and perplexity to the attitude of his master and friend Ambrose whose eyes roam, in absolute silence, through the pages of a manuscript. How can we explain this astonishment that modern criticism has interpreted as a clear evidence that High Middle Ages, following the models of Classical Antiquity, mainly developed the reading aloud, rather than the Early Middle Ages that had invented silent reading? Through the privileged perspective of French Medieval Literature (but not only), these reflections aim to question the evolutionary and cognitive conception of the history of reading refocusing the problem in the irreducible tension – which has partly characterized Western culture – between the letter and the voice, between an idealization of the writing elevated into the magic sphere of the Sacred (or the Law) which places the oral performance under the sign of a corrupted fabula, and a long tradition that, from Plato to Hegel, assimilates logocentrism and phonocentrism. In this perspective, writing, a signifier of a signifier (Jacques Derrida), is nothing but a tarnished crystallization of the voice which emanates the entire Being and the unity of the word.
Keywords: French Medieval Literature; Oral and written culture; History of reading; History of book.

Num célebre episódio relatado no livro VI, 3 das suas Confissões, Santo Agostinho manifesta a sua perturbação e perplexidade perante a atitude do seu mestre e amigo Ambrósio cujos olhos deambulam, em absoluto silêncio, pelas páginas de um manuscrito. Porquê este espanto que a crítica se apressou a interpretar como uma inequívoca prova de que a Alta Idade Média, herdeira dos modelos da Antiguidade Clássica, cultivou essencialmente a leitura em voz alta, ao invés da Baixa Idade Média (essencialmente a partir dos séculos XI-XIII) que teria inventado a leitura silenciosa, prática que o progressivo alargamento das comunidades textuais (Brian Stock) viria acentuar de forma irreversível? Partindo do testemunho privilegiado da literatura francesa medieval (mas não só), estas reflexões visam questionar a conceção evolucionista e cognitiva da leitura recentrando a problemática na irredutível tensão – que tem em parte caracterizado a cultura ocidental – entre a letra e a voz, entre uma idealização da escrita erguida à esfera mágica do Sagrado (ou da Lei) que coloca a performance oral sob o signo da efabulação corruptora, e uma longa tradição que, de Platão a Hegel, assimila o logocentrismo a um fonocentristo em que a escrita, significante do significante (Jacques Derrida) não passa de uma cristalização redutora da voz da qual emana a totalidade do ser e a plenitude da palavra.
Palavras-chave: Literatura Francesa Medieval; Tradição oral e cultura escrita; História da leitura; História do Livro.

 
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  Sabrina Soledad Orlowski
Principales tendencias historiográficas sobre la organización militar visigoda del reino de Toledo / Main historiographical trends on the kingdom of Toledo’s Visigoth military organization
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The purpose of this paper is to analyze the main historiographical tendencies on the issue of the Visigothic military organization. We reviewed the most influential authors and their arguments within of this field in order to present its central topics of analysis. It is thus necessary to review the most important bibliography seeking to demonstrate that each trend of historical studies make very significant contributions that cannot be discarded in the current empirical research. Furthermore, we demonstrate that there are assumptions that have been defined in a particular historiographical moment, whose arguments have been adopted by successive generations of researchers without critical reflection.
Keywords:
Visigoths; Kingdom of Toledo; Army; Historiography; Historiographical tendencies.

El propósito de este trabajo es analizar las principales tendencias historiográficas sobre la organización militar visigoda. Haremos un repaso de los autores más influyentes y sus argumentos en torno al tema enunciado a fin de presentar los problemas más importantes. Es necesario repasar la producción historiográfica buscando demostrar que cada escuela realiza aportes significativos que no pueden ser desechados en las investigaciones empíricas actuales. Asimismo, demostraremos que existen presupuestos que han sido definidos en un momento historiográfico, cuyos argumentos han sido adoptados por las sucesivas generaciones de investigadores sin reflexión crítica.
Palavras-chave: Visigodo; reino de Toledo; ejército; historiografía; tendencias historiográficas.

 
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  Francisco Marmolejo Cantos
Coín en época andalusí, centro administrativo y militar de la Algarbía malagueña / Coín during the Andalusian period, the administrative and military center of the Algarbía malagueña
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Our contribution presents the evolution of an Andalusī Castle that eventually becomes a Madina, as Catholic Kings besiege the Granada Kingdom. It collects and translates Andalusī writings over the Malaga town of Coín, which administratively centralized Malaga western sector and preserved its territorial integrity in the Nasrid Period. This paper will trace its history from the 10th to the 15th century, since it was under the control of 'Umar ibn Hafsun until it was fortified as a frontier town by Abd al-Rahman III. Without falling into generalities, one will witness how the border moves back to the advancing Christian troops and how the Andalusī population retreats and focuses on the Kingdom of Granada.
Keywords: Urban center, evolution, Coin, al-Andalus, 10th-15th centuries.

