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      Gonçalo Pereira fala sobre - Arqueologia e “mau” jornalismo
Director da National Geographic Portugal; professor de ciências da comunicação


 
  No decorrer do Seminário permanente do Instituto de Arqueologia e Paleocénicas – “Repensar a arqueologia”, Gonçalo Pereira veio falar da relação entre a arqueologia e o jornalismo científico, descrevendo-a como das mais complicadas. Toma como exemplo o caso da revista que dirige (National Geographic Portugal) e reflecte sobre o caso polémico recente dos Maroiços da ilha do Pico.

Na passada terça feira (28.Out.2013) o Conferencista retratou a arqueologia como uma das áreas mais difíceis de trabalhar em jornalismo, por diversas razões, seja pelo facto de ainda se ver esta área de um modo fantástico, ou pela dificuldade que esta apresenta no que toca à ilustração. Afinal o jornalismo baseia-se em imagens, de modo a captar a atenção dos leitores, enquanto a arqueologia baseia o seu trabalho, muitas vezes, no abstracto e nos aspectos científicos, não sendo apelativo ao público geral.

Falou-se no caso dos Maroiços da ilha do Pico que, segundo Gonçalo Pereira, poderia ter sido evitado com base num conceito básico – A desconfiança. Segundo os presentes, a culpa recai sobre a equipa de arqueólogos. No fim, resta apenas uma certeza – as bases da relação entre o jornalismo e a arqueologia recaem sobre o bom jornalismo e sobre a boa arqueologia.

     
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Rita Barrocas
rita_a.barrocas@live.com.pt