Cib erjornalismo                              1999/2000
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pin_azul.gif (941 bytes) Sumário

A Internet. A sua história. As suas aplicações na investigação jornalística. LEITURAS

pin_azul.gif (941 bytes) A Internet

O nascimento da Internet não tem uma data única. Mesmo assim, pode dizer-se que os primeiros passos para o aparecimento da rede de computadores que encolheu o mundo deram-se a 2 de Setembro de 1969. Nesse dia, abriram-se as portas para que, muito pouco tempo depois, dois computadores comunicassem entre si pela primeira vez.

No dia 2 de Setembro de 1969, a equipa de Leonard Kleinrock, professor de ciências computacionais na Universidade da Califórnia em Los Angeles, conseguiu que um computador se ligasse a um "router" — uma máquina usada para transferir dados, que na altura tinha o nome de Interphase Message Processor e era do tamanho de um frigorífico.

Mas 20 de Outubro de 1969 foi realmente o dia em que dois computadores falaram entre si. Por isso, também há quem diga que esse é o dia de nascimento da Internet. O próprio Kleinrock não contesta isso. "Pode dizer-se que a Internet nasceu numa daquelas duas datas." Da experiência de 2 de Setembro nem sequer existe qualquer registo. "Não há fotografias, nada."

Seja como for, para Kleinrock essa primeira mensagem enviada de um computador para outro, um antepassado muito rudimentar do correio electrónico moderno, é simbólica. Aquele teste já se incluia nos planos do Departamento de Defesa dos Estados Unidos em lançar as bases da Internet, que tinha encarregado a Advanced Research Project Agency (ARPA) de criar uma enorme rede de computadores militares — a ARPANet. A ARPA procurou então desenvolver um sistema que enviasse informação fragmentada em pacotes de dados. Esse sistema — chamado Transmission Control Protocol/ Internet Protocol (TCP/IP), que controla o modo como os computadores comunicam e trocam dados entre si — permitiu que a informação circulasse livremente pela rede militar. Se um dos computadores avariasse, por exemplo, a informação chegaria na mesma ao destino através de rotas alternativas.

Em 1970, a primeira rede de transmissão de informação por pacotes nos Estados Unidos assentava em quatro nós: a Universidade da Califórnia em Los Angeles e em Santa Cruz, a Universidade de Stanford e a Universidade de Utah, em Salt Lake City. Nascia assim a ARPANet.

Em 1974, VintonCerf e Robert Kahn publicaram o protocolo TCP, que inclui o que se tornará no protocolo IP. Assim, também criavam a palavra Internet.

No início dos anos 80, os militares norte-americanos abandonaram a ARPANet, mas deixaram a Internet como um legado. Rapidamente, várias instituições académicas e departamentos governamentais — como a Rede da Fundação Nacional para a Ciência, ou NSFNet — ligaram a sua própria rede de computadores à Internet.

Essa Internet, no entanto, não tinha nada a ver com a que conhecemos hoje. Era só texto. O grande salto acontece com a World Wide Web (WWW), desenvolvida em 1980 no Laboratório Europeu de Física de Partículas (CERN), em Genebra. A partir daí, a Internet passou a encher-se de páginas com imagens, sons, "links" entre páginas e tornou-se numa imensa rede de redes onde, apesar de tudo, o acesso a um gigantesco reservatório de informação é muito mais rápido.

Teresa Firmino, PÚBLICO, 2 de Setembro de 1999

pin_azul.gif (941 bytes) As suas aplicações na investigação jornalística

Desde cedo, os jornalistas se aperceberam da importância da Internet para a realização do trabalho jornalístico, como auxiliar precioso na preparação das suas notícias ou das suas reportagens. A enorme quantidade de informação disponível na Internet, a maior parte das vezes de forma gratuita, pode poupar horas de pesquisa numa biblioteca, dias de trabalho a ler recortes de artigos saídos noutros jornais, semanas à espera de uma informação importante pedida a uma qualquer entidade estrangeira.

É precisamente a velocidade com que é possível obter uma informação importante a principal vantagem da Internet para um jornalista. Ler o "Jornal do Brasil" logo pela manhã, conseguir instantaneamente o número de telefone do laboratório do Prémio Nobel da Química anunciado há dois minutos atrás, receber na sua caixa de correio electrónico um "press-release" do Gabinete de Estatísticas da União Europeia, mal é feito em Bruxelas o anúncio da taxa de desemprego nos Quinze, são vantagens da Internet que os jornalistas já não conseguem dispensar.

Para além destes exemplos, seria possível citar muitos outros, onde as vantagens da Internet face ao tradicional telefonema ou fax se revelaram enormes. Foram essas vantagens que, a pouco e pouco, se incorporaram nas redacções um pouco por todo o mundo, transformando a Internet num instrumento essencial ao trabalho jornalístico. Se há dois anos algumas redacções resistiam ainda à penetração da Internet, hoje em dia não é mais possível fazer jornalismo sem o recurso, mais ou menos sistemático, à rede das redes.

Na página de Links Úteis é possível consultar alguns exemplos de documentos na Internet que podem ajudar os alunos desta cadeira na realização do seu trabalho. Esses documentos abarcam diversas áreas do conhecimento e são apenas um pequeno exemplo dos "sites" consultados pelos jornalistas profissionais para obterem a indispensável informação.

 

pin_azul.gif (941 bytes) LEITURAS

 

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Última actualização: 05 Abr 2000