Cib erjornalismo                              1999/2000
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pin_azul.gif (941 bytes) Sumário

A interactividade entre jornalista e leitor. LEITURAS.

pin_azul.gif (941 bytes) A interactividade entre jornalista e leitor

O jornalismo digital, ou ciberjornalismo, possui, como já vimos, características que o diferenciam de outros tipos de jornalismo. Uma dessas características é, sem dúvida, a maior possibilidade de interacção entre jornalista e leitor.

Há quem veja vantagens, e há quem veja grandes desvantagens, no aumento da interactividade entre "news assemblers" (na denominação de Molotch e Lester) e "news consumers". Cameron e Curtin defendem que essa interactividade pode mesmo afectar a agenda do repórter, impedindo-o de executar o seu trabalho. A fase de recolha e de verificação de notícias, dizem os críticos, será substituída pela preocupação de agradar ao seu leitor.

Para os críticos desta relação "excessiva" entre jornalistas e leitores, a organização de "chats" e fóruns nos próprios "sites" dos órgãos de comunicação social também coloca algumas questões não desprezíveis. O que fazer com mensagens cuja linguagem ultrapassa as marcas da decência? Devem ser censuradas? Há limites à linguagem dos leitores?

Por outro lado, há quem defenda que a interactividade entre os jornalistas e os leitores beneficiará muito a produção jornalística. Para além de um acesso mais fácil a novas fontes, o escrutínio mais apertado do trabalho jornalístico coloca mais responsabilidades aos profissionais da comunicação social, que mais dificilmente cairão em soluções fáceis, como a utilização de fontes anónimas ou o excessivo recurso a linguagem técnica, longe da realidade dos seus leitores.

A utilização de serviços que permitem ao leitor escolher as notícias que quer receber (chamada, por vezes, tecnologia "push") modifica também a relação entre os jornalistas e os seus leitores: em vez de ter de as procurar (como acontecia até agora), as notícias vêm ter como o seu leitor. Este facto  faz com que o próprio significado de notícia seja alterado. A "informação recente de interesse comum" - uma definição normal para notícia - pode passar a ser "informação recente de interesse individual".

A interactividade, defendem alguns, implica uma relação diferente com a audiência. Para além da simples comunicação dos acontecimentos, os leitores exigirão também o acesso a notícias que lhe possam interessar. O conceito "news you can use" tem, na Internet, um terreno fértil para se desenvolver. Os leitores vão exigi-lo ao jornalista.

 

pin_azul.gif (941 bytes) LEITURAS

 

© Copyright, António Granado, 2000                                                                                                                                            setatopo.gif (818 bytes)
Última actualização: 04 Abr 2000