Guia das Explorações de Agricultura Biológica
( Projecto GABI )
   
 
REGIÕES

Trás-os-Montes

A Agricultura Biológica em Trás-os-Montes assume, desde o início, uma posição destacada em relação às restantes regiões agrárias do continente, não só em termos de agricultores como de área.

Em 1993 registava 23 operadores (mais de 30% do total do continente). Apesar da sua posição cimeira ter decaído em favor de outras regiões, Trás-os-Montes continua a afirmar-se como uma região dominante no sector da agricultura biológica ao certificar 379 operadores (que correspondiam em 2005 a 24% do total do continente) e uma área de 18 549 ha, ou seja, 8% da área total certificada no Continente.

O olival (5 051 ha) assume-se como a cultura de excelência desta região, privilegiada pelas condições excepcionais que oferece em termos fitosanitários, que lhe permitem obter um azeite de méritos reconhecidos tanto a nível nacional como internacional.

A exemplo da dinâmica verificada noutras áreas do país, as pastagens sofreram um incremento acentuado a partir de 2001, em resposta à perspectiva de certificação da pecuária em modo de produção biológico, que viria a surgir no ano seguinte. Em termos de área ocupam a primeira posição (5 907 ha) mas, é certamente na área dos frutos secos que Trás-os-Montes mais se destaca das restantes regiões agrárias, ocupando 2 532 ha, ou seja cerca de 72% da área de produção total no continente.

Por último salienta-se a importância da vinha (481 há, ou seja cerca de 37% da área total de vinha “biológica”no continente) e sobretudo o reconhecimento, em concursos realizados em Portugal e no estrangeiro, de marcas de vinhos da região produzidos com uvas provenientes do modo de produção biológico.

 

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