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pin_azul.gif (941 bytes) Sumário

A preparação de páginas Web. LEITURAS.

pin_azul.gif (941 bytes) A preparação de páginas Web

A preparação de páginas Web pressupõe a utilização de programas próprios para essa tarefa. Tal como foi referido na nossa primeira aula, o Microsoft Front Page é um dos programas mais utilizados actualmente, apesar de o Dream Weaver estar a ganhar algum terreno entre os "web designers".

Uma das primeiras questões que devemos ter presente quando da preparação de páginas Web é a necessidade de que essas páginas não sejam demasiado complicadas. Colocar dentro de uma página informação excessiva ou imagens que demoram muito tempo a carregar é contribuirmos para que os nossos potenciais leitores desistam facilmente. Aliás, o que é que nós próprios fazemos quando encontramos páginas muito lentas, porque difíceis de carregar? Desistimos e procuramos outras...

Jakob Nielsen, em diversos estudos que efectuou sobre a forma como as pessoas navegam na Web, chegou à conclusão de que uma página não deve demorar mais de 10 segundos até poder ser completamente carregada (há autores que falam em oito segundos). Passado esse tempo, os cibernautas podem perder o interesse em ver essa página e desviam a sua atenção para outros sítios ou outras páginas. Nesse sentido, uma página deve ter um máximo de 34 k de informação.

Por outro lado, sabe-se agora que os leitores na Web não estão à espera de ver grandes textos sobre um determinado tema. Nielsen aconselha-nos a escrever metade do texto que escreveríamos para uma publicação impressa, a fazer parágrafos com frequência, a utilizar bons títulos, entretítulos e listas com informação.

A leitura na Web é cerca de 25 por cento mais lenta do que a leitura de um jornal, por exemplo, e os leitores fogem de textos demasiado longos ou maçudos.Por outro lado, as pessoas estão à espera de ler textos com informação e não apenas uma quantidade de prosa que parece ir a lado nenhum. Por esse motivo, uma escrita simples, sem demasiados floreados, é a melhor solução.

Segundo o estudo da Universidade de Stanford e do Poynter Institute, que analisou a forma como as pessoas lêem jornais na Web, os cibernautas são atraídos mais para o texto do que pelas imagens. Da responsabilidade do Poynter Institute e da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, o estudo  baseia-se na análise da forma como os olhos dos leitores se deslocam através das páginas "on-line". Um famoso estudo semelhante foi realizado há uma década atrás pelo mesmo instituto para conhecer a forma como as pessoas lêem as páginas dos jornais.

Para a obtenção dos primeiros resultados, a equipa trabalhou em três cidades dos EUA, tendo sujeitado 67 pessoas ao teste de leitura de páginas na Web. Os cibernautas viajaram por 211 sítios e viram cerca de 6 mil páginas. O tempo médio das sessões foi de 34 minutos, em que cada um dos sujeitos visitou em média seis sítios diferentes. O resultado prova a facilidade com que os cibernautas viajam de sítio para sítio, não se concentrando em nenhum em especial. Segundo as conclusões iniciais, os investigadores conseguiram obter 608.063 fixações de olho, ou seja, ocasiões em que os olhos estiveram parados num ponto mais do que um décimo de segundo, o suficiente para que a informação fosse processada.

Entre as conclusões principais da análise, ainda longe de completada, está o facto de se ter concluído que a primeira informação procurada pelos cibernautas são os títulos, as notícias breves e as legendas. A fixação dos olhos em fotografias acontece só em 64 por cento dos casos e, em gráficos, apenas em 22 por cento dos casos.

Nas entrevistas conduzidas após as sessões de leitura, os investigadores quiseram também saber quais as coisas que os cibernautas lembravam. Nesse trabalho, também conseguiram importantes conclusões.

  • Primeiro: os títulos directos são melhores que os títulos engraçados.
  • Segundo: a boa escrita jornalística é essencial para manter os leitores na página.
  • No entanto, a dificuldade de navegação pode inibir um leitor de utilizar um sítio melhor escrito em detrimento de um mais fácil de consultar.

*

Mas não é só com as questões de escrita que os "web designers" se têm de preocupar. As próprias questões de arrumação da informação são importantes, para que a leitura não seja dificultada.

Não é por acaso que muitas páginas Web têm uma arrumação semelhante, com uma barra de navegação em cima e/ou em baixo, do lado esquerdo e/ou do lado direito. Porquê? Porque os nossos olhos estão habituados a percorrer as páginas na Internet da esquerda para a direita, de cima para baixo, numa sequência de linhas paralelas, como aliás fazemos com os livros. Nos jornais é diferente. Os nosos olhos viajam pelas páginas livremente à procura de imagens ou de títulos que nos atraiam, já que temos a possibilidade de ver todo o espaço impresso de uma só vez.

Nos seus primeiros estudos sobre a leitura na Web, realizados em 1994/1995, Jakob Nielsen concluiu que apenas 10 por cento das pessoas faziam "scrolling" vertical das páginas, para ver mais além do que o ecrã mostrava num primeiro carregamento. Era nesse espaço que as pessoas procuravam a informação que pretendiam e, mesmo as que iam mais além, nunca liam páginas com muitos ecrãs de texto seguidos.

Apesar de a relutância em fazer "scrolling" estar a diminuir, não há dúvida que as páginas não devem ser excessivamente longas, sob pena de as pessoas não terem paciência para chegar ao fim. Por outro lado, as páginas não devem nunca ultrapassar uma determinada largura, de forma a evitar a mais irritante das actividades para quem lê na Web: o "scrolling" horizontal.

Sabendo que a maioria dos monitores estão configurados para  800x600 pixels, devemos ter em atenção que as nossas páginas não devem ultrapassar os 750 pixels de largura, para evitar o "scrolling" horizontal. Muitos "sites" Web, sabendo que muitos monitores têm ainda resolução de 640x480, preferem que as suas páginas não tenham mais de 600 pixels de largura.

Outra questão importante a ter em conta são as cores que utilizamos na construção das nossas páginas Web. Há 216 cores que são "browser-safe", isto é, que são entendidas pelos diversos tipos de monitores e por computadores que correm sistemas operativos diferentes como idênticas. São essas que devemos utiilizar sempre.

As cores são também um bom indicador sobre o tipo de páginas que estamos a construir. As cores sóbrias querem dizer algo diferente das cores mais alegres. O preto e branco é diferente do amarelo e do vermelho-vivo. Como explica Molly E. Holzschlag, as três cores na coluna da direita são muto diferentes das cores da coluna da esquerda e "sites" construídos com estes conjuntos de cores transmitem mensagens diferentes a qualquer leitor que os consulta pela primeira vez.


Sempre que tratamos imagens para inclusão em páginas Web devemos preocupar-nos em gravá-las nos formatos mais leves, ou seja, nos formatos que ocupam menos espaço. Esses formatos são o .jpg ou o .gif, sendo este último preferível, apesar de a imagem perder alguma definição e qualidade.

As fontes a utilizar nas nossas páginas podem ser serifadas ou não-serifadas, mas devem ser o mais simples possível, para facilitar a leitura. Elas devem também contrastar com o fundo onde estão inseridas, também por motivos de legibilidade.

pin_azul.gif (941 bytes) Exercício

  • Pegue na informação inserida nesta página e desenhe uma página completamente diferente desta. O resultado é melhor ou pior? Porquê?

pin_azul.gif (941 bytes) LEITURAS

 

 

© Copyright, António Granado, 2000                                                                                                                                            setatopo.gif (818 bytes)
Última actualização: 15 Jun 2000