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      Primeira Universidade Feminista em Portugal
Lynne Segal, António Sampaio da Nóvoa e Maria do Mar Pereira foram os oradores convidados para a sessão de abertura na sexta-feira


 
Fotografia de Carla Regina Kristensen 

Lynne Segal em Seminário de Abertura da Universidade Feminista

  A primeira Universidade Feminista em Portugal teve início esta sexta-feira, na Fundação Calouste Gulbenkian. A feminista Lynne Segal, o ex-reitor António Sampaio da Nóvoa, e a investigadora Maria do Mar Pereira, foram alguns dos intervenientes na sessão de abertura. A iniciativa pretende criar um espaço de troca de conhecimentos sobre os estudos na área dos feminismos.

Lynne Segal, “figura marcante do socialismo inglês” desde os anos 70, apelou para um “feminismo coletivo”. Segundo João Manuel de Oliveira, Investigador do CIS-IUL (Centro de Investigação e Intervenção Social do Instituto Universitário de Lisboa), a ativista pelos direitos das mulheres defende que o feminismo deve tornar “o mundo melhor não apenas para as mulheres, mas para todos e todas”.

Segal alertou a respeito das desigualdades existentes entre as mulheres do Norte e do Sul da Europa e, segundo a feminista, tais disparidades devem-se ao avanço de "políticas neoliberais", que usam a "manipulação do medo", de modo a que quem está no poder seja obedecido sem contestação.

Já Sampaio da Nóvoa, Ex-reitor da Universidade de Lisboa, aproveitou a ocasião para falar sobre os direitos humanos em geral, defendendo que “autoridades que negam direitos básicos não podem esperar ser obedecidas”. Por outro lado, alertou que “não é a competição que nos faz avançar, mas sempre a cooperação”, explicando que as Universidades podem ter um papel fundamental neste sentido.

Maria do Mar Pereira, jovem investigadora em Estudos de Género, foi ao encontro das opiniões de Sampaio da Nóvoa. Mostrou-se preocupada com o foco na competitividade, que tem crescido nas instituições de ensino superior, e com o futuro dos Estudos de Género nas Universidades. Segundo a Investigadora portuguesa, é necessário “resistir à lógica da produtividade”, em que as únicas preocupações são “atrair rankings, números e investimentos”.

     
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Ana Rita Lourenço
ritatavareslourenco@gmail.com