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Artes da Escrita

 

Área científica

Estudos literários, estudos artísticos.

 

Palavras-chave

Literatura; escrita; ficção; teatro; comédia.

 

Apresentação

Artes da Escrita é um curso de pós-graduação não conferente de grau que oferece formação avançada nas várias artes da escrita. Por «artes da escrita» designa-se um conjunto que inclui as práticas literárias reconhecidas pela instituição literária e académica - poesia, romance, conto, drama, ensaio… - e ainda as práticas de escrita que em torno daquelas gravitam, com maior ou menor grau de porosidade ou mesmo interseção: escrita para cinema e televisão, por exemplo, e até escrita académica. Por «formação avançada» entende-se neste caso a que alia o trabalho de caráter oficinal - aprendizagem de técnicas aferida pela realização de obras - ao trabalho teórico e analítico, traduzindo-se essa aliança quer na estrutura curricular quer na conceção e na própria organização de cada uma das suas unidades. A docência da maior parte dos seminários está entregue a escritores convidados.

 

Coordenação

Abel Barros Baptista

 

Plano de Estudos

Conheça o programa curricular detalhado.

 

Programas dos seminários para 2017/2018

 

ARTE DA CRÓNICA (PRIMEIRO SEMESTRE)

Da crónica como literatura no jornal: conexão com a cidade, com a data e com a notícia (ou com o que sobra das notícias). O anedótico, o banal, o insignificante. O ponto de vista extravagante: primeira pessoa e outras possibilidades de enunciação. A técnica do ensaio abreviado. Narrativa e comentário, reflexão e ironia. A arte da meta-crónica.

Cronistas para estudo e aprendizagem: Fialho de Almeida, João do Rio, Paulo Mendes Campos, Maria Judite de Carvalho e Vitorino Nemésio.

Docente: Gustavo Rubim

 

ARTE DA CRÓNICA (SEGUNDO SEMESTRE)

A crónica como possibilidade de relação humorística com a actualidade. A crónica brasileira como escola de humor. A figura do cronista, o sentido de improvisão, a maldição da “opinião”.

Cronistas para estudo e aprendizagem: Machado de Assis, Rubem Braga, Alexandre O’Neill, Manuel António Pina, Luísa Costa Gomes.

Docente: Abel Barros Baptista

 

FICÇÃO BREVE (PRIMEIRO SEMESTRE)*

Este seminário será um laboratório de escrita. A partir de algumas premissas e algumas leituras do que se pode chamar ficções breves (contos, crónicas, mas também certos capítulos de romances, e até mesmo monólogos dramáticos e também poemas longos), os participantes são chamados a escrever. Depois de escrever, fica-se com o que se escreveu à frente. O passo seguinte é o trabalho aturado de análise, resiliência, reescrita, tendo em conta que o exercício de escrever é um exercício, não unicamente ou fundamentalmente de expressão, mas de pensamento e de procura por algo que ainda não se sabe.

Docente: Miguel Castro Caldas

 

FICÇÃO BREVE (SEGUNDO SEMESTRE)*

Iremos começar com uma pergunta que parece bastante simples: «Porquê escrever pouco quando se pode escrever muito?». Neste seminário, irão ser abordadas várias aproximações à resposta a esta pergunta ao longo de um percurso que acompanhará a história da ficção breve nas suas sucessivas encarnações. Será privilegiada a leitura e a discussão de textos de autores como Kleist, Gógol, Kafka, Katherine Mansfield, Salinger e Donald Barthelme. Pretende-se ilustrar a extraordinária riqueza, maleabilidade e versatilidade da ficção breve e proporcionar ferramentas, estratégias e bases que os participantes possam aplicar na sua prática da escrita. Duas convicções muito fortes irão orientar este percurso. Em primeiro lugar: se se quer praticar a arte da escrita, mais vale fazê-lo bem do que de forma medíocre. Em segundo lugar: escrever bem implica saber ler bem, com atenção, rigor, voracidade e liberdade.

