Instituto de Estudos de Literatura Tradicional

Responsável: Ana Paula Guimarães (Professora Auxiliar)

 

I - OBJECTIVOS

Considerando que a Literatura Tradicional/ Oral/ Popular faz parte do património universal da humanidade, que ela é o veículo por excelência de afirmação da identidade e, simultaneamente, de aproximação entre os povos (segundo carta de recomendação da UNESCO, Paris, 1989), visa este Instituto entusiasmar para a reflexão sobre o ensino desta disciplina a nível escolar e universitário. Acentua-se, desde logo, a vastidão do âmbito uma vez que não se deverá ter em conta apenas as culturas de comunidades rurais mas também as do meio urbano e suburbano onde diversos grupos profissionais e instituições documentam aspectos particulares da cultura popular em estudo. Tentar-se-á encorajar o respeito pela cultura tradicional/popular, vendo nela um vasto campo de acção não apenas a nível da recolha mas também do tratamento de dados com vista a conhecer rigorosamente o material preservado de forma a produzir sobre ele outros objectos culturais (dissertações, livros, videos, etc.) que alterem a perspectiva marginalizadora de que actualmente ainda detêm não só aos olhos do grande público mas também ao nível da comunidade científica.

 

II -- PROGRAMAS DE INVESTIGAÇÃO

  1. Ecologia e Tradição: constituição de uma base de dados sobre a representação do ambiente na Literatura Tradicional Oral portuguesa (com a colaboração do Centro de Tradições Populares Portuguesas Manuel Viegas Guerreiro da Universidade de Lisboa).
  2. Tradição e Modernidade: a presença da Literatura Tradicional em autores portugueses do século XIX e XX.

1. Relativamente à primeira linha de investigação, está em curso uma cartografia sobre a representação do corpo, espaço, tempo, alimentação, natureza e ambiente no corpus da tradição popular portuguesa (Adolfo Coelho, Consiglieri Pedroso, José Leite de Vasconcellos, Maria Aliete Galhoz, Pedro Ferré, Teófilo Braga, etc.).

Justamente pelo seu carácter inter ou trans-disciplinar, ponto de encontro entre as ciências da natureza e as ciências humanas que dão aliás nome a esta Faculdade, a Ecologia surge como disciplina adjunta a este processo. Lançamos o desafio: trata-se de ver nestas colecções/recolhas uma pulsão conservadora que faz do parque natural onde os textos se encontram (páginas de um livro) alguma coisa de falso (não chegando a ser fake, fabricado à maneira de?) por lhe ter sido retirado o contexto original mas também qualquer coisa de autêntico por se preservarem textos como formas de vida natural tanto quanto possível sem intervenção humana (sem correcções, adaptações). A literatura tradicional, por vezes tão dificilmente apreensível e catalogável aquando na sua dimensão performativa, ressurge aqui vedada de vandalismos vindos do exterior, cercada por uma designação genérica, preservada e imunizada no presente para que um trabalho futuro possa vir a ser realizado.

Entendemos a literatura tradicional em volume e em processo de análise como uma forma de ecomuseu, um centro de investigação, observatório e laboratório, ponto de encontro de investigadores de diversas áreas do saber. O quadro de disciplinaridade instalado nas nossas universidades (na sequência de um longo debate questionando a validade do estudo fragmentado face ao unificado) tem sido substancialmente posto em causa neste século. A incapacidade de ver para além dos limites impostos pela disciplina tem deixado por explorar importantes avenidas do conhecimento. A nível de formação básica e de licenciatura, a educação terá, segundo esta perspectiva, justamente falhado devido à excessiva compartimentação do ensino e à fragmentação do saber que, por sua vez, se revela inadequado para a resolução de problemas reais.

Numa obra intitulada Ecological Literacy: Education and the Transition to a Postmodern World (Albany, NY, State University of New York Press, 1992), David Orr reflecte sobre a iliteracia ecológica que exige "the more demanding capacity to observe nature with insight, a merger of landscape and mindscape". O falhanço da sociedade ocidental face à alfabetização ecológica adviria de vários factores que Orr expõe: "First [ ecological literacy] implies the ability to think broadly, to know something of what is hitched to what. This ability is being lost in an age of specialization... Ecological literacy is difficult, second, because we have come to believe education is solely an indoor activity... The decline in the capacity for aesthetic appreciation is a third factor working against ecological literacy... [ It] is becoming more difficult, I believe, not because there are fewer books about nature, but because there is less oportunity for the direct experience of it."

