Cib erjornalismo                              1999/2000
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pin_azul.gif (941 bytes) Sumário

O parágrafo-resumo e o que ele deve conter. Exemplos. O fim do artigo e a sua importância. Exemplos. LEITURAS.

pin_azul.gif (941 bytes) O parágrafo-resumo e o que ele deve conter

A expressão parágrafo-resumo é uma tradução livre do inglês "nut-graf", invenção do famoso The Wall Street Journal, razão pela qual é escrito com "f" e não com "ph" como seria de esperar.

O "nut-graf", como o seu próprio nome indica, é um parágrafo fundamental da estrutura de um texto. Depois de um lead fraco - o oposto de um lead forte, noticioso -, o parágrafo-resumo tem uma função de transição e de explicar ao leitor a importância da estória que o jornalista lhe quer contar.

É no "nut-graf" que a estória tem de ser "vendida" ao leitor. É aí que ele se deve aperceber da sua relevância e preparar-se para o texto que o espera. Sem nunca contar o fim, o jornalista deve deixar explícito no "nut-graf" até onde é que o texto vai e quais os assuntos que serão abordados.

Muitos jornalistas utilizam o "nut-graf" para situar o seu lead num contexto mais alargado, apresentar estatísticas ou dados mais aporofundados sobre um determinado problema .Um início típico de um "nut-graf" poderia ser:  "Mas Fulano de Tal não está só. Segundo um inquérito do Instituto Nacional de Estatística, todos os anos mais de 24 mil pessoas..."

Apesar das vantagens de um "nut-graf", os jornalistas têm de ter consciência que o abuso desta fórmula pode cansar os seus leitores. Os jornalistas do The Wall Street Journal , por exemplo, já se aperceberam que há certas informações que não podem ser dadas no "nut-graf", sob pena de os seus leitores terminarem aí mesmo a sua leitura dos textos.

James B. Stewart, actuamente professor de jornalismo, mas durante vários anos jornalista do The Wall Street Journal, explica no seu livro Follow the Story – How to Write Successful Nonfiction as cinco regras que devemos seguir na elaboração de um "nut-graf":

  • Nunca antecipe o final de uma estória;
  • Nunca explique a conclusão de uma estória;
  • Levante o véu dos temas secundários da estória, mas não os torne explícitos;
  • Antecipe as questões que o leitor se colocará ao ler a sua estória;
  • Dê aos leitores uma razão ou razões concretas para continuar a ler.

 

pin_azul.gif (941 bytes) O fim do artigo e a sua importância

Tal como acontece com o lead, também o final da estória é fundamental num artigo jornalístico. Na realidade, logo a seguir ao lead, o fim é a parte mais importante de uma estória. O lead tem de ser bom para cativar o leitor, o fim tem de ser suficientemente interessante para não o desapontar.

O facto de os jornalistas estarem habituados a escrever pirâmides invertidas - onde a informação é cada vez menos importante à medida que nos aproximamos do fim - faz com que muitos desprezem os finais, mesmo em reportagens ou artigos de investigação. Seja qual for o tipo de fim escolhido, é importante que ele esteja de acordo com o resto da estória e que satisfaça o leitor, dando-lhe a sensação de missão cumprida.

 

pin_azul.gif (941 bytes) LEITURAS

  • BOUCHER, Jean-Dominique, A Reportagem Escrita, Mem Martins, Editorial Inquérito, s/d.
  • FRANKLIN, Jon, Writing for Story, New York, Mentor - The Penguin Group, 1987.
  • STEWART, James B., Follow the Story – How to Write Successful Nonfiction, NewYork, Simon and Schuster, 1998.
© Copyright, António Granado, 2000                                                                                                                                            setatopo.gif (818 bytes)
Última actualização: 30 Mai 2000