Docente: Alexandre Andrade

Alexandre Andrade Reside em Lisboa, onde nasceu em 1971. É professor na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Publicou as ficções "Benoni" (Editorial Notícias, 1997, reedição Relógio d'Água, 2016), "Aqui Vem o Sol" (Quasi, 2005) e "O Leão de Belfort" (Relógio d'Água, 2016), e as recolhas de contos "As Não-Metamorfoses" (Errata, 2004), "Cinco Contos Sobre Fracasso e Sucesso" (Má Criação, 2005, reedição Relógio d'Água, 2017) e "Quartos Alugados" (Exclamação, 2015). Colaborou nas revistas "Aguasfurtadas", "Ficções", "Granta" e "Ler", entre outras. Participou nas recolhas de contos "Mosaico" (Editorial Escritor, 1997) e "Onde a Terra Acaba/From the Edge" (ULICES/CEAUL/101 Noites, 2006), e ainda na edição de 2007 da iniciativa "PANOS - palcos novos palavras novas" com a peça "Copo Meio Vazio" (Culturgest, 2007). É autor do blog "umblogsobrekleist" (umblogsobrekleist.blogspot.pt) e co-autor do blog "Cinéfilo Preguiçoso" (cinefilopreguicoso.blogspot.pt).

*Seminários sujeitos ao limite de 13 inscrições.

 

ESCRITA DE VIAGENS

Este seminário pretende apresentar as características, as regras, os problemas e as possibilidades da escrita de viagem, fornecendo instrumentos técnicos e teóricos para a criação de textos de viagem. Na primeira parte, serão analisados alguns textos de autores clássicos do género, e descritos os subgéneros, desde a narrativa turística até à reportagem. Algumas questões serão discutidas: Uma viagem deve ser planeada? Uma viagem é uma aventura? O que torna uma viagem interessante? E o que torna enfadonho o relato de uma viagem? Será ainda estudada a estrutura do texto de viagem, nas suas formas de diário, narrativa de personagens, memórias, registo científico ou histórico e ensaio filosófico. A segunda parte do seminário será dedicada à elaboração individual de um texto de viagem.

Docente: Paulo Moura

 

ESCRITA PARA TEATRO*

O seminário será constituído por dois eixos: um primeiro em que se pensa sobre a literatura dramática e a sua relação com o teatro; e um segundo dedicado ao exercício de escrita de uma peça. A relação entre estes dois eixos contribuirá para que a escrita que se venha a fazer tenha em atenção o seu contexto (o género “literatura dramática”) com a intenção de ajudar os participantes a pensar que tipo de peça querem escrever.

Com uma visão que privilegia a procura da liberdade nos constrangimentos da tradição, este seminário segue de perto o ponto de vista de um dramaturgo que também trabalha no teatro (ver www.teatropraga.com) e que encontrou a sua sanidade numa ideia particular de separação de águas que insiste na afirmação de que uma coisa não é outra coisa. As implicações desta ideia estendem-se, assim se espera tornar claro, ao modo como o mundo entra na escrita.

Docente: José Maria Vieira Mendes

José Maria Vieira Mendes escreve maioritariamente peças de teatro, mas também publicou ensaios e textos curtos de ficção. Faz traduções ocasionais e escreveu dois libretos para ópera. É membro do Teatro Praga desde 2008. As suas peças foram traduzidas em mais de uma dezena de línguas. Para além de edições de peças nos Livrinhos de Teatro Artistas Unidos, publicou Teatro em 2008 (Livros Cotovia), Arroios, Diário de um diário em 2015 (edição Duas páginas) e, em 2016, um ensaio (Uma coisa não é outra coisa) e uma compilação de peças (Uma coisa), ambos pelos Livros Cotovia.

*Seminário oferecido no primeiro e no segundo semestres, ambos sujeitos ao limite de 13 inscrições em cada semestre.

