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      Mark Kramer defende o poder do Jornalismo Narrativo
A Faculdade de Ciências Sociais e Humanas recebe Mark Kramer, numa conferência sobre o "Jornalismo Narrativo - porque é necessário envolver o leitor na acção e como fazê-lo".


 

Mark Kramer
  Na sequência da Conferência Internacional acerca do “Regresso do Jornalismo” que irá ocorrer de 8 a 10 de Novembro, na Escola Superior de Comunicação Social, em Lisboa, Mark Kramer, escritor residente da Universidade de Boston, esteve esta quinta-feira, dia 7, na FCSH para mostrar como o jornalismo pode ser uma arte, a arte de estabelecer uma ligação e de envolver o leitor.

Foi a descoberta deste valor comercial evidente na presença de uma voz humana, de um “storyteller” na notícia, que levou Mark Kramer a defender um jornalismo literário, uma literatura da realidade. É preciso estabelecer uma ligação mais forte com os leitores, contar-lhes uma história com uma vertente informativa.

O Jornalismo Narrativo está a conquistar as redacções de muitos dos grandes jornais e revistas dos Estados Unidos e, segundo Kramer, é fundamental para vencer a crise actual do jornalismo, principalmente na Imprensa.

Também na Europa o número de leitores de jornais é cada vez menor e, até hoje, a solução encontrada tem passado por homogeneizar a informação, para que o maior número possível de pessoas possa ler o mesmo jornal.

Mas, tal como Kramer salientou na conferência que teve lugar no Auditório 2 da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, o importante é contrariar a voz impessoal que encontramos hoje nas notícias e tornar as histórias mais interessantes, mantendo no entanto a promessa de mostrar a realidade, sem tomar partidos.

É este interesse que Mark considera fundamental que uma notícia desperte no leitor. Este “calor” de uma voz humana que nos conta o que realmente aconteceu.

Kramer continuou a segunda parte da conferência partilhando um episódio da sua experiência pessoal, de uma grande reportagem que fez depois de acompanhar durante dois anos o dia-a-dia de um cirurgião. Esta é outra das formas de fazer jornalismo narrativo, seguindo, durante um grande período de tempo, um determinado sujeito, e contando a história de um ponto de vista pessoal. Porque a verdade é que nem todos os factos podem ser contados de uma forma impessoal, neutra, sem um ponto de vista. Há acontecimentos que pedem uma voz livre, sem impedimentos.

     
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Mariana Neves
falcao_mariana@hotmail.com