Nuestra contribución plantea la evolución de un ḥiṣn andalusí que eventualmente se transforma en madīna a medida que se estrecha el cerco a Granada. Se acopia y traduce de los textos andalusíes las diversas noticias que existen dispersas sobre esta población (Ḏakwān en los textos), la cual centraliza administrativamente el distrito occidental malagueño y preserva su integridad territorial en época nazarí. Recorreremos su historia desde el siglo X al XV, desde que quedó bajo control de Ibn Ḥafsūn hasta que fue refortificada como plaza fronteriza por ‘Abd al-Raḥmān III y, sin caer en generalidades, seremos testigos excepcionales de cómo la frontera retrocede ante el avance cristiano y la población andalusí se repliega y concentra en el reino de Granada.
Palavras-chave: Centro urbano, evolución, Coín, al-Andalus, siglos X-XV.

 
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  Abel Estefânio
De novo a data e o local de nascimento de Afonso I / Once again on the date and birthplace of Afonso I
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Whatever the place where Afonso Henriques was born, our knowledge about its historical importance remains the same. It is just a mere biographical formality. However, the investigation of this detail in the scientific field may be important for a biography of his parents. Implying a thorough examination of the actual itinerary of Count Henry and Teresa, surely that will help to better understand their political role in an environment dominated by a succession crisis. The documentation of Sahagún Monastery has brought an unexpected and decisive contribution to this study, while opening the possibility of our first king having been born in the court of León-Castilla.
Keywords: Formation of the nationality, Sahagún Monastery, Succession of Alfonso VI, Henry of Burgundy, Afonso Henriques.

Seja qual for o lugar em que nasceu D. Afonso Henriques, o nosso conhecimento acerca da sua importância histórica permanece o mesmo. Trata-se apenas de uma mera formalidade biográfica. Contudo, a investigação deste detalhe no plano científico pode ser importante para uma biografia dos seus pais. Implicando um exame minucioso do efetivo itinerário do conde D. Henrique e de D. Teresa, seguramente que ajudará a compreender melhor o seu papel político em uma conjuntura dominada por uma crise sucessória. A documentação do mosteiro de Sahagún veio trazer um aporte inesperado e decisivo para esse estudo, ao mesmo tempo que abriu a possibilidade de o nosso primeiro rei ter nascido no seio da corte de Leão e Castela.
Palavras-chave: Formação da nacionalidade, Mosteiro de Sahagún, Sucessão de Afonso VI, Henrique de Borgonha, Afonso Henriques.

 
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  António Carlos Martins Costa
As Ordens Militares em combate nos finais da Idade Média: o caso da Guerra da Sucessão de Castela (1475-1479) / Military Orders in confrontation during the transition from the Middle Ages to Modernity: War of the Castilian Succession (1475-1479)
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In the late fifteenth century, distant was the context of the emergence of the Military Orders, which occurred in the Classic Middle Ages, when Cluny diffused the ideal of a strong monasticism, chivalry was established as christianized group and the Crusade sought the freedom of holy places and the removal Islamic threat about Christianity. Within the peninsular area, where these militias were established since the twelfth century to fight the Muslims in the Reconquista, we can look at the hinge to modernity his martial aspect, not always considered by historiography for this time of transitions at war. Taking in account the War of Succession of Castile 1475-1479, we seek to understand - based on portuguese, castilian and aragonese sources – the (active) role assumed by the Military Orders on the preparations and on the operations of the campaign led by Afonso V at the neighboring kingdom, with a high point in the Battle of Toro (1476), as well as the defense of the portuguese frontier; and the actions on the Castile of the Catholic Kings, characterized by volatility positions and internal conflict, these militias staged, as we shall see, various military actions, revealing determinants in the evolution of strife.
Keywords: Medieval Military History; Military Orders; Battle of Toro; Afonso V of Portugal; Catholic Kings.

Nos finais do século XV, longe ia o contexto do aparecimento das Ordens Militares, ocorrido na Idade Média Plena, quando os cluniacenses difundiam o ideal de um monaquismo vigoroso, a cavalaria se estabelecia enquanto grupo cristianizado e a Cruzada procurava a libertação dos lugares santos e o afastamento da ameaça islâmica sobre a Cristandade. No quadro peninsular, onde estas milícias se estabeleceram desde o século XII para combater os muçulmanos na Reconquista, conseguimos observar na charneira para a modernidade a sua faceta marcial, nem sempre considerada pela historiografia para esse tempo de transição bélica. Tomando por objecto a Guerra da Sucessão de Castela de 1475-1479, procuraremos compreender - com base em fontes portuguesas, castelhanas e aragonesas - o papel (activo) que as Ordens Militares assumiram nos preparativos e nas operações da campanha que D. Afonso V conduziu no reino vizinho, com ponto alto na Batalha de Toro (1476), bem como na defesa da raia portuguesa; na Castela dos Reis Católicos, caracterizadas pela volatilidade de posições e pela conflitualidade interna, estas milícias protagonizaram, como veremos, as mais diversas acções militares, revelando-se determinantes na evolução da contenda.
Palavras-chave: História Militar Medieval; Ordens Militares; Batalha de Toro; D. Afonso V de Portugal; Reis Católicos.

 
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