http://moon.jrn.columbia.edu/NMW/hotzones

Image1.gif (2885 bytes)

Image2.gif (3068 bytes)

Apresentação

O Hot Zones foi criado em 1996 pela Columbia graduate Scholl of Journalism, e pretende ser o primeiro site vocacionado exclusivamente para divulgação mundial de informação de carácter utilitário, destinada a jornalistas e a outros civis que pretendam deslocar-se à "zonas da frente" de alguns dos cenários de guerra da actualidade. A página da universidade americana apresenta um menú de oitos "países" com problemas internos graves, sobre os quais o visitante pode ficar a saber mais, bastando apenas que clique sobre os seus respectivos nomes, que aparecem em hipertexto numa das duas janelas que compõem a página de apresentação. Do Burundi/Ruanda ao Tagiquistão, quem consultar a página acede a 11 ítems relevantes sobre cada um dos países em beligerância: 1) um resumo do conflito, 2) um ítem chamado "Getting in, getting arround", onde o visitante pode dar uma "cibervolta" pelos diferentes "teatros da crueldade", aos quais se seguem outros campos de informação útil, como 3) "What to Bring", 4) Were to Stay", 5) "Money" (informação relativa às moedas e cartões de crédito aceites), 6) "Language", 7) "Diseases", 8) "Telecomunications", 9) "Freedom of speech", 10) "Map" e 11) "Sample Sounds". Este último permite ao visitante ouvir como se diz, em cada país, meia dúzia de coisas tão simples e tão importantes para um repórter como, por exemplo, "eu sou jornalista", "obrigado", "amigo" ou "não dispare!". A Bósnia, um dos oito países que podemos "visitar", além destes 11 ítems, apresenta mais um, bastante interessante, que se chama "Journalist Survival Guide", que é uma espécie de "bê-à-bá" da sobrevivência no conflito dos balcãs.

Em suma, do colete à prova de bala e do tipo de roupa que se deve levar, até ás vacinas que é necessário tomar ou aos "esquemas" que é necessário pôr em prática para se alugar uma viatura, o site contém informação importante, de grande utilidade para a definição da "mala de viagem" dos temerários que pretendam deslocar-se a essas zonas de crise e de conflitos altamente letais.

Interactividade

Apesar da interface homem-máquina da página não ser nada de especial, a interactividade da Hot Zones é boa. Na página inicial, está inscrito o nome dos dois fundadores do site em hipertexto, que nos abre de imediato uma caixa de e-mail directa a estes. Além disto, a palavra "Correspondents", igualmente em hipertexto e na página inicial, abre-nos uma vasta rede de links e acessos aos mais variados serviços, pessoas, informação ou instituições. Os correspondentes no estrangeiro podem aceder, por esta via, a um manancial de web sites com grande valor e prestígio jornalísticos. O Hot Zones tem links aos principais orgãos de comunicação social norte-americanos, como o NY Times ou o Washington Post, a CBS ou a CNN, ou a site como os da National Public Radio ou o da Non-comercial Radio Stations. A página da Universidade de Columbia oferece também um serviço de media, mail e newsgroup lists, ligações à Casa Branca e a outras universidades americanas, e ainda a um link designado "International Journalism", que nos pode levar rapidamente até lugares tão distantes como o Swedish Journalism Site, o Jewish Press Institute ou a Red Latina – for latin american journalists. Finalmente, importa sublinhar que a Hot Zone dá acesso a um forum de discussão de temas jornalísticos, que podem ir do debate especializado sobre os problemas que os free lancers têm com os editores até à ética ou ás questões que concernem aos Food/Travel Writers.

Prós

O Hot Zones é um bom apontador e tem outra grande vantagem, que é a de os conselhos e a informação utilitária dados sobre cada um dos cenários serem baseados em relatórios de jornalistas que trabalharam lá, de empresas tão credíveis como a BBC, a CNN, a AP ou a Reuters.

Contras

Nos mapas de cada região fornecidos, ficamos razoavelmente informados sobre a topografia dos territórios, mas não se consegue perceber os nomes das cidades, só o do país e dos países que fazem fronteira com ele, que estão escritos num caracter maior. Além disso, os mapas demoram uma eternidade a chegarem. Ao nível da interactividade também existem contras: toda a interactividade do site está concentrada na palavra "Correspondents" que aparece em hipertexto na home page. Um reparo final que não pode deixar de ser feito: a última actualização da página foi feita há já dois anos, em Abril de 1998, e, tal como o site que a Rita apresentou pecava pela sua francofonia excessiva (www.journalism.fr.fm), o Hot Zone padece de anglofilia - os diversos media a que dá acesso são todos americanos e os oito conflitos apresentados são, maioritariamente, de áreas de interesse norte-americanas. O conflito angolano, por exemplo, que é tão ou mais sangrento do que qualquer dos cenários escolhidos, não consta. Os conflitos que grassam na América latina ou Timor Lorosae também não.

 

João Fonseca

Abril de 2000