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      Vice-presidente de Sintra diz que prioridade é não haver famílias inteiras desempregadas


 

Cerimónia da tomada de posse, Centro Cultural Olga Cadaval, Sintra
  O desemprego é o principal desafio da Câmara de Sintra, concordam tanto o presidente Basílio Horta, no seu discurso de tomada de posse, como o vice-presidente Rui Pereira, numa pequena entrevista na qual afirmou que o combate ao desemprego é o centro da política social do PS.

Na cerimónia de tomada de posse que decorreu no auditório Jorge Sampaio, no Centro Cultural Olga Cadaval, Basílio Horta declarou perante centenas de sintrenses que o desemprego é a prioridade número um deste novo mandato. "O primeiro objectivo do nosso mandato é o combate ao desemprego, que só pode ser travado essencialmente através do investimento privado. Tudo faremos, no limite das nossas competências e capacidades, para que os sintrenses e as suas famílias sejam poupados, na medida do possível, ao vendaval de pobreza que assola Portugal", disse o novo presidente da Câmara de Sintra.

Basílio Horta, no seu discurso de tomada de posse, anunciou ainda outras medidas deste mandato, das quais se destacam a criação de um Centro Estratégico Empresarial, que agregue investimentos passados e futuros, e a criação de um Gabinete de Emergência Social para apoiar casos de extrema pobreza, com um Fundo de Emergência Social para o financiar. Mostrou vontade de construir instituições de cariz social, como creches, centros de dia e mais apoio domiciliário, e também centros de saúde em Almargem do Bispo, Cacém, Sintra e Queluz. Prometeu ainda mais apoio à cultura e turismo, e a criação de um Centro Estratégico Ambiental.

Muito perto do final do seu discurso, Basílio Horta fez menção às palavras anteriormente proferidas por António Capucho, vereador da Câmara de Sintra pelo movimento independente “Sintrenses com Marco Almeida”. Capucho havia referido que muitas pessoas ficaram surpreendidas com o acordo de vereação anunciado nessa quarta-feira e que deixou de fora o movimento de independentes, assumindo-se como “oposição construtiva e colaborante” embora tenha reconhecido a legitimidade das decisões do partido que ganhou as eleições, mesmo não tendo obtido a maioria absoluta. Basílio Horta, em resposta, afirmou que apesar do movimento Sintrenses com Marco Almeida não ter pelouros, “não significa menos importância no trabalho camarário”, acrescentando que acredita que Marco Almeida não se candidatou pelo lugar, mas apenas com o objectivo de servir Sintra.

Após os discursos dos recém-empossados, Ângelo Correia, presidente cessante da assembleia municipal que conduziu esta cerimónia de tomada de posse, proferiu algumas palavras, começando por louvar o antigo e o novo presidente da Câmara, Fernando Seara e Basílio Horta, respectivamente. Continuou o seu discurso com um apelo à união interpartidária e entre partidos e independentes, formulando debates produtivos para a comunidade. Deixou assim o conselho: “façamos tudo para que não nos dividamos”. Por fim anunciou, com visível abalo, de que esta foi “certamente a última cerimónia” da sua vida política.

     
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Cíntia Costa
cintiatcosta@hotmail.com