Algarve
A agricultura biológica no Algarve reveste-se de características particulares. Seria lícito esperar que aqui se localizasse um número apreciável de explorações de agricultura biológica, dadas as características climáticas favoráveis à produção de primores e a presença de um mercado privilegiado, animado em grande parte por uma população de estrangeiros com rendimentos acima da média. No entanto, a distância a Lisboa e o facto de alguns produtos serem perecíveis faz com que o número de produtores seja relativamente reduzido face ao potencial da região (30 em 2005, num total de 1 849 ha).
A pressão urbana que se regista em algumas áreas, dinamizada pelo sector turístico, nomeadamente junto à orla costeira, e os fogos que grassaram entre Monchique e Silves, durante 2003, dizimando pelo menos duas explorações de agricultura biológica, são condicionamentos importantes ao normal funcionamento destas unidades de produção e da actividade agrícola em geral.
Salienta-se um interesse crescente pela transformação dos produtos obtidos em agricultura biológica, tais como: frutos secos, doces, derivados de alfarroba, artefactos de lã e lacticínios, com vantagens evidentes ao nível da obtenção de mais-valias, colmatando assim um dos défices mais acentuados no panorama da agricultura biológica em Portugal, ou seja, o aprovisionamento em produtos transformados com certificação em modo de produção biológico.





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