Central para Orr é o problema da especialização, o perigo da disciplinaridade. Os assuntos ambientais são complexos e não podem ser entendidos no âmbito de uma simples disciplina ou departamento: "disconnectedness in the form of excessive specialization is fatal to comprehension because it removes knowledge from its larger context". E continua: "a genuine liberal arts education will foster a sense of connectedness, implicatedness, and ecological citizenship, and will provide the competence to act on such knowledge". Cada vez mais o importante na reconceptualização dos propósitos educacionais parece ser a promoção de diversidade de pensamento e uma mais vasta apreensão da interrelação de todos os elementos. Quem melhor do que "uma formiga de pé preso na neve", parábola do modo de estar do indíviduo no mundo, para expor esta implicação mútua de todos os seres do universo, de todas as áreas do saber (modos, olhares que tentam aprender o todo a partir sempre de um ponto de vista, a disciplina)?

Segundo Orr, "connective education means restructuring the learning environment in order to overcome the centripetal effects of academic specialization and the split between intellect and experience. Rearranging pigeonholes won’t do."

A importância prática da disciplina, fundamental para a estruturação de cursos e organizações curriculares não pode fazer esquecer a essencialidade do todo que o saber constitui, seja na forma como transparece nos curricula universitários, seja na forma como vive nas diversas culturas. O problema acentua-se no estudo da ecologia, uma disciplina que se constitui na interrelação dos saberes da casa e para a qual é extremamente problemática a actual tendência para a excessiva especialização. A proposta de Orr parte de seis princípios de interligação que facilitam a tarefa a quem se envolve no estudo de questões ambientais a propósito da ciência, da técnica ou mesmo das humanidades:

1º toda a educação é educação ambiental;

2º os tópicos e assuntos ambientais são complexos e não podem ser entendidos por uma só disciplina e por um só departamento;

3º para os habitantes de uma determinada comunidade, a educação ocorre em parte num diálogo com o próprio lugar e com a sua própria conservação;

4º a forma como a educação é levada a cabo é tão importante como o seu conteúdo;

5º a experiência de contacto com o mundo exterior, incluindo o chamado mundo natural, é essencial na compreensão do ambiente e conduz a um pensamento claro e rigoroso;

6º a educação desafia à construção de uma sociedade sustentável e desenvolve a competência individual para lidar com os sistemas naturais.

Para além das obras de Thompson Julie Klein, Interdisciplinarity: Hstory, Theory, and Practice (Detroit, MI, Wayne State University Press, 1990) e Jonathan Collett e Stephen Karakashian, Greening the College Curriculum: A Guide to Environmental Teaching in the Liberal Arts (Washington D.C., Island Press, 1996), Steven Hoffman da Universidade de St. Thomas (St. Paul), propõe como leitura, no seu artigo sobre "Environmental studies and the limits of the discipline" (Janeiro de 1997), o trabalho de Dale Jamieson, Pedagogical and Design Issues for Environmental Studies Programs (conferência na Universidade de St. Thomas em Setembro de 1996). Consideramos que as sugestões de Jamieson são um excelente ponto de partida para o nosso trabalho:

1º o programa de estudo deve ser orientado a partir de um problema. Daí que consideremos a hipótese de trabalhar a partir de questões básicas colocadas na actualidade, nomeadamente, nos media e no discurso científico e tecnológico a propósito de questões como, por exemplo, a política dos rios, a falta de água, a extinção de determinadas espécies, as alterações climáticas, crescimento populacional, família, parentesco, solidariedade social e adopção. Não deixará de interessar à comunidade conhecer o modo como a tradição tem vivido estas situações quer problematizando-as, quer cantando-as ou contando-as em textos que fazem parte do seu imaginário e que, de tão próximos, acabam por não ser vistos e observados pelos discursos dominantes. O problema que se coloca à partida é levantado pelo biólogo Luís Cancela da Fonseca e corresponde à necessidade de entendimento da representação do ambiente no imaginário popular português. As disciplinas envolvidas no projecto (literatura, filosofia ou ética ambiental, biologia, antropologia) contribuem para a sua resolução ou solução.