 

ESCRITA PARA CINEMA E TELEVISÃO

Neste seminário tentaremos num primeiro momento identificar a função, características e (des)obediência a modelos de um argumento cinematográfico. Comparando-o com outros tipos de textos, falaremos da sua especificidade e estatuto num dado contexto de produção. Entre regras, receitas e subversões, serão abordadas questões como a estrutura narrativa, a construção de personagens, a descrição e os diálogos.
O problema mais vasto da tensão e continuidade entre a escrita e a imagem constituirá o segundo momento do seminário. Essa heterogeneidade de base será olhada a partir das questões de autoria e do confronto entre argumento e mise en scène levantados pelos críticos e depois cineastas da Nouvelle Vague, bem como através da leitura e análise de um conjunto de textos críticos (de Cavell, Rivette e Daney, entre outros), que partilham com os guiões alguns desafios: contar/descrever o que se viu/vai ver.

Procuraremos, finalmente, identificar as ideias de cinema em jogo quer nos textos, quer nos filmes. Todo este trabalho atravessará e acompanhará o visionamento e análise de quatro obras: North by Northwest de Alfred Hitchcock, Viaggio in Italia de Roberto Rossellini, Le Pont du Nord de Jacques Rivette e This Is Not a Film de Jafar Panahi e Mojtaba Mirtahmasb, numa abreviada viagem sobre viagens pela segunda metade da História do Cinema.

Docente: Francisco Frazão

Francisco Frazão é programador de teatro da Culturgest desde 2004. Fez o curso de Línguas e Literaturas Modernas (Português/Inglês) na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Integrou a comissão de leitura dos Artistas Unidos entre 2000 e 2004.  Deu aulas na Faculdade de Letras de História do Cinema, Cinema e Literatura e Argumento Cinematográfico (2004 a 2008); dá aulas de Teatro no Forum Dança. Fez parte da equipa do projecto de investigação Falso Movimento: estudos sobre escrita e cinema (2012 a 2016). Traduziu Beckett, Pinter, Stephen Greenhorn, Howard Barker, Tim Crouch, Annie Baker, Abi Morgan, Katori Hall, Lola Arias, Chris Thorpe, Tim Etchells.Algumas publicações sobre cinema:

“Lições de Ver. Descrições de Jacques Rivette e David Foster Wallace” in Intervalo nº 4, Fevereiro de 2010; “There is no way you can frame it. Ideias de teatro e cinema a partir de Michael Fried”, MATLIT: Revista do Programa de Doutoramento em Materialidades da Literatura, vol. 1, nº 2, 2013. URL: http://iduc.uc.pt/index.php/matlit/issue/ view/104

“Dirigir o público: desvios do campo-contracampo nos dispositivos do teatro contemporâneo” in Rowland, Clara e Conley, Tom (org.), Falso Movimento: ensaios sobre escrita e cinema. Lisboa: Cotovia, 2016

Daney, Serge, O Cinema que faz escrever: textos críticos (org. de Clara Rowland, Francisco Frazão e Susana Nascimento Duarte). Coimbra: Angelus Novus, 2016.

 

ARTE DO ROMANCE

O seminário pretende apresentar aos participantes uma ideia (necessariamente abreviada e possivelmente enviesada) da história e amplitude do romance enquanto forma literária - o que é, o que faz, e os vários modos como é o que é e faz o que faz - quer através de sessões expositivas sobre certas tradições ou correntes fundamentais, quer através de leituras comentadas, promovendo o debate em aula sobre algumas obras escolhidas.

Docente: Rogério Casanova

 

ESCRITA DE COMÉDIA

A apresentar brevemente.

Docente: Ricardo Araújo Pereira, escritor, humorista

 

LITERATURA E PENSAMENTO

Programa a anunciar.

Coordenação de Abel Barros Baptista

Docentes: Maria Filomena Molder, Silvina Rodrigues Lopes, Gonçalo M. Tavares.

 

Corpo Docente

Alexandre Andrade

Francisco Frazão

Gustavo Rubim

Gonçalo M. Tavares

José Maria Vieira Mendes

Rogério Casanova

Ricardo Araújo Pereira

Silvina Rodrigues Lopes

Maria Filomena Molder

 

Candidaturas e Número de vagas

Para saber mais sobre estes tópicos consulte a página Candidaturas.


Propinas

1.100€

Pagamento faseado de propinas

 

Contactos

DA - Divisão Académica | NFLV - Núcleo de Formação ao Longo da Vida

E-mail: nflv@fcsh.unl.pt

Telefone:  + 351 217 90 83 71

 

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