2º a perspectiva deve ser comparatista. O percurso pelos textos não dispensará finalmente uma ligação ao discurso da biologia, por exemplo. Como tal, contamos com a presença de investigadores capazes de equacionar o problema tal como ele é colocado nas humanidades e no discurso científico.

3º o conhecimento deve ser substantivo ("substantive knowledge", segundo Jamieson) e capacitar os investigadores para a prática numa atitude de humildade, de empatia para com o objecto de estudo e para com os informantes sempre com a preocupação de ligar o mundo da investigação bibliogrática e informática à experiência de terreno. Visa este Instituto agir no sentido de proporcionar instrumentos de trabalho para o ensino, tentando prestar serviço à comunidade quer no fornecimento de dados, por exemplo, sobre a representação do ambiente no imaginário do povo português , quer na aplicação prática de determinados resultados.

2. A segunda linha de investigação visa articular o conhecimento da Literatura Portuguesa consagrada com a tradição popular. Assim, depois de colocadas, sistematicamente, questões teóricas relativas ao problema tradição/ modernidade, oralidade/ escrita, memória/ colecção, popular/ popularizante, folclore/ fakelore, investiga-se a presença de elementos tradicionais em textos de autores do século XIX e XX.

Os trabalhos de investigação realizados neste âmbito articulam um olhar inovador com o aprofundamento de questões longamente tratadas pelos historiadores literários e serão alvo de publicação que dê conta da feição palimpséstica da produção literária consagrada sobretudo na sua componente tradicional/ oral/ popular.

 

III – PUBLICAÇÕES

  • Livros, revistas e antologias

Maria Teresa Meireles, Contos e Lendas—abordagem e reflexão, volumes I e II (1º e 2º ciclo—10º ano). Lisboa, Vega, 1998.

Ana Paula Guimarães, "A mulher, o amante, o marido e o infante", Actas do 5º Congresso da Associação Internacional de Lusitanistas (org. T.F.Earle). Oxford- Coimbra, 1998.

Ana Paula Guimarães, "Diálogo de dois professores (composto por um só) acerca do livro de Natael Rianço, Escrevo ao Sabor da Pena editado por José d’Encarnação", Escrevo o que Penso. Cascais, Associação Cultural de Cascais, 1998.

Ana Paula Guimarães e António Goetze Piano, "Viagem do Homem de Lata pelo Caminho das Pedras Amarelas", Actas das V Jornadas "A Educação na Viragem do Século" (no prelo desde Novembro 1997).

Ana Paula Guimarães e Manuela Parreira da Silva, "Cartas ouvidas; corpos inventados", Correspondências (org. Teresa Almeida), revista do Departamento de Linguas e Literaturas Românicas (no prelo desde 1997).

Ana Paula Guimarães, Nós de Vozes— Acerca da Tradição Popular Portuguesa-- prefácio de Teresa Rita Lopes. Lisboa, Colibri (com a colaboração do Centro de Tradições Populares Portuguesas Manuel Viegas Guerreiro; no prelo a sair em 1999).

Ana Paula Guimarães, "Mais Luz sobre a Abecedoria ou a História de uma Menina Preformacionista" Mehr Licht, Cadernos de História e Filosofia das Ciências da Universidade Lusófona (no prelo, a sair em 1999).

Maria Teresa Meireles, Conto e Reconto—Histórias Tradicionais Contadas às Crianças. Lisboa, Vega (a editar em 1999).

Maria Teresa Meireles, Elementos e Entes Sobrenaturais nos Contos e Lendas. Lisboa, Vega (a editar em 1999).

Ana Paula Guimarães (org.), Falas da Terra--Ecologia e Tradição, investigação decorrente do curso leccionado em Março de 1997 na Fundação das Casas de Fronteira e Alorna efectuada por membros do Instituto de Estudos de Literatura Tradicional: Amélia Gomes, Anabela Gonçalves, Andreia Cavaleiro, Arijana Medvedev, Carla Laranjeira, Clara Pimentel, Idalina Lejeune, Luisa de Medeiros, Manuela Parreira da Silva, Maria Teresa Branco Meireles, Rita Mota, Vera Salvador.

Comentários interdisciplinares: Luís Cancela da Fonseca, António Goetze Piano, Carlos Augusto Ribeiro, Carlos Torres, Clara Pinto Correia, Inês de Ornellas e Castro, Isabel Raposo, José A. Bragança de Miranda, Luis Palma, Luisa Schmidt, Maria José Palla, Pedro Prista, Viriato Soromenho Marques. Prefácio por Mia Couto (com a colaboração do Centro de Tradições Populares Portuguesas Manuel Viegas Guerreiro; preparação da edição em curso).

  • Dissertações de mestrado e doutoramento

Maria Gertrudes Veríssimo, Actualidade pedagógica de Adolfo Coelho (1993).

Ana Vitória Cláudio, Francisco Adolfo Coelho -- o saber institucional e as tradições populares (1993).

Irene Rodrigues Fialho, Popular e Popularizante nos manuais escolares do Estado Novo (1993).

Maria Luísa Branco, No Campo Maior-- Subsídios para o estudo da quadra popular e popularizante (1994).

Arijana Medvedec, Mãos nos Contos Populares e Lendas (1995).

Maria Elisabete Rodrigues, Heróis em Revista. 1916-1926: leitura de uma época através dos periódicos de interesse literário (1997).

Maria do Céu Falcão Mendes, A Viagem de José de Almada Negreiros pela Literatura Tradicional (1997).

Maria de Fátima da Câmara Medeiros, Do Fruto à Raiz—Uma introdução às Histórias Maravilhosas da Tradição Popular Portuguesa recolhidas e recontadas por Ana de Castro Osório (1999).

Dissertação de doutoramento de Maria Teresa Branco Meireles sob orientação dos prof. Doutores Nuno Júdice e Ana Paula Guimarães (em curso).

Dissertação de doutoramento de Maria Paula Morgado Sande sob orientação dos prof. Doutores Teresa Almeida e Ana Paula Guimarães (em curso).

 

IV - OUTRAS ACTIVIDADES

(jornadas, cursos, seminários de mestrado, experiências pedagógicas; com a colaboração do Centro de Tradições Populares Portuguesas Manuel Viegas Guerreiro)

Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (Maio de 1994): Jornada sobre Tradição e Modernidade (organização de Ana Paula Guimarães e Fátima Medeiros).

Encontro sobre literatura infanto-juvenil e o ensino, "Contadores de Sonhos", Aula Magna da Reitoria da Universidade de Lisboa (Maio de 1997): Ana Paula Guimarães, "Canto de embalar, conto de acordar".

Fundação das Casas de Fronteira e Alorna (1 e 15 Março de 1997): Curso sobre o ambiente na literatura tradicional oral portuguesa: "Falas da Terra: Ecologia e Tradição". Organização de Ana Paula Guimarães com a participação de todos os investigadores do projecto Ecologia e Tradição: Amélia Gomes, Anabela Gonçalves, Andreia Cavaleiro, Arijana Medvedev, Carla Laranjeira, Clara Pimentel, Idalina Lejeune, Luisa de Medeiros, Manuela Parreira da Silva, Maria Teresa Branco Meireles, Rita Mota, Vera Salvador. Comentários interdisciplinares: Luís Cancela da Fonseca, António Goetze Piano, Carlos Augusto Ribeiro, Carlos Torres, Clara Pinto Correia, Inês de Ornellas e Castro, Isabel Raposo, Maria José Palla, Viriato Soromenho Marques (com a colaboração do Centro de Tradições Populares Portuguesas Manuel Viegas Guerreiro).

Fundação das Casas de Fronteira e Alorna (Abril de 1997): participação no Ciclo "O imaginário português do ponto de vista da relação com a natureza". Intervenção de Ana Paula Guimarães sobre "O imaginário do corpo no Cancioneiro Popular Português".

St. Julian’s School, Carcavelos (Abril de 1997): "O animal nos contos e videos" (sessão a cargo de Andreia Cavaleiro e Carla Laranjeira).

Centro de Educação Ambiental de Marim—Parque Natural da Ria Formosa (Junho de 1997): palestras sobre ecologia e tradição integrada nas Comemorações do Dia Mundial do Ambiente, "Entre marés" (Ana Paula Guimarães e Andreia Cavaleiro com os biólogos Clara Pinto Correia, Luís Palma e Luís Cancela da Fonseca).

Centro Cultural Português de Maputo, Moçambique (Junho de 1997)- Conferência sobre tradição popular portuguesa por Ana Paula Guimarães (apoio do Instituto Camões).

Escola Superior de Educação de Beja (Junho de 1997), V Jornadas "A Educação na Viragem do Século": Ana Paula Guimarães e António Goetze Piano, workshop "Viagem do Homem de Lata pelo Caminho das Pedras Amarelas".

Arganil (Setembro de1997), Encontros do Mosteiro em Folques—Arganil: conferência de Ana Paula Guimarães sobre "A identidade e a literatura de tradição oral"

Jornadas Culturais—Junta de Freguesia dos Anjos e Editorial Vega (Março de 1998): conferência de Maria Teresa Meireles, "Da literatura popular e da literatura infantil".

Escola Secundária Sebastião e Silva, Oeiras (Março 1998): conferência de Ana Paula Guimarães sobre tradição popular portuguesa integrada no ciclo "As noites do dia treze".

8º Colóquio "A literatura infanto-juvenil e o ensino", Civilização Editora, Porto (1998): comunicações de Ana Paula Guimarães, "No tempo em que os vivos falavam" e de Maria Teresa Meireles, "Clandestino ou clã-destino?".

Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (Abril de 1998): "Conversando com Clara Pinto Correia e Mia Couto" sobre etnoecologia.

Escola Superior de Educação de Bragança (Junho de 1998): conferência de Ana Paula Guimarães sobre tradição popular transmontana.

Livraria Barata, Lisboa (1998): a convite de Clara Pinto Correia, Ana Paula Guimarães apresentou Mehr Licht, Cadernos de História e Filosofia das Ciências da Universidade Lusófona com uma conferência intitulada "Mais Luz sobre a Abecedoria ou a História de uma Menina Preformacionista".

Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa (Projecto Cultura, Natureza e Ambiente’ coordenado por Viriato Soromenho Marques), colóquio Natureza e Ambiente: Representações na Cultura Portuguesa (Outubro de 1998): comunicação de Ana Paula Guimarães, "Desde o alto até ao fundo: um observatório do ambiente nos textos da tradição?"

Participação de Ana Paula Guimarães no mestrado de Etnolinguística orientado pela professora Doutora Luisa Opitz (1998).

Aveiro (Dezembro de 1998): conferência de Ana Paula Guimarães sobre Tradição e Ecologia.

Visita de cooperação à cidade de S. Filipe—Ilha do Fogo—Cabo Verde (1998): Carla Laranjeira desenvolveu um trabalho de levantamento de actividades relacionadas com o ensino das línguas portuguesa e francesa no Liceu de S. Filipe e em algumas escolas do ensino básico onde pode verificar a forte ligação da população ao vulcão do Fogo. A população de Chã de Caldeiras não abandona o vulcão mesmo sabendo que corre sérios riscos. Existe um esforço do Instituto Cabo Verdiano do Livro e do Disco em preservar as tradições orais do povo de Cabo Verde (até como forma de fixação do crioulo). Neste âmbito, o Instituto apoia um projecto da investigadora que consiste em detectar nos textos publicados e em fase de publicação referências aos fenómenos de vulcanismo e à sua influência na vida da comunidade. Posteriormente comparar-se-á esta recolha com outras do panorama açoriano.

Experiências pedagógicas entre 1997 e 1999: no trabalho com alunos de Português (8º e 9º ano), Anabela Gonçalves privilegia o desenvolvimento de actividades de escrita baseadas na exploração e descoberta de contos tradicionais portugueses. De acordo com o programa curricular do 10º ano, Carla Laranjeira realizou trabalhos com alunos baseados no conto tradicional. Maria Teresa Meireles tem realizado acções (comunicações e conversas) de sensibilização dos docentes para o conto popular (presentemente no programa de Língua Portuguesa, 10º ano).

Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (1995-1999) o seminário de mestrado intitulado "Tradições e Modernidade" conta regularmente com a participação de membros da equipa.

9º Colóquio "A literatura infanto-juvenil e o ensino", Civilização Editora, Sintra (Abril de 1999): participação de Maria Teresa Meireles (já confirmada).

2º Forum de Animação e Literatura do Concelho de Serpa (Maio de 1999): intervenções de Maria Teresa Meireles (já confirmadas).